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quarta-feira, 3 de abril de 2024

Citações CDLXXXVII

 

Não se pode pedir ao artista mais do que aquilo que ele pode dar, nem ao crítico mais do que ele pode ver.

Georges Braque (1882-1963), in Le Jour et la Nuit (1952).

domingo, 10 de dezembro de 2023

Citações CDLXXX



É preciso contentarmo-nos apenas em descobrir, mas evitarmos explicar. 

Georges Braque (1882-1963), in Le Jour et La Nuit.



segunda-feira, 29 de maio de 2023

Citações CDLXIV



O quadro está acabado quando ele apagou a ideia.

Georges Braque (1882-1963), in Le Jour et la Nuit.


quarta-feira, 11 de março de 2020

Citações CDXXVIII


O idealismo é uma forma convencional da esperança.

Georges Braque (1882-1963), in Le Jour et la Nuit.

sexta-feira, 22 de março de 2019

Uma fotografia, de vez em quando... (121)


Fritz Henle, nascido em 1909, na cidade de Dortmund (Alemanha), veio a falecer nas Ilhas Virgens (E. U. A.) no ano de 1993. Alguém o classificou como o último grande fotojornalista clássico freelancer e, na verdade, em 1936, ele foi contratado para a Time-Life, tendo também trabalhado para a revista Fortune.


Chamaram-lhe Mr. Rollei, pelo uso intenso que deu à sua Rolleiflex, ao longo da sua vida de fotógrafo, fixando cenas sociais, grupos e ilustrando acontecimentos, para as revistas norte-americanas. São também de destacar alguns bons retratos que fez. Entre outros, de Pablo Casals, do pintor Georges Braque e de Frida Kahlo.


segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Citações CCXXII


Devemos contentar-nos em descobrir, mas evitarmos explicar.

Georges Braque (1882-1963), in Le jour et la nuit.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Citações CCXVII


A jarra dá uma forma ao vazio, e a música ao silêncio.

Georges Braque (1882-1963), in Le jour et la nuit.

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Pinacoteca Pessoal 82 : Georges Braque (2)


Tive notícia recente de uma exposição, aberta até 21 de Setembro, no Guggenheim Bilbau, sobre a obra do pintor Georges Braque (1882-1963). Informação que também me fez chegar a uma das pinturas mais emblemáticas do Fauvisme. Estou a referir-me à tela (36 por 48cm.) "Petite Baie de la Ciotat", pintada por volta de 1906, exposta no Salão dos Independentes de 1907, e que foi uma espécie de prova de artista, permitindo, pela sua concepção ousada, que Braque integrasse, de pleno direito, essa escola onde já pontuavam Derain, Matisse e Vlaminck.
O quadro "Petite Baie de la Ciotat" era tão importante para Braque, que o artista voltou a readquiri-lo em 1959, tendo-o colocado em lugar de destaque, no seu local de trabalho. O quadro integra, actualmente, o acervo do Centre Pompidou.

segunda-feira, 3 de março de 2014

Pinacoteca Pessoal 72 : Magritte


Os dois quadros em imagem, de René Magritte (1898-1963), foram pintados quando ele iniciava a terceira década da sua vida. Quando se afastava de um certo hibridismo de influências que dominou a sua fase inicial, em que há vestígios de impressionismo, Braque, e até algumas marcas de F. Léger. O internamento gradual num surrealismo poético, onde o mistério e a ironia têm lugar cativo, marcam toda a sua obra até ao final. Apelativas e muito sugestivas, as suas pinturas, pela grande capacidade de associação criadora, vão muito além de Dali, colocando o observador num plano de suprarrealidade onírica, ainda que concreta pelo figurativismo acentuado das suas telas. Mas a sugestão agressiva ou o prenúncio de ameaça nem sempre estão ausentes das suas representações pictóricas. Os títulos, que cuidadosamente escolhia, robusteciam, também, a imaginação de quem via os seus quadros.
A primeira tela, intitulada No limiar da Liberdade (1930) pertence ao Museu Boijmans van Beuringen (Roterdão); a segunda, Os encantos da Paisagem (1928), integra uma colecção particular.

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Uma pequena maldade de G. Braque


A propósito do seu amigo Picasso, que teria uma extraordinária capacidade para efabular e desenvolver, genialmente, alguma ideia inovadora dos seus confrades, Georges Braque (1882-1963) dizia que:
"Com Picasso é preciso ter cuidado, quando ele abre uma porta, absorve e fecha a porta atrás dele."
(Citado por Adrien Maeght, em Le Nouvel Observateur, nº 2551.)

