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quinta-feira, 2 de abril de 2020

Dizeres


No tempo da Guerra Fria, dizia-se à boca pequena que os soviéticos usavam, para os trabalhos sujos internacionais, de preferência, os búlgaros. De há um tempo a esta parte e na UE, quem se encarrega desses fretes parecem ser os contabilistas holandeses.

sexta-feira, 20 de julho de 2018

Retro (99)


Livros há com pedigree. Pela sua rareza, estão normalmente adornados com ex-libris, anotações ou marcas de posse manuscritas e, por aí, ficamos a saber o nome dos seus anteriores proprietários ou as mãos por que passaram. Outras vezes, e sendo edições normais ou modestas, no interior da obra existem rastos e pequenos sinais que permitem identificar alguém que, com elas, tivesse tido contacto.
Foi o caso recente. Num conjunto de revistas que comprei, no interior de uma delas, inesperadamente, fui-me deparar com um postal de 1965, vindo de Sófia (Bulgária) e enviado para Lisboa, em Novembro desse ano já longínquo da Guerra Fria... Assim fiquei a saber o nome do muito provável anterior possuidor das revistas, que comprei no alfarrabista.

sábado, 1 de outubro de 2016

Má língua, em oblíqua oriental


Dizia-se, à boca pequena, nos tempos altos do comunismo vicejante, que os soviéticos costumavam usar os búlgaros, para fazerem os trabalhos mais sujos. Lembram-se da pista búlgara de Ali Agca, no atentado ao papa João Paulo II?
Pois agora, é a czarina Merkel e o grão-duque Juncker que seguem o velho exemplo da nomenclatura soviética. Não há nada que me comova mais do que o respeito por uma bonita e antiga tradição!... Mas parece que também houve um peão de brega, Mário David (português? judeu? búlgaro de segunda?), que ajudou à corrida. Ou será este o mercenário do trabalho mais sujo?

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Filatelia LXVI : miscelânea


Apesar de, sob os meus olhos, terem passado, ao longo dos anos, imagens de milhões de selos, ainda há espaço, por vezes, para uma surpresa ou constatação de um facto curioso ou insólito.
Se, de uma forma geral, os Correios dos diversos países mundiais utilizam, nas suas emissões, motivos nobres, factos assinaláveis, paisagens bonitas e celebridades nacionais, para meu espanto verifiquei, ainda não vai há um mês, que a Bulgária fez emitir, em 1958, um selo dedicado aos alhos, representando uma réstia dos ditos... A nível mundial, creio ser caso único, e extravagante.
Ao longo da minha vida de filatelista sempre admirei, muito particularmente pela beleza de impressão, os selos executados a talhe doce, em que o desenho é gravado em traços cavados nos quais a tinta é depois absorvida pelo papel humedecido. A França usou grandemente este tipo de selos. E Portugal, também, sobretudo nos anos 40 e 50 do século passado. O processo, por caro e moroso, raramente é utilizado nos dias de hoje.
Dos temas abordados, se mostram os selos correspondentes. A série portuguesa, dedicada aos navegadores lusos, foi emitida em 1945. A emissão francesa é de 1946, dedicada a personagens célebres da História gaulesa. Ambas, embora monocromáticas, de grande beleza de execução.

domingo, 30 de outubro de 2011

Exorcismos


De Elias Canetti (1905-1994), escritor de origem búlgara que se expressou, literariamente, através da língua alemã, nunca eu tinha lido nada. Canetti era descendente de judeus sefarditas, fugidos de Espanha em 1492, e o uso de palavras castelhanas era normal entre os membros da sua família, sobretudo em casa. O escritor, que foi Nobel da Literatura, em 1981, pertencia à classe média-alta, na Bulgária.
Pois, há dias, comecei a ler, em tradução francesa (Histoire d'une Jeunesse - La langue perdue) de Bernard Kreiss, a sua obra "Die Gerettete Zunge Geschichte einer Jugend". Da sua infância, entre muitas outras coisas, o escritor refere que, em sua casa, havia várias criadas muito jovens (10/12 anos), búlgaras e vindas da aldeia e campos vizinhos, que o ajudaram a criar-se, brincavam com ele e lhe faziam companhia, quando os pais de Elias estavam para fora. Sempre que isto acontecia, chegando a noite, as criaditas, com medo, juntavam-se umas às outras, e começavam a contar histórias de lobisomens e vampiros. Numa espécie de exorcismo psicológico - digo eu.
Ora, eu tive uma experiência semelhante, também na infância, em que a minha empregada, oriunda de Vieira do Minho, à noite, me lia histórias de livros, mas também me contava lendas, não de vampiros, mas de lobisomens que, dizia ela, habitavam no Marão. Isto seria, nela, provavelmente uma forma de exorcisar terrores ancestrais que traria de infância, passados de gerações em gerações. Creio que nunca tive medo excessivo destes contos e lendas, mas antes curiosidade e estranheza. Por isso, talvez, nunca tive necessidade de exorcisá-los, nem de passá-los aos meus filhos...