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domingo, 5 de agosto de 2018

Acasos, oportunidades, gostos


Por mero acaso, ontem, tive a oportunidade, e felicidade, de ouvir, em sequência intervalada, entrevistas a 3 escritores, qualquer delas interessante, tendo em conta a bagagem de experiência pessoal, a obra e inteligência dos autores, mas também a qualidade dos entrevistadores, que acaba por ser, nestes casos, decisiva e fundamental. Foram eles, por ordem cronológica: John Le Carré, Salman Rushdie e, finalmente, Jacinto Lucas Pires.
Tenho de confessar que a entrevista que mais me agradou foi a de John Le Carré, talvez porque seja o escritor cuja obra conheço melhor, mas também porque gosto muito de o ler. Não digo adorar, porque é um verbo que não entra no meu léxico deste tipo de coisas, nem sentimento que costume experimentar.
Pus-me a divagar depois. E, se é certo, que se reflectir um pouco, eu sou capaz de explicar, em palavras simples, a razão por que aprecio Camilo e Eça, Maugham e E. M. Cioran, teria uma enorme diculdade em justificar e argumentar o meu gosto pelas obras de Simenon ou de John Le Carré. Socorro-me de Pascal, que dizia: O coração tem razões que a razão desconhece.

domingo, 29 de novembro de 2015

Divagações 103


O missionar do gosto é uma actividade nobre, mas também uma tarefa vã e inútil.
Há-de haver sempre música pimba, versinhos provincianos, pintores de domingo, economistas cristãos, fotógrafos de ocasião, prosadores paroquiais, costureiras de opinião.
E aplausos.

quarta-feira, 7 de outubro de 2015

Sobre a cristalização


Talvez esteja a ser espartano, ou não tenha tido em conta algumas, possíveis, excepções, mas permito-me constatar: a antologia faz-se entre os 20 e os 40, pouco mais ou menos. Depois, muito pouco entra, possam embora ser muitos os convidados. Ou, para citar a Bíblia: muitos são os chamados, poucos os escolhidos. Porque há uma diferença de tom, em cada geração. Ou de gosto. De parte a parte. Na música, em poesia, na pintura...

domingo, 9 de setembro de 2012

Caprichos

Os gostos de cada geração são, na sua quase totalidade, intransmissíveis. O revivalismo ocorre, por norma, na terceira geração, afastado o crivo freudiano da morte dos pais. Mas, às vezes, aos 40, há um arrependimento da recusa e, se formos humildes e atentos, tentaremos perceber por que é que os nossos pais "gostaram daquilo".
Penso, muito sinceramente, que é inútil tentar vender, aos nossos filhos, os nossos gostos. Mas há, por aqui, também, uma certa justiça de equilíbrio (que parece divina), porque nem sempre gostamos daquilo que os nossos filhos preferem. Quando muito, fazemos um esforço para condescender. E aceitar. Até porque as suas escolhas, muitas vezes, têm critérios. Tão válidos, como foram os nossos.