Mostrar mensagens com a etiqueta Bremen. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Bremen. Mostrar todas as mensagens

domingo, 11 de maio de 2014

Curiosidades 27


Com a provecta idade que o mundo já tem é impossível sabermos tudo sobre algum assunto específico, mesmo que, ao longo das nossas pequenas vidas, nos dediquemos apenas a especializar a nossa parca sabedoria em dois ou três motivos particulares.
De vinhos brancos sabia eu que, ao contrário do que se julga, podem ser tanto ou mais longevos do que os tintos de guarda. Estão aí os Sauternes e os do Bussaco, para o provar. Mas o que eu desconhecia é que o vinho branco mais antigo, e bebível, era alemão. E quase tricentenário.
Fiquei também a saber-lhe o nome, Rüdesheimer Apostelwein 1727, pela crónica de Rui Falcão, na Fugas do jornal Público, de ontem. Um tonel de 3.000 litros encontra-se à guarda da Câmara de Bremen que, excepcionalmente, disponibiliza meia garrafa, engarrafada na altura da visita de alguma personalidade importante que se desloque à cidade hanseática, e que assim é presenteada com esta preciosidade de uma colheita excepcional e das melhores de sempre.
Em abono do seu valor posso acrescentar que a última meia garrafa vendida, em 2000, pela Christie's, atingiu a astronómica soma de 825 libras esterlinas, quando foi arrematada.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

A patroa e o capataz da quinta


Não bastavam as críticas à Madeira (é certo que com alguma razão real, mas nenhuma autoridade, nem direito), numa ingerência abusiva da dona Merkel, logo o capataz Schulz (literalmente, poder-se-ia traduzir o nome por "meirinho"), presidente do Parlamento Europeu, alemão também, despropositadamente num colóquio, veio prognosticar o declínio de Portugal, justificando-o com os contactos havidos, pelo nosso PM, em Angola. Invejas, no fundo...
O que eles não referem é que na sua própria Federação, alguns estados não estão nada bem de finanças. Na länder de Bremen, por exemplo, uma família de 4 pessoas tem uma dívida (113.000 euros) pouco menor que, em média, um mesmo agregado familiar grego (116.000 euros) - são dados do Die Zeit de Dezembro de 2011, citados pelo Le Monde de 3/2/2012. E, em Berlim, uma mesma família está endividada em 73.000 euros. Por isso, talvez fosse mais apropriado a patroa e o capataz da quinta europeia fazerem os sermões dentro de casa...