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sexta-feira, 27 de dezembro de 2024

Ultimas aquisições (56)

 

Muito provavelmente, serão os dois últimos livros que comprarei neste ano, prestes a findar, de 2024. Se Orlando Ribeiro (1911-1997) sempre foi um conceituado geógrafo, com quem muito aprendi, Vasco Gato (1978) revelou-se-me, nesta antologia de traduções, um poeta de muito bom gosto, e a ter em conta para de futuro.

domingo, 30 de outubro de 2022

Géneros e geografia



A leitura deste pequeno excerto do cineasta e jornalista Leitão de Barros (1896-1967), inserto numa crónica do Diário de Notícias, do último dia do ano de 1955, que passo a transcrever, suscitou-me algumas pequenas reflexôes de índole diversa. Segue o texto: 
"O Porto, aconchegado no seu grande capote de granito, fumegando, independente, no cacimbo dos seus nevoeiros, voltado aos contraluzes prateados do Douro, é a mais vetusta e máscula cidade portuguesa. Nenhuma o suplanta ou iguala nesse sentido de veteranidade solene que irradia das suas pedras puídas pela ventania dos séculos."
Ora, se exceptuarmos o Funchal - creio -, apenas a Cidade Invicta, das urbes nacionais, ganhou o estatuto de género masculino. Mas, se alargarmos a ideia à geografia, na Europa, esta ciência também privilegia o género feminino para as cidades e até mesmo para países. Apenas me lembro do masculino Luxemburgo e do Reino Unido (embora da feminina Inglaterra). Curioso, pelo menos.
Qualquer dia, se calhar, os devotos LGBT ainda se lembram disto...

quinta-feira, 23 de junho de 2016

Esboço premonitório ou projecto em jeito de fábula


Era no tempo em que tudo parecia poder vir a acontecer. E ainda não havia a CEE...
Sentado frente à janela da sala de jantar, eu via as metamorfoses vertiginosas das nuvens. Porque elas têm, em si, uma capacidade de sugestão e engano infinitos. E são como um pintor que desenha, mas nunca está satisfeito com o que faz. E vai apagando.
Devia ser Junho. Um Junho não muito definido, que ameaçasse chuva ou trovoadas. E, nessa altura, eu gostava muito de Geografia: aqueles mapas coloridos dos países, os riscos a negro dos rios, o castanho macio das montanhas. A princípio, nas nuvens em frente, começaram a aparecer-me os contornos nítidos da Grã-Bretanha; mas logo, e pouco depois, desenharam-se os limites mais pequenos da ilha de Chipre. Cinco minutos após, as nuvens eram apenas um ponto, como se fora, ao Sul de Espanha, o minúsculo protectorado de Gibraltar.
Que se desvaneceu da minha visão, como por encanto quase de imediato, e eu voltei, de novo, à realidade. E pensei que devia ter ido chover para outro lado...

terça-feira, 5 de junho de 2012

Quanto a Geografia, estamos conversados...

Agradeço reconhecido a AVP, esta "pérola".

segunda-feira, 26 de março de 2012

Para que conste

É apenas um fait divers, mas sintomático da sabedoria dos americanos, no tocante a Geografia. Eu sabia como é  cândida, um pouco tosca e ignorante a rural alma americana e, às vezes sorria, comovido, pela sua ingenuidade quase pueril.
Acontece que o Arpose teve hoje, e pela primeira vez, uma visita de Chipre, Nicósia, mais concretamente. E o sitemeter americano, em toda a sua candura situou Chipre, e a proveniência da visita, na Ásia...