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sexta-feira, 13 de setembro de 2024

Da leitura 59

 

Sempre me senti pouco à vontade com a leitura de filosofia. Se exceptuar porém os nomes de George Berkeley, Arthur Schopenhauer, Soren Kierkegaard e Friedrich Nietzsche, autores que li com agrado e proveito.
Concluí entretanto que a marca de posse e data que, antigamente, eu inscrevia nos livros que ia comprando me permite, hoje, situar a leitura que deles fiz. Este Para além do bem e do mal, li-o aos 22 anos de idade.

sexta-feira, 4 de março de 2016

Mote e glosa, ou pensar para lá das palavras


Há muitas perspectivas para abordar as últimas obras de Wittgenstein, mas, fundamentalmente, a concepção Romântica da filosofia no seu cerne - que é uma luta pessoal, em busca de uma terapia contra a perversão do intelecto pela linguagem...

Este pequeno excerto de Tim Crane (TLS, nº 5891), que acabo de traduzir, a propósito da obra de Ludwig Wittgenstein (1889-1951), foi-me uma espécie de iluminação.
Eu sempre me dei mal com a filosofia, tirando Berkeley, Kierkegaard, Schopenhaur, Nietzsche (sobretudo, na minha juventude), embora frequente, com agrado, os pro-filósofos Cioran e Steiner, mais recentemente. Desisti, pura e simplesmente, de Espinosa, Heidegger e Adorno. Mas perdi uma boa parte dos meus complexos, ao saber que as leituras filosóficas de Wittgenstein, considerado um dos grandes filósofos do século XX, eram muito reduzidas. Por exemplo, nunca teria lido nenhuma obra de Aristóteles... Esta ignorância do filósofo austríaco terá assim contribuído para a singularidade do seu pensamento e uma maior liberdade da sua teorização.
Resta o mecanismo de aprisionamento que a língua (ou linguagem), por sua vez, exerce sobre a forma de pensar. Porque pensamos, sobretudo, através das palavras, por caminhos de contiguidade e atracção entre elas, numa espécie de círculo fechado da memória e do inconsciente. É, por aí, que a liberdade de poder pensar se torna mais difícil. E só pela criação de uma nova linguagem, será possível contornar esse fatal constrangimento. Como também na poesia, aliás... 

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Divagações 81 (ou, as coisas miúdas)


Que o cavalo de Júlio César tinha uns pés que quase pareciam humanos, ou que o imperador romano Otão usava cabeleira postiça - que importará isso à felicidade humana? Embora o saber não ocupe lugar (só memória). Mas deu-me gosto sabê-lo. E, quem o refere, é Suetónio (70-130).
São estas minudências vãs que são possíveis a quem vai tendo disponibilidade e tempo, de leitura. Mesmo que não haja, como se sabe, resposta para tudo. E mistérios haja, que fiquem sempre por responder, não se cumprindo assim, por inteiro, o desígnio de Berkeley (1685-1753): "Ser é perceber".
Por onde andarão os pássaros, residentes, que no Inverno mal os vejo? Porque será que as primeiras flores silvestres, do ano, são brancas, e depois amarelas, na sua maioria? Agora, em Fevereiro, já começaram a aparecer as de cor lilaz (será da intensidade solar?).
Felizmente que o Inverno é um tempo quase totalmente liberto de moscas e de melgas...

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Da Filosofia, Bergson em particular



Creio ser consensual dizer que Portugal não é um país de filósofos. Só com manifesta generosidade e complacência conseguiremos alinhar alguns, poucos, nomes sob a chancela de uma dita Filosofia Portuguesa.
Eu próprio não me considero grande apreciador e leitor de Filosofia, em geral. Se excluir Berkeley, Kierkegaard, Schopenauer e Nietzsche, o que li, li-o mais por obrigação do que prazer. E foram, normalmente, leituras demoradas e penosas, na maior parte dos casos. Nem a "Ética" de Espinosa, judeu de origem portuguesa, consegui levar até ao fim, muito embora o tentasse por várias vezes.
Tenho, no entanto, um exemplo e caso de leitura agradabilíssima de uma obra filosófica - "Le Rire" de Henri Bergson (1859-1941). É um livro que recomendo a quem não gostar, particularmente, de Filosofia. E, por isso, aqui estou a lembrar Bergson, hoje, dia em que passa mais um aniversário da sua morte, ocorrida a 4 de Janeiro de 1941.