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sábado, 27 de dezembro de 2025

Os cucos e as rémoras



Também a blogosfera, por vezes, copia a Natureza e o parasitismo de algumas espécies de animais. Acho por exemplo, no mínimo, insólito que alguns comentadores, que nuns casos nem sequer têm blogue próprio, ao comentar, excedam generosamente o tamanho do texto do poste que comentam... E aproveitem para falar, desordenadamente (quando poderiam criar um blogue onde poderiam falar/escrever à largueza desmesurada...), de tudo e de nada, sem propósito -, eles que são os incontinentes mentais. Tal como os cucos que põem os seus ovos nos ninhos de outros pássaros para eles os chocarem; ou as rémoras que se colam, com as suas ventosas, aos tubarões e às tartarugas, nem pedindo licença para a boleia que usam, graciosamente.



segunda-feira, 11 de agosto de 2025

A propósito de blogues


 
Nem todos os critérios são iguais. Muito menos a exigência de cada um. Muitas das vezes percebe-se que a felicidade vem do rés do chão. E muita hipocrisia, ou simplicidade forçada, na pobreza dos comentários.
Como refere o ditado : "para quem é, bacalhau basta."

segunda-feira, 30 de dezembro de 2024

Desabafo (93)

 
Para mim, quem escolhe, num blogue, o Rieu para maestro de orquestra, no registo de uma música clássica, está definitivamente classificado do ponto de vista cultural...

quarta-feira, 16 de agosto de 2023

Desabafo (80)


Nasce, às vezes, a conversa parva de uma observação inútil.

Nota pessoal: desabafo sugerido por um zapping pelos canais televisivos generalistas, à hora do divertimento popularucho.

segunda-feira, 4 de maio de 2020

Pérolas e corais


Por aí, pela grande net democrática e inclusiva, deparam-se-nos verdadeiras preciosidades, capazes de ombrear, senão ultrapassar as grandes prosas do hugo mãezinha, entre outros. Ora repare-se nesta colagem (justaposição) de 2 comentários que li (e aqui acasalei), feitos por diferentes criaturas, a propósito de um poste sobre o Dia da Mãe (que, coitada, não merecia isto, ainda que sem vírgulas...):
" Amei Obrigado pela partilha! Correram-me as lágrimas..."
E andam por aí tantos artistas irreconhecíveis a malbaratar os seus talentos!

quinta-feira, 16 de abril de 2020

Superlativos


Às vezes, embora habituado aos abusos da linguagem, à leviandade e excessos sentimentais expressos em palavras que, hoje, já quase nada significam (o verbo amar, nomeadamente, anda todo esfarrapado), à força de serem mal usadas, ainda me surpreendo com o desatino e ligeireza de alguns sujeitos. Ontem, por exemplo, um plumitivo, que escreve por aí e tem algum nome na praça, ao referir a morte de Rubem Fonseca (1925-2020) caracterizava-o como o "maior escritor brasileiro do século XX". Por muito que eu preze o falecido, então qual será o valor de Graciliano Ramos ou Guimarães Rosa, de Drummond ou Cecília Meireles, para não falar de outros?
Tento na língua, não faz mal a ninguém!

sábado, 18 de janeiro de 2020

Desabafo (52)


Há quem saiba reflectir, quem saiba simplesmente pensar. Quem pense mal. Afortunados os que têm sentido crítico sobre o que vêem, pois se poupam a muitos disparates. Depois, há os blogues abaixo de cão, os comentários burros ou disparatados, que se colam a postes bem intencionados - há que ter paciência e caridade e não re-comentar. Dos pobres de espírito há-de ser o reino dos céus, diz a Bíblia.
Metafisicamente, e  por prudência, evitei falar no inefável partido livre (livre?).

quarta-feira, 20 de novembro de 2019

Miscelânea


Uma publicação alemã, que também promove viagens, tem alguns dos seus destinos turísticos para a passagem do ano já esgotados. Um dos primeiros foi Lisboa e, por isso, não será tão cedo que nos livramos desta massificação desordenada, ruidosa e fotografante.
Esta sofreguidão pelo futuro pouco tem de consistente. Os picos da novidade ou interesses momentâneos correspondem apenas a meros caprichos que o poder mediático explora para ganhar audiências da corrente acarneirada dominante e da publicidade paralela e correspondente.
Neste mês de Novembro, e em pouco mais de uma semana, calaram-se três vozes portuguesas - duas fadistas e um cantautor. Logo o Arpose teve um pico de audiência sobre dois dos nomes que constavam do registo do Blogue, no dia e seguintes a estes dois óbitos nacionais. Mórbida atracção de vários anónimos e desconhecidos peléns que, decerto, nunca frequentaram sequer o Arpose.
Acrescente-se, por equilíbrio e por uma questão de justiça, ao obituário, o nome de Argentina Santos (1924-2019), nonagenária e fadista estimável, que não constava do registo do Blogue.
Agora, já consta...

