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sábado, 30 de junho de 2012

Turismo e história


Já por lá passei, e é um castelo bem bonito este dos Condes de Gand (ou Gent, em flamengo), bem defendido porque os ruanos da cidade eram reivindicativos e exigentes, para com os seus senhores. E, diz-me o Amigo que me mandou o postal, que Carlos V por lá nasceu, numas casas próximas e térreas de que já só há memória em gravuras antigas, porque foram deitadas abaixo. 

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Pinacoteca Pessoal 32 : Hubert e Jan van Eyck


Encomendado por um rico burguês flamengo (Joost Vidgt, que está representado na pintura), este magnífico políptico iniciado por Hubert van Eyck, foi acabado em 1432, pelo irmão, Jan van Eyck. Composto por 24 painéis, encontra-se na Catedral de Gand, e é considerado património mundial.
Sendo, como é, uma obra-prima dos primitivos flamengos, esta "Adoração do Cordeiro Místico" não justifica mais palavras, mas uma admiração silenciosa. E atenta.

com os melhores agradecimentos a A. de A. M..

domingo, 11 de setembro de 2011

Uma colaboração forçada (mas autorizada)


Ainda há quem escreva aos familiares e amigos, classicamente, preto no branco em postais e cartas. Mas são excepções sobreviventes e raras. De Gand, recebi de um Amigo, um postal, recentemente. (Tenho pena de não poder reproduzi-lo, mas tenho as "ferramentas tecnológicas", parcialmente avariadas: scanner, computador principal - daí também a diminuição de actividade no Arpose.) Mas o texto do postal é tão saboroso que não resisto a reproduzi-lo (com autorização do autor e Amigo). Segue, portanto:
"Mon cher Albert, (e rima)
eis-nos em contagem decrescente para partir destas bandas onde somos amesquinhados. Eles/elas são altas e loiras como girassóis e quando passam encho o peito de ar e endireito as costas - mas já não vai lá - não para que olhem para mim mas pela emoção de olhar para elas, que às vezes vêm bicicletando de saias curtas e sem frio que é bem um violento exercício oftalmológico.
Estou morto por voltar e tomar os cafés que me apetececerem. Cá têm que ser comedidos pois custam os olhos da cara...e não só: Em Bruxelas 2 chás, uma cerveja normal e uma wafel custam um bom jantar na pátria - como não nos havemos de sentir amesquinhados quando os/as vemos nas esplanadas beberricando o seu vinho, a sua cerveja, com as suas frittes? 1 abraço,
A...."

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

O 28


Imagine-se que o avião vai, pelo azul escuro, em direcção à lua - é tudo uma questão de perspectiva, sobretudo, agora à noite, olhando o infinito...
Ou que a Bivyta, através de Gand, vinda de Rheinkassel, desemboca, adolescente, no Chiado, às 10 da noite. Tem dezassete anos e fica fascinada pelo eléctrico 28. Amanhã quer ir na "Montanha russa", que ainda desconhece na sua total e estreita aventura. Mal dorme. Desembarca em S. Vicente de Fora, cedíssimo, desliza até à Feira e, metodicamente alemã, compra uma pedra estranha de 2 quilos, para o Pai que é escultor; um colar de conchinhas para a Mãe e um vinil para ela mesma. Mais subtil, menos imediata, como tem humor acerado, marralha a compra de uma redoma de Nª. Srª. de Fátima, de plástico, para oferecer ao Klaus, o namorado. Daqueles ícones que, agitados, projectam flocos de neve sobre a imagem sagrada. O que se irão rir na Universidade, pensa Bivyta. Volta feliz, no 28, para o Chiado: só gastou 14 euros.
Quando regressa, os Pais vão-na buscar a Bruxelas. Chove. Mas Bivyta nem repara. Quando abraça Ruth, regressada, filial e pequenina no seu metro e oitenta e cinco, diz para a Mãe: "- Portugal ist wunderbar!", e quase chora de alegria.