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segunda-feira, 27 de dezembro de 2021

Do que fui lendo por aí... 47



Para ser verdadeiramente rigoroso, eu deveria ter escrito no título do poste: Do que fui relendo por aí...
Estas monografias que têm, por trás, um trabalho insano de investigação, lêem-se com imenso agrado, por amor à terra e, provavelmente, terá sido pelo mesmo sentimento acendrado que foram feitas. Inicialmente publicadas no Boletim dos Trabalhos Históricos e, depois, em separatas individuais, vieram a ser editadas em 2 grandes e belos volumes, por Maria Adelaide Pereira de Moraes (1930), com o patrocínio da Câmara de Guimarães, em 2001. Por lá se vão desfiando as gestas dos Margarides, dos Costeados, das gentes da Casa de Sezim (que Fonseca e Costa usou para cenário de um dos seus filmes), dos Amarais da Casa da Aveleira...
São estes dois volumes que eu estou a reler, para matar saudades da terra, como diria Gaspar Frutuoso.



quarta-feira, 18 de setembro de 2013

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Saudades da Terra


O título do poste roubei-o à celebre obra do padre Gaspar Frutuoso, em 6 volumes, sobre os Açores. Porque esta casa que o meu Amigo H. N. fotografou, em Guimarães, pertenceu à família de Angelina Brandão, mulher de Raul Brandão, que lá viveu em solteira. Depois, já casada, foi habitar com o Marido, a chamada Casa do Alto, em Nespereira. A casa, na Rua Val-de-Donas (lindo nome!), está esventrada e vai para obras, mas a fachada mantém ainda a dignidade sóbria do granito vimaranense, de bom gosto.

com agradecimentos a H. N..

sábado, 21 de maio de 2011

Por acaso, a Roménia


Será, no mínimo, curioso que nesta pequena banqueta adjunta ao rebordo da varanda a leste, tendo por cenário alto um azul pálido de fim de dia, eu tenha reunido objectos de leitura que se relacionam, ambos, com a Roménia. Por dois bons motivos, por razões amigas, por questões de gosto. Vou ser concreto: por informação bloguista de MR comprei, hoje, "Le Magazine Littéraire" dedicado, maioritariamente, a E. M. Cioran; por oferta amiga de H. N. junta-se, na banqueta, o volume "Dieu est né en exil" de Vintila Horia. Cioran sempre foi, para mim, estimulante, e o livro de Horia fala de Ovídio que, exilado, veio a morrer na Roménia.
Um pássaro estranho pia, lúgubre e repetitivo, algures, mas não sei dizer o seu nome, o silêncio (futebol na tv?) em volta é quase absoluto, e o rosto de Cioran, triste ou angustiado, na capa da revista francesa, não é suficiente para me sobressaltar. É um começo de noite de Maio, ameno. Pese embora o desconforto dos dias que hão-de vir, domina uma calma plenitude, uma aceitação física do futuro, talvez irracional, e as "saudades da terra" de que fala Gaspar Frutuoso - ainda que em relação aos Açores.
Alguém, fronteiro, se debruça na janela, para fumar um cigarro... Há, na vida, momentos de equilíbrio, minutos de harmonia. Pode ser como hoje, já depois das nove, quando a noite cai. A lua parece que se recusa a nascer, ou eu a vê-la. Mas julgo que será minguante e cada vez mais pequena, no horizonte.
Encerrar o capítulo (que está frio): voltar para dentro. 

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Divagações


Há um conforto que apenas se adivinha. A pacificação das causas inúteis, a mão sobre o delta ermo, a luz oblíqua, o silêncio em volta. Que parecia alto.
Mas é também daqui que nasce a insatisfação e a dúvida. As perguntas que ninguém irá satisfazer. O Tempo que passa. As saudades da terra.
O movimento reinicia a sua marcha, o tédio acicata a alma, o amor do risco, novamente, desperta. E volta a inquietação ao coração dos homens.