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segunda-feira, 2 de março de 2026

Lembrete 77

 


Acabo de referir ao meu amigo C. S. a genial reflexão do rei D. João II, de que: "há um tempo de coruja e um tempo de milhafre." Assim há de facto, creio que para todos nós, um período de loquacidade, mas também há um espaço que recomenda silêncio e discrição nossa para com os outros, ainda que grandes amigos.
Estamos no tempo de peixes do rio, em que eu dou supremacia à saborosa lampreia. Altura em que C. S. reunia, em sua casa alguns, poucos, amigos para um almoço de um arroz do celebrado ciclóstomo acompanhado por um Sousão de Trás-os-Montes, ou Vinhão minhoto tinto. Aproveitei assim a efeméride, para quebrar esse silêncio de coruja. E falar-lhe.

quinta-feira, 7 de setembro de 2023

Longevidade


Habitualmente, olhamos para as coisas como se elas e nós durassemos eternamente.
Animados dos melhores propósitos, em 1962, alguns viticultores durienses reuniram-se e fundaram a Adega Cooperativa de Vila Flor que, infelizmente, feneceu por falência em 2017, à mingua de financiamentos, recursos ou empréstimos bancários. Pelo caminho, no entanto, produziu alguns belos vinhos do Douro, como este (em imagem) de 1984, que o meu amigo C. S. me tinha oferecido há 2 ou 3 anos, e que eu tinha deixado a repousar, até ontem.




Não sendo de vinha de enforcado, como muitos da região dos Verdes, a cooperativa deu-lhe o nome de A Forca - não muito feliz, acrescento eu. O vinho é que estava ainda muito bom, apesar dos seus 39 anos de existência. E acompanhou lindamente um queijo Serra babão. Quanto ao lote, eu diria que tinha das duas Tourigas (Franca e Nacional) e talvez um pouco de Tinta Roriz. Os seus 12º eram bem medidos.
Mentalmente brindei à Cooperativa de Vila Flor, que trabalhava como deve ser e já não existe. 

domingo, 7 de novembro de 2021

Idiotismos 49



Diz-me o meu bom amigo C. S. que, afinal, a expressão idiomática, ou idiotismo, andar com o rei na barriga tem uma origem prosaica e duplamente real. Terá sido usada, pela primeira vez, por um vassalo bem disposto ao aperceber-se que a rainha do seu país andava finalmente grávida. Teria sido a rainha Maria Ana de Áustria, mulher de D. João V? Isso é que já não conseguimos apurar...
Mas isto de andar na barriga tem antecedentes bíblicos, que remontam a Jonas engolido por um gigantesco peixe (baleia?) no bojo do qual lá foi vivendo uns dias até ser vomitado por ele. Na sequência de mar, veio-me à ideia a pescadinha de rabo na boca, prato que vai ser o nosso almoço de hoje, com um arrozinho malandro de tomate. A situação de arrumo do peixe, em si, é para mim uma incógnita esquisita. Arrisco 2 hipóteses:
1. Neste posição, o peixe será mais fácil de fritar (esta razão de ordem prática).
2. Forma exemplificativa de sugerir um círculo vicioso (ordem teórica).
Se alguém lhe souber a origem - estranha aliás quanto a mim - muito agradeço a explicação.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2021

Interlúdio 78

 Do meu amigo C. S. recebi (e agradeço) um conjunto de insólitas curiosidades de que, embora não as tivesse cruzado, a confirmar, escolhi 6 delas, para partilhar por quem cá passasse. Aí vão:

1. O zero é o único número que não pode ser representado por algarismos romanos.

2. Nove em cada 10 seres vivos vivem nos oceanos.

3. A cauda de um cometa aponta sempre para longe do Sol.

4. Quando uma pessoa morre, a audição é o último sentido a desaparecer. O primeiro sentido é a visão.

5. Devido à gravidade da Terra é impossível as montanhas serem mais altas do que 15.000 metros.

6. Tudo pesa um por cento menos no equador.

 

terça-feira, 18 de agosto de 2020

Interlúdio 76 (Açoriano)



Ora tentem traduzir!...


Agradecimentos cordiais a C. S..

quarta-feira, 22 de abril de 2020

Miscelânea matinal outrabandista


1. À vontade, pela raridade dos carros agora, o gato preto vadio que costuma albergar-se por baixo das viaturas, quando chove, ou no tejadilho dos automóveis, para se aquecer quando o dia é frio mas soalheiro, prantou-se, hoje de manhã, mesmo no meio da estrada, diletante e  despreocupado, ocupando o terreno...

