Não posso dizer, e ao que observei, que a repercussão à morte de José-Augusto França (1922-2021), na blogosfera, tenha sido muito intensa. Sobretudo se a compararmos com alguns desaparecimentos de outras figuras menos significativas e até em relação a óbitos recentes de figurantes estrangeiros. Embora com extensa bibliografia, o historiador de arte era uma personagem discreta - creio. O que talvez explique o facto.
Para lá da ficção, estudos e memórias, eu gostaria de destacar, da sua obra, a direcção e edição de 5 números de uma revista literária de grande qualidade e de vanguarda que ele editou entre 1951/6, e que por vezes, colectivamente, é apelidada de Córnios. A BNP, em Dezembro de 2006, de forma oportuna fez uma mostra documental e publicou um caderno bastante significativo, que teve a colaboração do próprio José-Augusto França.