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Pinacoteca Pessoal 52 : Kazimir Malevich


Na obra multifacetada de Kazimir Malevich (1879-1935), nascido em Kiev, que serviu, também, os ditames da propaganda estalinista da época, cruzam-se variadas influências que vão do expressionismo alemão ao cubismo francês. Teórico da modernidade, pioneiro eslavo da arte abstracta, na sua obra há premonições e caminhos abertos de futuro. Foz de muitos rios, as suas pinturas parecem convocar reflexos de Léger, a geometria de Braque ou o mistério de algumas telas de Chirico.

domingo, 2 de junho de 2013

Vanguardas, regressos e o gosto comum


Qualquer inovação artística, quando significativa, ou integrada numa nova escola ou corrente de vanguarda, demora tempo a ser aceite. E, por vezes, essa aceitação é tão contranatura, tão para evitar que se diga que (nós, os leigos) somos antiquados, que dura apenas o tempo da novidade, voltando a ser ignorada e vindo a constituir unicamente uma nota de rodapé na história dessa actividade artística.
O chamado Nouveau Roman, nascido em França, filiado (impropriamente, quanto a mim) - diziam - no estilo de Faulkner, entrou em força na cartilha e cânone literário dos anos 60, e foi praticado com insistência por Robe-Grillet, Alain Resnais, Butor, Nathalie Sarraute...Em Portugal, também teve os seus cultores dedicados como, por exemplo, Artur Portela, Filho. Mas durou pouco, a moda. A escola teve até correspondência cinematográfica em "O último ano em Marienbad" (1961) que, confesso, não consegui ver até ao fim...
Ao contrário destes avanços, em Música e outras artes, também há retrocessos. Há românticos tardios, compositores barrocos atrasados que, apesar de tudo são, ainda hoje, considerados. O norte-americano Samuel Barber (1910-1981) e o seu famoso "Adagio for Strings", embora os especialistas o considerem fora de época, colhe o gosto e a admiração do amador comum. Porque, ao contrário da literatura (Prosa, fundamentalmente), a música e a poesia requerem um apetrechamento teórico mais estruturado para que possam ser devidamente avaliadas.
Vem isto a propósito de uma notícia do "Obs." (nº 2534) que dá conta de uma pequena tempestade musical, que agita os meios melómanos gauleses. Um reconhecido e respeitado pianista francês, Jérôme Ducros (1974), em conferência no Collège de France, permitiu-se atacar vigorosamente as obras de Boulez, Stockhausen e Schoenberg, em nome da tendência neo da música séria contemporânea. O título da sua intervenção era "L'atonisme. Et aprés?", e nela defende o regresso à "vraie musique", em nome do divórcio actual existente entre o público e a moderna criação musical.
A polémica promete subir de tom...

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

De Eluard para Braque


Georges Braque

Um pássaro ganha altura,
Rejeita a nudez como um véu inútil,
Porque nunca teve medo da luz,
Fechado no seu voo,
Nunca sentiu a sombra.

Cascas de colheitas crestadas pelo sol.
Todas as folhas nos bosques dizem que sim,
Elas não sabem senão dizer que sim,
Todas as perguntas, todas as respostas
E o orvalho brota deste íntimo sim.

Um homem de olhos ligeiros descreve o céu do amor.
Ele reúne as maravilhas
Como folhas de um bosque,
Como os pássaros nas suas asas
E os homens quando adormecem.

Paul Eluard, in Nouveaux Poèmes (1926).

quarta-feira, 4 de abril de 2012

arte menor (9)


Nocturno da Póvoa

Assim se joga a noite:
sombria como os pântanos da chuva
e barcos de não haver saída
para o mar.

(1967?-2012)

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

4 fragmentos de René Char, em versão livre e pessoal


86
As mais puras colheitas foram semeadas num solo que não existe. Elas recusam a gratidão e nada devem, senão à primavera.

93
O combate da perseverança.
A sinfonia que nos levava, morreu. É preciso acreditar na alternância. Tantos mistérios que não foram devassados, nem destruídos.

98
A linha de voo do poema. Ela devia ser sensível a cada um.

102
A memória não tem acção sobre a lembrança. A lembrança perde força contra a memória. A felicidade não sobe mais.

Nota: a capa do livro em imagem tem uma ilustração de Georges Braque. A obra é a tradução para alemão, feita por Paul Celan. Os poemas de Char, originais, foram escritos no Maquis, entre 1943 e 1944, sob o título de "Feuillets d´Hypnos".

sábado, 12 de novembro de 2011

Pinacoteca Pessoal 20 : Georges Braque


Este não é, seguramente, o meu quadro preferido de Georges Braque (1882-1963), mas tem uma particularidade muito especial: está relacionado com Portugal. Foi pintado em 1911 e pertence, hoje, ao acervo do Kunstmuseum  Basel (Basileia), na Suiça. A partir daqui, começam as interrogações. Os alemães intitulam a tela: "Die Portugiesin" (Moderne Kunst, de Trewin Copplestone, Ed. R. Löwit . Wiesbaden, 1962). A tradução do título do quadro seria, portanto: "A Portuguesa". Mas os franceses já lhe chamam "Le Portugais", ou seja, "O Português". E até há quem acrescente "L'Émigrant". A ser fidedigno este título, poder-se-ia especular se não terá sido inspirado ou sugerido por Amadeo Souza-Cardoso que, nesse ano de 1911, até expôs no "Salon des Independents", em Paris. Seja como for, terá sido por alguma razão que Georges Braque lhe deu a "nacionalidade portuguesa", masculina ou feminina. E no centro da tela, ao fundo, esboçou uma guitarra...