terça-feira, 19 de novembro de 2019

Divagações 155


É de manhã que trabalham, em coisas leveiras, fátuas, com imagens estridentes de mau gosto kitsch e parolo. Noite dentro também serve para compensar insónias e a incompletude dos dias. Nos blogues e seus donos e donas administrativas.
Qual será afinal a época mais confortável de morrer? A casa VIII, astrologicamente fatal, a VI pela saúde, ou até a casa I marcando a personalidade vincada da desistência (se for o caso)? Ou ainda a XII? A ver vamos, se houver tempo útil...
Venha o diabo e escolha. Pela Primavera, ficaremos talvez com saudades da luz, pelo Inverno é a terra que estará fria e desconfortável, para nos abrigar. Felizmente, estaremos imotos e insensíveis, nessa altura definitiva, exacta.
Deus haja!

segunda-feira, 23 de setembro de 2019

Francamente


Batidas pelo sol, as lombadas dos livros empalidecem, nas prateleiras atingidas pela luz. Laterais, as cãs vão-se prateando, se resistem à queda outonal que hoje começou.
Não somos imunes aos vizinhos, alguma coisa passa até dos blogues por onde passámos. Noto por mim, e também me apercebo de pistas e sinais que deixo nos outros.
Por questões de princípio, refiro as origens do que cito ou falo em geminações, para atribuir autorias iniciais. Mas há quem não o faça. São, por natureza, os plagiadores inatos. Ou distraídos.
Que, normalmente, têm poucas ideias e, quase sempre, muito mau gosto iconográfico...

sexta-feira, 16 de agosto de 2019

Osmose 108


Até nos vários graus da diplomacia se podem encontrar diferenças abissais. Na sua prática, pelo menos. Mas é preciso dar por elas e, para isso, é necessário ter algum sentido crítico: pesar o português da escrita, o tipo de humor e motivos abordados, o sentido de mundo que revelam. Até talvez as imagens que utilizam, para estabelecer uma hierarquia de qualidade e de gosto estético.
É com alguma regularidade que frequento 2 blogues da aristocracia diplomática, já aposentada. De ambos colho proveito. Quer do hebdomadário Retrovisor, quer do quotidiano Duas ou três coisas... Têm perspectivas e mundos diferentes. E, naturalmente, não se podem meter no mesmo saco das Necessidades.
Diplomaticamente: até pela diferença de idades...

sexta-feira, 7 de junho de 2019

Críptica


Admiro os arrumados de leituras. Que eu não sou, volúvel por princípio e natureza. Ninguém é perfeito.
Noutra perspectiva, porém, abomino aqueles que não respeitam prioridades nas respostas em grupo e vão, ao sabor do gosto fútil, respondendo por impulso ou numa hierarquia pessoal anárquica, embora subjectivamente submissa a vagos valores, atabalhoando diálogos, reverências e conversas da treta.
Nos blogues, isto permite-me com clareza estabelecer a qualidade dos seus administradores.
A menos que eles tenham optado, em princípio, por não recomentar. O que revela prudência e resguardo. Ou, simplesmente, preguiça. E os abriga, assim, de serem  classificados na tabela da boa educação.

quarta-feira, 29 de maio de 2019

Quem não sabe, ensina...


Alguns conselhos a um jovem "blogger" que se inicie nestas lides:

1. Mesmo que não tenha ideias, evite a profusão babélica de imagens nos postes. Que denunciam, quase sempre, um certo novo-riquismo desarrumado.

2. Tente, sempre que possível, enquadrar os postes num contexto, não se limitando a disparar um tema, frase ou motivo, sem mais.

3. Se incluir música, no blogue, evite vídeos com duração superior a 5 minutos - raramente serão ouvidos por inteiro.

4. Evite excessivas transcrições em línguas estrangeiras. Não se esqueça que nem todos os visitantes são poliglotas. Além disso, se percebe o que cita, porque é que não traduz?

5. Procure fugir de derrames líricos. Dos "eus" e dos "inhos".  De dogmatismos e superlativos. Exclua os verbos "adorar" e "amar", que têm, ou deviam ter, funções mais nobres.


