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terça-feira, 20 de novembro de 2012

Gatos, gansos e panteísmo

Vai o Arpose, cada vez mais, panteísta, porque é difícil ir resistindo ao verde já raro, que tenta subsistir por entre o amarelo predominante e o castanho escuro do que vai morrendo, o ocre da terra e o azul palidíssimo do céu. Porque, depois, além das pegas gordas que pousam no cocuruto dos abetos, sempre verdes, há os gatos, quase sempre presentes. Uns atrevidos (Thom, a quem eu chamo: Rodrigues), outros ronronando sonolentos e misteriosos; e, ainda, a blandiciosa "Molly" que, noutra mais tenra idade, terá sido agressiva e valquiriana, q.b..
Mas tenho, absolutamente, que lembrar os gansos. As suas penas macias e pródigas, que nos aquecem, de noite, em édredons levíssimos,  quase celestiais no aconchego e quentura. E, imperdoável seria, eu esquecer, no dia de chegada, a tenríssima perna de ganso, assada, com a inevitável couve roxa saborosa. Troquei as "Knödel" (uma espécie de pequenas bolas de puré), pelas batatas fritas, que prefiro. E, na dúvida, dos vinhos, atirei-me a uma "kölsch", bem fresca, que o restaurante era "cosy", e estava aquecido, como devia.