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sábado, 10 de fevereiro de 2024

Uma louvável iniciativa 65



A notícia é dos jornais, e saúda-se efusivamente: a região do Porto "vai executar plano de controlo de gaivotas nos municípios costeiros."
Cá pelo Sul, o sr. Moedas deve estar mais preocupado com a Web Summit, a menos que algum pássaro bisnau lhe despeje alguma coisa em cima, de presente...

quarta-feira, 17 de janeiro de 2024

Desabafo (85)

 
Lembro-me bem de quando, na região outrabandista, não havia gaivotas senão ao fim do dia, lá no alto, pequenos grupos se deslocavam de leste para oeste, em direcção ao mar. As pombas também não eram excessivas, por essa altura. Estas espécies entretanto tiveram um crescimento enorme e, hoje, no seu crocitar rouco e antipático, acompanhado de vôos agressivos, vi cerca de 40 gaivotas sobre os contentores de lixo, em busca de detritos alimentares.
Recordo-me também de como, aqui há anos, se fez uma campanha racional e saudável, nas Berlengas, para limitar o número dessas aves, e para que não desequilibrassem o sistema ambiental nessas ilhas.
Entretanto, o PAN surgiu dos bosques...

quarta-feira, 22 de agosto de 2018

3 constatações de ar livre, ao fim da tarde


1. Em dias de vento normal - seja lá o que isso for - no alto, bem alto, e para não dizer no altíssimo, que poderá ter conotações religiosas, os aviões vem do Oeste (Atlântico) em direcção ao Leste, mas guinam, subitamente, por alturas de Corroios, para Norte, baixando com suavidade.
2. Ao fim da tarde, as gaivotas, a meia altura, regressam da zona dos lixos (Terra), em esquadrilhas de 5 ou 6 e, ao contrário dos aviões, dirigem-se para ocidente (Mar). Para ir dormir?
3. As vespas e as andorinhas trabalham até tarde. Já passa das 21h00 e as andorinhas ainda zilram, pelo ar; enquanto as vespas se afadigam, laboriosas, a libar as folhas do limoeiro. Pergunto-me, ignorante que sou neste particular: será que as vespas também produzem mel? Se o fabricam, deve ser bem mais amargo e selvagem do que o das abelhas...

sábado, 8 de dezembro de 2012

Pelo Sol chegado


Parece trágica, a canhestra e ululante alegria das gaivotas, sobre o Tejo, agora que o Sol abriu pela tarde. Há muito que, para mim e pela estridência agressiva dos seus pios roucos, corpulentas e numerosas, deixaram, poeticamente, de "trazer-me o céu de Lisboa" - como O'Neill gostava de dizer. E Amália, de cantar.
Mas, hoje, perdoo-lhes, porque vieram com o Sol, neste Dezembro do nosso descontentamento.

terça-feira, 8 de março de 2011

Divagações 2


Há um frio sobre o frio destes descampados de nenhures, cercados de altas torres de escritórios apagados e sem gente. Destes largos passeios desertos que servem unicamente para demarcar ruas sem pessoas, onde os automóveis passam, continuamente, em direcção à noite.
À espera, e vendo-as altas, lembro-me de O'Neill, da canção e dos versos: "Se uma gaivota viesse..." E penso que cinquenta anos bastaram para quebrar este lirismo. As gaivotas estão mais gordas, mais agressivas, quase nos disputam o espaço, parecem desafiar-nos, em terra. Pairam sobre monturos, sobrevoam os aterros a céu aberto, bicam frenéticas o lixo das ruas. Papos cheios como alados adolescentes obesos que já não sabem voar. São agora aves antipáticas. Deixaram o seu voo elegante sobre as águas, para descerem à terra. Já quase não seguem os barcos e as traineiras quando regressam da faina, à espera de algum peixe que os pescadores deitem borda fora. Perderam todo o encanto aéreo que mereciam nos versos de Alexandre O'Neill, que Amália tão bem cantava. Já não trazem o céu de Lisboa, no bico. Mas o lixo de Lisboa, nestes ermos cinzentos de torres apagadas e sem gente, onde passam carros, continuamente, em direcção à noite.