P. S. : em jeito de auto-crítica, apraz-me citar um provérbio: Bem prega Frei Tomás, façamos o que  ele diz e não o que ele faz.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2019

De fora para dentro, balancete e diversos


O último TLS, em texto de contracapa, começava por afirmar que 2010 teria sido o ano dourado dos blogues - depois aconteceu a queda gradual. Provavelmente isto terá sido a realidade, na Inglaterra. Que não em Portugal (somos mais demorados...), pelos meus modestos dados. O pico máximo de visitas ao Arpose ocorreu em Janeiro de 2013, com uma média de 340, tendo atingido o recorde a 24/1/13, com 360 visitantes. O decréscimo dá-se a partir daí, tendo estabilizado no último ano com uma média relativamente constante de 67 visitantes/ dia e cerca de 2.040/ mês.
A visualização de páginas, no entanto, é incomparavelmente maior: 12.674 de média mensal. São os  visitantes toca e foge... A perda de influência dos blogues deve-se à crescente popularidade do feicebuque e instituições quejandas, só comparável, em território nacional, ao afecto que desperta o nosso PR. É a vitória da simplicidade, do róseo e leve, do descomplicar, do amável sem consequências, do sentir sem pensar muito, em suma, do like global, que todos entendem e podem comungar, com ou sem fé, de olhos fechados, sacralmente.
No meio desta altura do mundo, em que os blogues são mera circunstância quase obsoleta, há, para quem os trabalha diariamente, e com alguma seriedade, de vez em quando, para lá dos raros comentários estimulantes, algumas pequenas surpresas. E cruas alegrias gratificantes.
O Arpose, por exemplo, recebeu hoje a primeira visita da Faixa de Gaza (via Ramallah, Palestine). Terá sido de algum palestiniano ou apenas de algum integrante de uma ONG local? Não sei.
Mas não há nada como desmistificar a imaginação. O(A) ilustre visitante veio consultar o poste intitulado O pastelinho de bacalhau, o copinho de três e as "search words", de 30/11/2011. Que tinha, por imagem, um sugestivo desenho de George Grosz.
Só espero que a visita tenha saído do Arpose suficientemente saciada e satisfeita!

domingo, 13 de janeiro de 2019

Marcar territórios


No final dos meus anos de Liceu, eram muito populares uns cadernos em que constava um conjunto de perguntas diversas que nós propunhamos a colegas, desafiando-os (e -as) a responderem por escrito. Normalmente, esses questionários terminavam a perguntar qual a frase célebre preferida do questionado(a) condiscípulo(a). E ninguém se coibia de responder a essas inocentes questões.
Creio que nenhum de nós sabia, na altura, que eles eram os toscos sucessores de um mais bem elaborado questionário de 40 perguntas que Antoinette Faure (1871-1950) propôs, em Maio de 1886, ao seu amigo Marcel Proust (1871-1922), então adolescente. Tratava-se de uma espécie de teste de personalidade que permitia, pelas respostas, avaliar os gostos e maneira de ser dos entrevistados.
Desconheço se hoje esses cadernos ainda circulam nas escolas, com a mesma finalidade.
Mas essa tendência humana para revelar-se aos outros, creio que ainda existe, em cada um de nós, com mais ou menos parcimónia e discrição. E há muitos sinais sobreviventes desse original Questionário de Proust, que o desaparecido Jornal de Letras ressuscitou nos anos 60 para, de algum modo, entrevistar escritores portugueses, homens de teatro e outras personalidades.
E é frequente em muitos blogues que os administradores, nos seus perfis, insiram os seus livros preferidos e autores, os filmes predilectos, músicas favoritas e outras particularidades, marcando assim o seu terreno de eleição e de afectos. Mas também, algumas mais raras vezes, para exibir a sua cultura. E é curioso verificar o contágio provocado pelos postes que enumeram listas de escolhas. São daqueles que mais comentários colhem, habitualmente, dos seguidores desses blogues...

quarta-feira, 21 de novembro de 2018

Clonagem operática


Não sendo o Arpose uma delegação do I. N. E., posso dar-me ao luxo de não me dar ao rigor escrupuloso do tipo de exercício e trabalho daquela instituição nacional de reputado crédito. Podendo assim permitir-me a algumas considerações que pecam, talvez, pela sua relatividade e serão, eventualmente, excessivas na sua generalização.
Dito isto, abordemos o caso da utilização de vídeos de música erudita, nos Blogues que a privilegiam.
As correntes dominantes não serão muitas, nem diversificadas. E menos ainda se focarmos, apenas, as árias de óperas, registadas pelos administradores e colaboradores, quando os blogues são colectivos. Iremos deparar com uma cacofonia estereotipada. E, nalguns casos, em que o administrador é mais distraído ou desleixado, as árias até se repetem: 2, 3 e 4 vezes, ao longo do mesmo blogue...
Aceito de bom grado que o Arpose possa não ser excluído, em absoluto, desta clonagem tanta vez verificada por aí. E arrisco, com a tal relatividade de que falava acima, que os compositores mais repetidos, por esses blogues além, sejam, sem dúvida, Giacomo Puccini (1858-1924), logo seguido por Gaetano Donizetti (1797-1848). Não saberei, no entanto, explicar a razão desta multiplicação de lugares comuns. Talvez um limitado conhecimento musical, preguiça ou um contágio estereotipado de gosto.
Passando à prática, vou enumerar 9 (das dez canónicas, deixando 1 em desafio, às visitas, por preencher) árias de ópera, que mais aparecem e se repetem, nos blogues. Não refiro os intérpretes, por variarem, às vezes. Cito apenas, os compositores, a ária e a ópera, sem preocupação de progressão ou ordem de grandeza, na enumeração. Uso a ordem alfabética do apelido dos autores-músicos.
Aqui vão as 9  mais:

