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terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Goya visto por Juan Ramón Jimenez






Não sou um admirador incondicional de "el Sordo", mas sou um indefectível leitor de Juan Ramón Jimenez (1881-1958). Dito isto, acho que vale a pena compartilhar algumas notas do Poeta sobre Francisco de Goya y Lucientes (1746-1828). Em tradução livre que fiz, aqui vão:


"Para além de ser um dos três grandes pintores espanhóis, Goya é o primeiro inglês. Passou, de raspão, pela pintura inglesa e recebeu de maneira surpreendentemente espanhola o que devia ficar. Diz-se que a pintura de Goya é delgada. (...) A retórica do Renascimento. Perfeição. A outra margem: os primitivos. (...) Sabe da perfeição, mas desdenha-a. Goya, o democrata. A sua ternura pelo aristocrático é como a de um homem do povo pelo rei: compaixão e ternura pelo que é débil. Perdão cheio de harmonia e ternura. Pinta sorrindo sempre: de amor, de ironia ou de pena."