Morreu há poucos dias (17/4/2020) este talentoso fotógrafo francês, cujas obras, justificada ou injustificadamente, me lembram quase sempre as telas de Magritte. Gilbert Garcin (1929-2020) começou contudo já tarde a fotografar, em finais do século passado, e disse que o fez por temer a monotonia e o tédio que poderia sobrevir com a sua reforma. Na sua obra e títulos surpreendemos, algumas vezes, uma nota de bom humor.
Creio que esta primeira fotografia, acima, intitulada Le charme de l'au-delà, teve um primeiro prémio, em 1995, nos Rencontres d'Arles e é daquelas que mais associo a René Magritte. Grande parte dos protagonistas da sua obra são Garcin e a esposa. E a quase totalidade das suas fotos são colagens ou fotomontagens, de algum modo, com um forte pendor surrealista. À segunda foto, acima, deu o artista o título de Ruptura...
Por curiosidade, posso informar que Gilbert Garcin esteve em Braga, em 1998, participando nos Encontros de Imagem.