1. Vincenzo Bellini - Casta Diva - Norma.
2. Georges Bizet - Habanera - Carmen.
3. Gaetano Donizetti - Una furtiva lacrima - L'elisir d'amore.
4. Ruggero Leoncavallo - Vesti la giubba (Ridi pagliaci) - Pagliaci.
5. Wolfgang A. Mozart - Papageno - A Flauta Mágica.
6. Giacomo Puccini - E lucevan le stelle - Tosca.
7. Giacomo Puccini - Nessun dorma! - Turandot.
8. Giacomo Puccini - Vissi d'Arte - Tosca.
9. Gioacchino Rossini - Cavatina de Figaro (La, la, la...) - O barbeiro de Sevilha.


(Não querem arriscar mais 1?!...)

terça-feira, 9 de outubro de 2018

Ideias fixas 18


Será que os blogues que não permitem comentários pertencem a administradores autocráticos? Ou apenas a gestores surdos?
O que, neste último caso, se concilia muito bem com alguns dos nossos visitantes que, insistemente, nos frequentam, sem deixar a mínima palavra de comentário. São os mudos da net...

terça-feira, 2 de outubro de 2018

Cadências, critérios e tendências


Qualquer blogue começa, normalmente, por um entusiasmo inicial. Que se vai atenuando, com o tempo. Por falta de temas, por cansaço, ou por uma quebra gradual desse mesmo entusiasmo ingénuo.
Depois, há os que acabam ou fecham o blogue, com palavras de amargura, outros, nem isso. Apagam-se subitamente, sem razões explícitas, de morte súbita. Talvez porque a vida pessoal do administrador assim o obrigou. Cheguei à conclusão, pela observação prática, que o quarto ou quinto ano de vida são os momentos cruciais de sobrevivência. A persistência abnegada não é uma qualidade lusa...
Dos sobreviventes, há os uni-pessoais e os colectivos. Destes últimos, é notório que apenas uma pequena parte dos colaboradores trabalha. A maioria goza da fama ou prestígio do blogue, deitando-se à sombra da bananeira... Mas nem por isso prescinde, como seria curial e honesto, de manter o seu nome na lista de associados.
Há quem publique mais à Segunda-feira, descansando o resto da semana. Há quem se habitue a sublinhar um dia da semana (O Grifo Planante, por exemplo, com o seu Anedotário, ao Domingo), e quem prefira abrir o mês com uma mesma temática ( o Arpose, com o Adagiário). Blogues especializados, há muitos: sobre Arte, o Memórias e Imagens, ou sobre Cinema, o Manuscritos da Galáxia. Mas grande parte, sendo escassos a publicar (estou a lembrar-me, quanto a qualidade, do Retrovisor), abordam temas diversos, em que a memória de vida, tem um papel primordial.
Finalmente, para acabar, um facto curioso que tenho constatado: a manhã é pródiga em postes. As publicações são maioritariamente matinais. À noite, é quase sempre um deserto de novidades - nos blogues.

terça-feira, 18 de setembro de 2018

Ideias fixas 17


Tenho grande dificuldade em ler textos extensos em blogues. Até porque, em certa medida, são barrocos de cabeça e/ou estilo. Um pouco conversas da treta, habitualmente. Ocos, por dentro.
O mesmo se passa com postes excessivos em imagens - passo-as a correr, muitas das vezes, porque não tenho paciência visual. Reservo-a, e bem, para museus, ou livros. Locais menos virtuais, em suma.
Que me perdoem a grossaria!

sábado, 1 de setembro de 2018

Métodos


Serei formal, admito. Mas sou incapaz - ou não consigo - de lançar um poste novo, sem primeiro responder aos comentários que já existem, anteriores, no Arpose. Ou, até, de fazer comentários num outro blogue, sem primeiro re-comentar no meu. Será uma questão de princípios, talvez demasiado rígida, concedo. E tudo isso eu podia evitar se não achasse curial e humano, o diálogo com os meus estimados comentadores amigos. 
Mas, para mim, é também uma questão essencial de boa educação e ordem, arrumar por prioridades.