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domingo, 4 de setembro de 2016

Ter ou não ter jeito


Quantos de nós, atraídos pela magia do preto e branco das teclas, nos sentámos, ao menos uma vez na vida, frente a um piano na efémera expectativa de lhe arrancarmos uma melodia?
Mas há coisas fatais: ou se tem vocação e queda, ou será inútil. Sempre fui desajeitado com instrumentos musicais e até a simplória e rudimentar gaita de beiços de infância, que aparece na imagem (à direita), nunca lhe dei bom préstimo. Ainda me compraram uma Hohner, mais sofisticada, mas o problema não era do instrumento, mas do instrumentista...



Também, mas de meu Pai, herdei uns maciços e bons antigos patins de ferro, pesadíssimos. Dois ou três dos meus melhores amigos de infância aprenderam a andar por eles, na garagem de minha casa. Eu bem tentei, mas depois de algumas quedas aparatosas, honestamente, desisti. Porque não vale a pena tentarmos torcer o destino: ou temos jeito, ou não. O mesmo pode também acontecer com os poetas. Mas anda por aí muito enganado, a pensar que trina ou canta... E continua. Gabo-lhes a cegueira ou a prosápia!...