2. Taralhouca, talvez também pela forçada reclusão, a senhora de "paupérrimas feições" e já de idade, demorou que tempos para atinar com as moedas para pagar o jornal e as raspadinhas, no postigo de acrílico do quiosque a que o Ricardo atende, sem máscara nem luvas.

2. Desolado pela qualidade já perdida, o meu amigo C. S. abriu um dos seus últimos Barca Velha, de 1991 - imprestável, disse-me por telefone. Mais sorte tive eu, que experimentei, da zona do Cartaxo, um modestíssmo branco Rendeiro, a acompanhar o caseiro e saboroso Bacalhau à Gomes de Sá, e cujo rótulo, perigosamente, nem a data de colheita tinha. Bem agradável estava o vinho! Teria Tália? Vital? Fernão Pires tinha no lote, com certeza.

4. Diz-me um Fabiano, em apreciação aparentemente efusiva (o farsante!), que gostou imenso de uma pequena (4 m. e 17 s.) obrinha musical, aqui no Blogue. Só que o dito esteve apenas 56 segundos a ouvi-la... Que concluir?
Que mais depressa se apanha um mentiroso do que um coxo. Ainda que o mentiroso seja um chico-esperto oportunista e burgesso.

5. Entretenimento pueril, vou 4 ou 5 vezes, por dia, à varanda a sul, para contar a bicha que serpenteia à porta do pequeno supermercado outrabandista. A fila nunca ultrapassou as 12 pessoas, pelo menos, até hoje, que eu visse. Mas cada vez há mais mascarados. Até parece que estamos já muito próximos, outra vez, do Carnaval.




sexta-feira, 29 de março de 2019

Educação à mesa


Em redor do ciclóstomo se reuniu, outra vez, a confraria e pela segunda ágape, este ano. Nunca tal eu bisara, no mesmo ano, que o bicho é raro e caro, não convindo abusar da especialidade. Vinha o pão bem torrado e o arroz branco solto, como deve. O Vinhão de Ponte do Lima voltou à mesa, para nosso conforto gustativo, embora também houvesse maduro e duriense, para quem não fosse à bola com o Verde. Alguns o guardaram para depois acompanhar um estrela (queijo) de Mangualde, babão e no ponto, à sobremesa.
Entre especialistas de educação, maioritários à mesa, se falou de ministros, quase naturalmente. Eleito príncipe, foi José Augusto Seabra (1937-2004), surpreendentemente destacado. Ainda que, zoologicamente, Grilo e Carneiro tivessem colhido alguns votos positivos. Como pior, Couto dos Santos venceu o desprimor, por unanimidade absoluta e confirmada. Que era um tosco - diziam, ainda que por outras palavras.
Para aconchego final, e depois do café, veio a fafense bagaceira, velhíssima e macia, que C. S. guarda na frasqueira, com acrisolado e merecido respeito. Mas que dá a provar aos amigos, em circunstâncias muito especiais...

sexta-feira, 18 de janeiro de 2019

Mercearias Finas 139


Aos setenta começamos a soletrar os anos.
S. trouxera o Vinhão para acompanhar a bichinha retalhada na cabidela. E umas cigarrilhas da Nicarágua, a meu favor, muito aconchegantes, para depois do Pão-de-ló de Alfeizerão. C. S. voltou a reabrir a aguardente fafense, particular e antiga,  a que regressa, em circunstâncias especiais e quando tem boa companhia. Se, para o ano, ainda lá estivermos todos, imagino que a garrafa de Dimple sem rótulo, com o precioso néctar minhoto, há-de abrir-se de novo e espalhar, na sala, os seus nobres eflúvios.


Terei sido eu que comecei? Não, creio que foi o E., sempre um pouco sarcástico, a meter-se com o S., que começou a falar dos filhos e dos pais. E dos anos de vida. Cuja bússola imperfeita, de  números imprevisíveis, poderá ter como projecto de meta a estatística de longevidade familiar, à falta de melhor pitonisa.
Não era mórbida, porém, a ambiência da conversa. Nem o tema nos estragou a digestão da magnífica lampreia, que viera do rio Lima, ou do saboroso Vinhão, com os seus 12º, que, na sua versão cooperativa de 2017, nos deixou as melhores recordações gustativas.
Que para o ano haja mais! E com todos, que é bom sinal de saúde, dos que estiverem presentes.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2019

Oh p'ra ela!...


