A globalização ajuda muito à formatização dos países. Porque a miséria extrema já por cá vai existindo, parecida a alguns países terceiromundistas, embora mais envergonhada ou dissimulada. A grande riqueza, com ambições esclavagistas, também (temos 85 milionários impolutos que, proporcionalmente, à população, não é nada mau...); tias caridosas, lídimas sucessoras da Cilinha colonial, também, na "banalização do bem" - de que António Guerreiro fala hoje, de forma abstracta, na sua crónica do jornal Público.
Qualquer dia, teremos (ou não teremos já?) a cleptocracia angolana traduzida em osmose lusa...
Mas únicas, natalícias e tradicionais, temos as broas Castelar, com base de feitura na batata doce madeirense. E também as de Espécie, ou as broas da Beira. Para não falar das de milho, e sem açúcar. Nas doces, vou pelas Castelar que, com um cafèzinho bem tirado, me confortam, um bocado, desta globalização desenfreada pelos piores motivos.