a) "O humor literário de uma nação é a sua mais frágil e perecível exportação: nalguns casos, isto acontece por razões linguísticas, noutros pelo contexto cultural, e ainda noutros porque algumas anedotas não têm mesmo graça nenhuma." (Barbara Heldt, TLS, nº5887)
Eu acrescentaria que, de país para país, o humor difere bastante: por razões regionais, pelo clima, pelo ADN secular, pelo momento histórico que, eventualmente, atravessam. Seria uma enormidade, no mundo anglo-saxónico, por exemplo, associar-se o sentido de humor britânico ao alemão...
b) É salutar e útil diminuir as importações. Assim o recomenda a economia nacional, ou a "austeridade de esquerda".
Pululam na net e em blogues nacionais as citações em línguas estrangeiras, talvez por preguiça ou, muito simplesmente, porque os citadores, na sua timidez e pudor linguístico, não ousaram traduzi-las. Aceito e compreendo.
Mas também as anedotas (brasileiras, sobretudo) inundam os e-mails (abra-se uma excepção!), e são o prato substancial de muitos blogues, a quem falta graça. E os bloguistas (lusos), preguiçosos e desleixados, nem sequer se dão ao trabalho de transformar, às vezes, o brasileiro macarrónico, rupestre e pedestre, num português de lei...
Irra!