Que este ano vai ser bem temporã!
Habituado que estava a tê-la à mesa, só lá para Fevereiro ou Março, fiquei surpreendidíssimo com a convocatória, para Janeiro, da amiga Confraria, que costuma amesendar, quase todos os anos, ali para as bandas do Areeiro, celebrando o especioso ciclóstomo.
Assim vai ser, hoje, ao almoço.

segunda-feira, 29 de outubro de 2018

Mercearias Finas 135


Com a descida brutal das temperaturas, ressentiu-se a coluna e convocaram-se os queijos. Para depois do conduto, a seguir a um peixe assado, escoltado que foi, e bem, por um branco alentejano (Herdade dos Coteis, 2016), robusto mas macio.
Nesse particular, um Fratel, mais seco, e um Serra, mais generoso e babão. Havia que acompanhá-los, portanto, com a dignidade e nobreza que merecem. Por outro lado, recebíamos, ontem, um casal amigo de peito, que tem sabor enófilo e mundo de experiências variadas. Havia que estar à altura...
Ora, eu que conheço muito pouco de vinhos estrangeiros, tenho duas fixações teimosas, duas fés enófilas inabaláveis, que nunca me deixaram ficar mal: o Châteauneuf-du-Pape, em França, e o Barolo, na Itália. Ambos tintos, normalmente, de qualidade.
Há anos, alguém que de vinhos sabe e saber tem, em ocasião festiva, ofertara-me este Châteauneuf (Vignobles de Jean Avril), colheita de 1995, que eu guardara, religiosamente, na garrafeira, a esperar "o vento que o merecesse" - para plagiar  Eugénio que o disse por outras palavras e motivo, mas para sempre.
Como era de marca o vinho e tinha os seus provectos 14º, achei que era de guarda. E não me enganei.
Com os seus 23 anos, de bela juventude, abriu-se às 10 e começou a saborear-se cerca das 13h40, para satisfação plena e colectiva, acompanhando os dois queijos portugueses que, patrioticamente, mereceram esse vinho de eleição.
Não quero entrar em redundâncias, nem exageros barrocos - o vinho era magnífico. Parecia ter a elegância suprema de alguns, raros, vinhos do Dão e a força tranquila dos melhores do Douro. Assim mesmo, sem tirar, nem pôr.
Disse.

quarta-feira, 1 de agosto de 2018

Mercearias Finas 132


Dizia-se, na tropa: A antiguidade é um posto! No caso dos vinhos, tintos, é um risco. Que, às vezes, compensa principescamente. Lembro-me de um Garrafeira Aliança de 1960, que bebi em 2001 e estava um esplendor. Com 41 anos de idade, portanto. Em 1979, pelo Natal, e para acompanhar um queijo da Serra, abri com 30 anos, robustos ainda, um Garrafeira CRF 1949, que se portou lindamente e de feição.
Por cá, ninguém arrisca prognosticar a vida útil dos vinhos. Nenhum terá a resiliência garantida dos Sauternes ou dos Château d'Yquem. Mas há caves portuguesas que conservam algumas antiguidades preciosas. E, é claro, que para lá dos Vintage Porto que, nesse aspecto, se conservam gloriosamente. Lembro-me de uns cálices de um desses néctares, de 1871, que provei nos anos 80, do século passado. E que nunca esquecerei (tinha sido decantado e reengarrafado em 1973).
Vem isto à colação, para aqui agradecer fraternalmente ao meu amigo C. S., o ter aberto, com ímpar generosidade, o seu último Vinha Grande 1974, da Casa Ferreirinha, no almoço do passado Domingo. Recorde para mim do vinho mais velho que até hoje bebi, com a sua idade de 44 anos, maravilhosos. O vinho estava simplesmente excepcional...
Bem hajas!

domingo, 6 de maio de 2018

Amadores e profissionais


Recebi, há pouco, uma anedota enviada por um Amigo.
O seu final oscila entre o paradoxo e a sabedoria concisa de uma máxima. Aqui o reproduzo:

Amadores construiram a Arca de Noé, mas foram profissionais que fizeram oTitanic.



sábado, 21 de abril de 2018

Comic Relief (140)

O  pensamento realista abaixo transcrito não me chegou do PAN. Mas foi-me enviado pelo meu amigo C. S., a quem agradeço.
Segue:

Aquele que, ao longo do dia, é activo como uma abelha,
forte como um touro,
trabalha que nem um cavalo
e que, ao fim da tarde, se sente cansado que nem um cão,
deveria consultar um veterinário porque é bem possível que seja burro...

sábado, 9 de dezembro de 2017

Osmose 91


Há memórias que não jogam, entre si. Ou porque os intervenientes não chegam a acordo quanto a datas e pormenores, ou porque somos a única testemunha sobrevivente e já não temos ninguém que  possa certificar  o facto com rigor.
Por uma coincidência, de estatística altamente improvável, sei que eu e mais dois amigos nos encontrámos, afortunadamente, no Verão de 1973 ou 1974, em Londres, numa esquina de Picadilly Circus, por mero acaso. Como diziam os antigos cauteleiros: há horas felizes...
Eu sei que o mundo é pequeno.
Mas nem eu, nem o Carlos, nem o António, nos lembrámos de mais nada. Para além desse facto real.
Quando muito, a efabulação de um escritor poderia compor o resto, com imaginação afectuosa.
E escrever um romance. Se tivesse talento.

