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sexta-feira, 29 de março de 2024

Apontamento 161: Episódio com final feliz

 


Durante vários anos, e por motivos familiares, deslocava-me com frequência de avião, utilizando, entre outros, o aeroporto de Bruxelas, Zaventem.

Um dia, sentada na área de espera para o embarque para Lisboa, saíram os passageiros do avião que acabara de chegar, quase todos apressados, excepto uma figura, de estatura mediana, a circular com vagar a olhar para os presentes, visivelmente interessado em ser reconhecido.

Tentei identificar a criatura com uma pessoa publicamente conhecida, sem sucesso na altura. Posteriormente consegui ligar a imagem ao político Paulo Rangel, também por alguns devaneios que a imprensa divulgou, esquecendo-se, contudo, rapidamente do caso como costuma ser regra na actual comunicação social. Rápida em lançar iscos, pobre em pescar algo que se veja.

No entanto, este episódio, no aeroporto de Bruxelas, teve agora um final feliz. Tanto andou a pessoa a viajar que, daqui em diante, terá o seu emprego assegurado a deslocar-se agora pelo mundo em representação do país. 

Post de HMJ

quarta-feira, 31 de maio de 2017

Consortes de PR e PM, em Bruxelas


À força de querermos ser originais e diferentes, corremos o risco de podermos vir a ser ridículos - foi a frase que me ocorreu, ao ver esta fotografia. (Por pudor, evitei incluir o poste na rubrica Comic Relief, do Arpose.)

terça-feira, 22 de março de 2016

Impromptu (25)


Num blogue a que vou, intermitentemente, encontrei hoje um poste com o título: distimia. Desconhecia a palavra e o Torrinha também a não registava. Foi preciso recorrer ao Houaiss.
Eu creio que o termo se poderia aplicar à Europa, depois do que aconteceu, esta manhã, em Bruxelas.

quinta-feira, 6 de agosto de 2015

Curiosidades 46


Alijar responsabilidades, ou deslocalizar para outras paragens o pecado original do nascimento, parece ter sido, sempre, uma preocupação humana.
Se, por cá, para calar a curiosidade infantil, era hábito dizer-se que os bebés vinham de Paris, no bico das cegonhas, em França efabulava-se que as criancinhas nasciam das couves de Bruxelas...
E a imaginação não se ficava por aqui. Diz-nos José Machado de Serpa (1864-1945), na sua obra A Fala das nossas gentes (Signo, s/d) que os açorianos, de maneira geral, costumam referir: "Veio do Corvo numa cestinha". Enquanto os faialenses preferem dizer que o bebé "veio do Pico, num açafatinho."

com agradecimentos a A. de A. M..

quinta-feira, 19 de junho de 2014

Impromptu (5)


Creio que nunca lá passei, muito menos entrei. Mas pelo "prefácio", esta Livraria Ptyx (Rue Lesbroussart, 39), em Bruxelas, bem merece uma visita futura.

terça-feira, 26 de junho de 2012

Os meninos incontinentes


Parece que há dúvidas sobre qual dos meninos exerce a sua função pública há mais tempo. Os de Grammont dizem que é o seu, e não o Menneken Pis de Bruxelas, que iniciou a sua actividade fisiológica apenas em 1719. Seja como for, os meninos mijões são belgas e célebres.

com agradecimentos a A. de A. M..

domingo, 11 de setembro de 2011

Uma colaboração forçada (mas autorizada)


Ainda há quem escreva aos familiares e amigos, classicamente, preto no branco em postais e cartas. Mas são excepções sobreviventes e raras. De Gand, recebi de um Amigo, um postal, recentemente. (Tenho pena de não poder reproduzi-lo, mas tenho as "ferramentas tecnológicas", parcialmente avariadas: scanner, computador principal - daí também a diminuição de actividade no Arpose.) Mas o texto do postal é tão saboroso que não resisto a reproduzi-lo (com autorização do autor e Amigo). Segue, portanto:
"Mon cher Albert, (e rima)
eis-nos em contagem decrescente para partir destas bandas onde somos amesquinhados. Eles/elas são altas e loiras como girassóis e quando passam encho o peito de ar e endireito as costas - mas já não vai lá - não para que olhem para mim mas pela emoção de olhar para elas, que às vezes vêm bicicletando de saias curtas e sem frio que é bem um violento exercício oftalmológico.
Estou morto por voltar e tomar os cafés que me apetececerem. Cá têm que ser comedidos pois custam os olhos da cara...e não só: Em Bruxelas 2 chás, uma cerveja normal e uma wafel custam um bom jantar na pátria - como não nos havemos de sentir amesquinhados quando os/as vemos nas esplanadas beberricando o seu vinho, a sua cerveja, com as suas frittes? 1 abraço,
A...."

