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domingo, 9 de dezembro de 2012

Registo

Fica lavrado em acta: o Araújo (= argueiro no olho) sulista atacou novamente. Por cá se demorou 27 minutos e 24 segundos. Tendo dedicado particular atenção a um poste e imagem sobre Gomes Freire de Andrade. Aguardam-se desenvolvimentos...

sexta-feira, 2 de março de 2012

A insustentável leveza dos seres


É sazonal e cíclico, mas certo e constante. Mal começam as aulas, e com particular incidência na altura e época dos testes escolares ou das ilustremente chamadas "áreas-projecto-escola", começam a intensificar-se as visitas ao poste sobre Gomes Freire d'Andrade, onde se fala, de raspão, da peça de teatro "Felizmente há luar", de Luís Sttau Monteiro. É época, também, de numerosas visitas aos postes de Vergílio Ferreira, neste Blogue. Em vez de lerem as obras, os infantes vasculham na net. E, quando observo isto, dão-me uns ataques de nostalgia.
Mas há pior, ou imagino que o seja. Há dias, da mais prestigiada Universidade portuguesa, nos rankings internacionais, veio um(a) visitante consultar por largos minutos, no Blogue, um poste de cromos sobre a História de Portugal, colecção distribuída, nos anos 50, pela Agência Portuguesa de Revistas, e que teve grande êxito no final da infância e início da adolescência da minha geração. Não é para me gabar, mas quando entrei na Universidade, já levava lida a História de Portugal, de Alexandre Herculano, e bons excertos da, dita, Edição de Barcelos. Espero que essa visita, para sossego da minha alma, não tenha vindo do Departamento de História da tal Universidade, mas fosse de um modesto Segurança de serviço para se entreter, e que tinha um computador à mão. Mas também creio que já faltou mais para que alguns blogues, que andam no espaço, comecem a entrar, nas bibliografias universitárias, substituíndo livros e obras de referência. Como dizia Milan Kundera é "A Insustentável Leveza do Ser"...
Por outro lado, gostei imenso dumas "search words" que por aqui apareceram. Diziam assim, sem ponto de interrogação: "vespa morde ou ferra". Se eu tivesse podido entrar em diálogo com a visita, ter-lhe ia dito que a vespa deve ferrar, porque tem ferrão.

sábado, 21 de maio de 2011

Top 3 : a sucção de iconografia


Há muito que não falo da incidência das visitas ao Arpose, e sua respectiva proveniência. Da Europa vem uma boa parte dos visitantes, seguida de perto da América do Sul, por causa do Brasil. O continente menos representado é, naturalmente, a Oceânia, mas há poucos dias tivemos uma surpreendente visita da Nova Zelândia (Auckland) que, como se sabe, fica nas antípodas de Portugal. Entretanto, nestes últimos 3 meses, o poste mais visitado tem sido um que coloquei, a 27/1/11, sobre Gomes Freire d'Andrade, em que falava também da peça de teatro de Sttau Monteiro, "Felizmente há luar!"; se a isto acrescentar que a peça faz parte das leituras obrigatórias do 12º ano escolar, tudo se torna mais claro...
Sobre a iconografia que tenho usado no blogue, aqui vai, por ordem quantitativa, as imagens que têm sido mais sugadas pelos visitantes, provavelmente, para depois as virem a usar, noutros sítios:
1ª. "Gerbe" de Henri Matisse, que consta de um poste de 19/4/2010;
2ª. "Chorinho" de Candido Portinari, postado a 29/12/2010 ( a imagem é, já de si, muito deficiente...)
3º.  De Leonardo da Vinci, "Senhora com um arminho" do Museu de Cracóvia, colocada a 28/12/2010. Segue-se, pela frequência recente e intensidade de visitas sugadoras, o "Auto-retrato" de Sandro Botticelli, inserto no quadro "Adoração dos Reis Magos". Volto a reproduzir as duas imagens mais sugadas, do Top 3, para que conste, para memória futura.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Mais umas "search words" hilariantes


Há mistérios insolúveis, para mim, que bem gostaria de desvendar. O último é a intensíssima procura e visitas a um poste em que se referia Gomes Freire d'Andrade (27/1/11). Será pelo fino recorte da gravura?, ou, como me dizem de lado, por causa da peça "Felizmente, há luar!" de Sttau Monteiro, que tem , no Ensino, implicações curriculares? Mas vamos então às "search words" extravagantes e seu encaminhamento googlesco:

1. Um(a) visitante escreveu: "goscinny, o pequeno nicolau martins jantes, são paulo 1986"; não sei, francamente, onde foi parar...

2. Um outro lançou: "madeira montaigne restaurant". Pretendia saber, decerto, de um restaurante da Ilha da Madeira, situado em ponto alto, para melhor desfrutar a vista da paisagem e do Atlântico. Mas o Google, prosaico, encaminhou-o para o poste "Montaigne, sobre a tristeza". Que pena!

3. Outro, ainda, escreveu como "search words": "gruta santa margarida arrábida telúrica". O Google levou-o até um poste sobre Miguel Torga. Não há dúvida que "telúrico" é um adjectivo privativo que vai sempre dar a Torga. E o Google está a par destas coisas.

4. Uma visita do Brasil pediu: "japão pessoal 2 reuters". Não sei porquê, o Google encaminhou-o para o poste "Pinacoteca pessoal 2 : Laocoonte" ??? Provavelmente, foi o algarismo 2.

5. Finalmente, como "search words", alguém escreveu: "creio que não o que significa"; e o motor de busca despachou-o para a imagem de um chinês rindo-se às bandeiras despregadas...

Ainda não desesperei, de encontrar nas "search words", alguém a perguntar: " Deus existe?"; e ver o motor de busca levar esse visitante até ao Céu.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Gomes Freire d'Andrade





Gomes Freire d'Andrade nasceu a 27 de Janeiro de 1757, em Viena. Como militar veio a servir Portugal, a Rússia onde se distinguiu pela bravura e recebeu várias condecorações, atribuídas por Catarina II; e a França, integrado na "Legião Portuguesa" criada por Junot, tendo participado na campanha da Rússia, levada a cabo por Napoleão Bonaparte. No regresso a Portugal, sob o governo militar do general inglês Carr Beresford, foi preso e acusado de conspiração contra a Monarquia, tendo sido enforcado no pátio da torre de S. Julião da Barra, a 18 de Outubro de 1817. A sua figura controversa inspirou a Sttau Monteiro a peça de teatro intitulada "Felizmente há luar!".

Há uns tempos, adquiri um livro de capa discreta (na imagem) em que aparecia o nome de Freire d'Andrade, escrito por um anónimo e que teria sido editado, pela primeira vez, em 1883. O seu nome era um chamariz, porque o volume era um libelo denso contra os malefícios da influência inglesa, em Portugal. E era uma reedição de 1942. Pela tarjeta colada, discretamente, na 2ª página, percebi que se tratava de propaganda nazi-alemã, a fim de conquistar adeptos ou provocar rejeição à Inglaterra, no período aceso da II Grande Guerra. Há muitas maneiras de matar moscas...

P.S.( muito posterior) : às visitas sorrateiras e caladas que vierem consultar este poste, para efeitos escolares, ou para surripiar a imagem-gravura de Gomes Freire d'Andrade, aconselho vivamente que leiam integralmente, em livro, a peça "Felizmente há luar" de L. Sttau Monteiro. Será muito mais útil, proveitoso...e honesto.