quarta-feira, 12 de abril de 2017

Mercearias Finas 121


A época convida a iguarias especiosas, a que o anho ou cordeiro é convocado ao sacrifício, normalmente. Mas também as libações obrigam a uma exigência especial que não desmereça a vianda pascal, sacrificada.
Dentre a, hoje numerosa qualitativamente, enologia nacional há 4 ou 5 ícones fora de série que nem todos tiveram ou terão oportunidade de apreciar. Quer pelo preço, pela dificuldade, quer pela impossibilidade: neste último caso, por nem sequer estarem à venda.
A nível de preços, ostensivamente, temos o Barca Velha duriense e o Pêra Manca, alentejano de cepa antiga. Ou os vinhos do Hotel do Buçaco que, recentemente, sairam do circuito fechado do Hotel Astória (Coimbra) e do Palace realengo. Também muito caros, no exíguo circuito comercial que frequentam.
Quanto aos impossíveis ou improváveis de lá chegar, há uns vinhos extraordinários da Bairrada do centro estadual, antigo, onde se faziam experiências notáveis com a casta Baga, aqui há uns bons anos. E os magníficos vinhos da Direcção-Geral dos Serviços do Centro de Estudos Vitivinícolas de Nelas, que deixaram um rasto imperecível de qualidade, na sua longevidade sempre juvenil de perfeição. Há dias, o meu bom amigo C. S., decidiu, generosamente, partilhar connosco, a propósito de uns queijos portugueses, uma destas preciosidades da colheita de 1970.
Não tenho palavras para o gabar. Tal como uma boa música ou um alto poema, o melhor é calar e guardar, na memória, essa experiência inolvidável, impossível de traduzir, na modéstia humana da nossa limitada expressão.

com grato reconhecimento, para C. S..

domingo, 29 de janeiro de 2017

Comic Relief (133)


Com uma tradução à Google... E para os muitos turistas que nos visitam.
(Clicar, por cima, para ler melhor.)


Agradecimentos a C. S..

terça-feira, 26 de julho de 2016

Comic Relief (128)


Não estar à altura.
Já Sarkozy usava uns sapatos de saltos altíssimos, para estar à altura de Carla Bruni.
Agora, a François Hollande, arranjaram-lhe um palanque...
Estes pequenos gauleses deviam era pôr os olhos no grande Corso!


grato reconhecimento a C. S..

sábado, 7 de maio de 2016

Import/Export, S. A.


com agradecimentos a C. S..

sábado, 23 de abril de 2016

Por ser Sábado...


Não tem sido apanágio do Arpose, e muito menos preocupação, a inclusão de anedotas no Blogue. Não é que eu as desconsidere ou não leve em conta para a animação da vida. Um dos grãos de sal que lhe dá gosto e descompressão saudável. Simplesmente não tem calhado, até porque recebo muitas, através de e-mails amigos. Por esse mundo de Palopes, os blogues andam cheios de anedotas, sobretudo brasileiras, e os bloggers, muitas vezes por preguiça, nem sequer se dão ao trabalho de as transcrever para português de lei, de forma gramatical correcta e escorreita. Assim se nota, muitas vezes, a sua origem...
Acontece que recebi, da parte de um dos meus mais antigos amigos, e dos mais estimados, uma enorme quantidade de anedotas sobre alentejanos. Por outro lado, regressei há pouco do Alentejo, província portuguesa de que gosto muito, assim como dos seus habitantes. Ora seria pena que eu não partilhasse, aqui, alguns momentos de bom humor, que sempre ajudam a viver melhor. Aqui fica, por isso e porque hoje é Sábado, um pequena antologia das anedotas que achei mais bem esgalhadas. Seguem:

1. Um dia, um alentejano diz, prazenteiro, para a mulher:
- Maria, põe a mesa no quintal, que hoje vamos comer fora.

2. Por que é que, no Alentejo, é proibido vender carros com limpa-vidros na retaguarda?
Porque foram apanhados alguns alentejanos a conduzir ao contrário.

3. O que é que os alentejanos fazem ao fim de um dia de trabalho?
Tiram as mãos dos bolsos.

4. Por que é que os alentejanos semeiam alhos na berma das estradas?
Porque o alho faz bem à circulação.

sexta-feira, 1 de abril de 2016

Visionário


A ser verdade, e com mais de 40 anos de antecedência, este homem era (é) um profeta...


agradecimentos a C. S..