Mostrar mensagens com a etiqueta Germão Galharde. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Germão Galharde. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 5 de outubro de 2020

Para os que "commigo van"

 

Post de HMJ, dedicado a HN

segunda-feira, 21 de maio de 2018

Recuperado de um moleskine (31)


Por aqui se começam a convocar D. João II e, sobretudo, D. Manuel I, se não quisermos ir mais longe. E para não falar do campo de teixos (o céltico ibhar ou o eburos, gaulês) que também lhe veio ao nome. Mas nós vamos em busca das sombras de Galharde, de Xavier de Matos, que se acolheu ao mecenato generoso de Cenáculo e lhe dedicou várias poesias laudatórias. E espero ter à mão, autógrafos ou não, versos manuscritos de Sá de Miranda. Que decerto lá chegaram a partir de algum dos filhos de D. João III, originalmente, e que foram passando, através dos séculos, de mão em mão, com veneração e respeito.
Como é que pelo Verão, os nossos reis a escolhiam como cidade da sua vilegiatura?, eis o que me pergunto. Sem resposta lógica e suficiente para a minha curiosidade. Mas a cidade acolhe bem, quem venha, e é sempre muito bonita...



Nota: em imagem, apontamentos parciais e pessoais que levei, numa das primeiras visitas que lá fiz.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Os Trabalhos e os Dias (6): Velharias




Aqueles que usam, de forma pejorativa, a palavra velharias ignoram o gosto, o saber e a persistência que implicam o seu estudo, a sua conservação e colecção.



Por manifesta falta de tempo dedico-me apenas aos livros, mas gosto de porcelanas, embora menos da faiança. Como nada sei sobre a matéria, tenho lido com muito interesse os “posts” de Maria A. no seu blogue: Arte, livros e velharias. E aqui lhe deixo a terceira imagem de uma terrina que, segundo consta, sempre fez parte da casa de APS. É uma terrina sine notis, i.e., sem lugar, produtor ou ano de fabrico.



Talvez Maria A. se encante com a peça, velhinha e gasta.

Também sei que existe, entre os verdadeiros amantes de “velharias”, uma fraterna cumplicidade na partilha de descobertas.

Assim, retribuo os gratos ensinamentos de Maria A., mostrando-lhe a imagem de “meu” Germão Galharde. O livro, infelizmente incompleto, adquiri-o há uns meses a um bom preço. Ocupou os meus dias durante semanas, lendo e trabalhando, porque o restauro implicou a intervenção no papel e, depois de novamente cosido, a fixação do miolo na encadernação original após a limpeza do pergaminho. Como remate dos ensinamentos, entretanto alargados, aprendi a fazer uma caixa de guarda, pensando nos amantes vindouros de “velharias”.



Por fim, e para quem quiser ver ou ler o livro, com o incipit: Nom he pequena a obrigação de louuor, de Justiniano Lourenço, na íntegra, poderá consultá-lo através da Biblioteca Nacional Digital (BND), cuja cópia digital tem o registo: purl.pt. 16678.


Post de HMJ, dedicado a Maria A.

quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Juan Ramón Jiménez, "A la inmensa minoría"



O saber, virtualmente acessível a todos os interessados, não costuma cair no regaço dos afortunados sem esforço, rigor e dedicação.

Sucede, no entanto, que o espectáculo tomou conta da Cultura e da Investigação. Porventura,  por influência de “sugestivas” capas de livros – de estética duvidosa – a CIÊNCIA, afastando-se do sentido mais nobre da palavra, também se rendeu a embrulhos “apelativos”,  privilegiando o “parecer” em vez do “ser”. Ora, quando a sugestão e a pressa se sobrepõem à ciência, surgem exemplos como este:



Verifica-se, todavia, que, na sua Bibliografia das obras impressas em Portugal no século XVI, Anselmo, no nº 676, não indica qualquer data de impressão, nem para o Tractado da spera, nem para a edição do Regimento, sendo seguido nessa cautela por Armando de Gusmão.