sábado, 25 de junho de 2011

Ridículas, festivas e pimbas


Passos Coelho optou por viajar em classe económica, para Bruxelas, para dar exemplo ao país. Poupança para o Estado português: zero - desde o tempo de Salazar que os membros de qualquer Governo luso são transportados gratuitamente, pela TAP. E também não valia a pena querer transpor Massamá para os altos céus. Nem havia necessidade... Mas o País agradece o nobre gesto e regista a ignorância administrativa.
A Net (Wikipedia) anota que hoje se celebra o dia do "cotonete" - rima, e é verdade. Fiquei curioso em saber quando se comemora o dia do palito, o dia da melga e da varejeira, e o dia do disparate. Será que temos de viver sempre em festa, assim feios, assim porcos, assim estupidamente consumistas? Viva o dia da Mãe!, com esse, ao menos, ainda concordo.

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Salão de Recusados XXXIII : Fartos!


Os belgas perderam a paciência com os seus políticos, sejam eles de esquerda, ou de direita. Porque não se conseguem entender, para constituirem um governo estável e duradouro, mesmo que em coligação, desde Junho de 2010. Como atenuante, relativa, há o facto de que, para além da dicotomia Esquerda/Direita, há ainda uma outra divisão: flamengos e valões. A situação política de não haver governo, raia o absurdo. E os belgas estão fartos.
Já fizeram uma manifestação pacífica de cerca de 30.000 pessoas, em Bruxelas (onde havia valões e flamengos, à mistura), para gritar, bem alto: "Queremos um Governo!" E até houve uma sugestão original de protesto, da parte do actor belga Benoit Poelvoorde, que incentivou os seus concidadãos a deixarem crescer a barba, até os políticos se entenderam para formar governo. Se calhar, até o rei Alberto II e o Rampuy vão aderir, porque já devem ter perdido a paciência. Coitados dos barbeiros belgas que, se a ideia pegar, vão ter muito menos clientes...

P.S.: para a Rosane e para o Gerhard, afectuosamente, e com os melhores votos.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

O 28


Imagine-se que o avião vai, pelo azul escuro, em direcção à lua - é tudo uma questão de perspectiva, sobretudo, agora à noite, olhando o infinito...
Ou que a Bivyta, através de Gand, vinda de Rheinkassel, desemboca, adolescente, no Chiado, às 10 da noite. Tem dezassete anos e fica fascinada pelo eléctrico 28. Amanhã quer ir na "Montanha russa", que ainda desconhece na sua total e estreita aventura. Mal dorme. Desembarca em S. Vicente de Fora, cedíssimo, desliza até à Feira e, metodicamente alemã, compra uma pedra estranha de 2 quilos, para o Pai que é escultor; um colar de conchinhas para a Mãe e um vinil para ela mesma. Mais subtil, menos imediata, como tem humor acerado, marralha a compra de uma redoma de Nª. Srª. de Fátima, de plástico, para oferecer ao Klaus, o namorado. Daqueles ícones que, agitados, projectam flocos de neve sobre a imagem sagrada. O que se irão rir na Universidade, pensa Bivyta. Volta feliz, no 28, para o Chiado: só gastou 14 euros.
Quando regressa, os Pais vão-na buscar a Bruxelas. Chove. Mas Bivyta nem repara. Quando abraça Ruth, regressada, filial e pequenina no seu metro e oitenta e cinco, diz para a Mãe: "- Portugal ist wunderbar!", e quase chora de alegria.