Com base no seu trabalho, e o registo dos impressos de Germão Galharde, sabiam os dois bibliógrafos que não havia, na altura e também actualmente, prova documental que permitisse recuar o início da actividade do impressor francês ao ano de 1516. Se, no entanto, considerarmos a indicação “[ca 1516]” extensível ao ano de 1519, encontrar-se-ia um impresso – outro – firmado na sua oficina tipográfica.


Mas, como a “pressa é o pior inimigo do bibliógrafo”, aconselha a prudência observar, atentamente, a produção do impressor Germão Galharde em terras lusas.

Post de HMJ

domingo, 28 de outubro de 2012

Da janela do aposento 18: Sobre a ignorância



[Frei António de Beja, Contra os juyzos dos astrologos, Lisboa, Germão Galharde, 1523, fl. 1, recto e verso]

Em Julho do ano passado já falei aqui do livro em epígrafe, citando uma máxima do "Beate pater hieronime".  No entanto, voltei a pegar no livro de Frei António de Beja, impresso em Lisboa, por Germão Galharde no ano de 1523, e oferecido "aa christianissima senhora raynha dona Lianor". 
Transcrevo, do início do livro, o que o presente "breve tratado" pretende contrariar, a saber, "a opinião de alguns ousados astrologos (...)" que "ousam em público juizo dizer que a quatro ou cinco dias de Fevereiro do ano de 1524, por ajuntamento de alguns planetas em signo de piscis (= Peixes), haverá grande dilúvio na terra". 
Dito isto, e explicando resumidamente o título do livro, fixei o olhar numa afirmação de Frei António de Beja sobre a ignorância e que reza assim: "De muitos males (excelentíssima senhora) que traz consigo a ignorância e pouco saber, é este um grande que faz de ligeiro crer o que nos dizem". Embora confundindo, propositadamente, os contextos e os visados no "Breve Tratado", continuo a achar grande actualidade à definição da ignorância.

P:S: Apenas durante a elaboração do "post" me apercebi da coincidência com outra actualidade, i.e., remetendo para um dilúvio, previsto para o ano de 1524, quando o furacão "Sandy" ameaça as terras do Senhor Presidente Obama.

Post de HMJ

sábado, 20 de novembro de 2010

Restrições ao ingresso nas Ordens Menores


A imagem, que encima este poste, reproduz uma página das Constituições do Bispado do Algarve (Germão Galharde, 1554), mandadas imprimir pelo Bispo D. João de Melo.
É interessante constatar as condições necessárias e as restrições impostas (ver sublinhado meu, a azul) para o ingresso nas Ordens Menores. Para quem esteja pouco familiarizado com os caracteres góticos, passo a citar, actualizando a ortografia: "...E não será aleijado nem de monstruosa feição, ..."

terça-feira, 6 de abril de 2010

Por entre Bibliofilia e Mercearias Finas


Li hoje, com grande deleite, Regra e Estatutos da Ordem de Santiago, numa edição de 1548, impressa por Germão Galharde ( ? -1561?). Não só os caracteres tipográficos (góticos) são de grande perfeição técnica e estética, como o texto, em português antigo, supervisionado, seguramente, por D. Jorge de Lencastre (1481-1550), Grão-mestre da ordem, é de uma limpidez e escorreiteza singular admirável. Até aqui, história e bibliofilia.
Vamos lá às Mercearias Finas. Por entre os pecados capitais referidos na Regra e Estatutos ..., há, adequadamente uma caracterização e advertência à Gula. Para que, como pecado, seja evitado pelos cavaleiros da Ordem de Santiago. Reza assim

"Se pôs sua bemaventurança em comer e beber.
Se comeu e bebeu muitas vezes por deleitação.
Se por muito comer ou beber esteve doente.
Se bebeu de maneira a que saísse de seu sentido."
Ora pro nobis!
P. S. : para JAD, naturalmente.