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sexta-feira, 28 de abril de 2017

Desporto


Dependendo dos intervenientes, as diversas modalidades de desporto têm sempre algum efeito de catarse, quase sempre benéfica, quer nos executantes, quer nos observadores. De fora, ficam os excessos e a forma como, às vezes, são atiçados os demónios e os sentimentos mais primitivos, nos adeptos. Neste particular, o futebol é um dos piores exemplos, na actualidade - já foi, porém, um desporto nobre. Isto para dizer que, como observador, tenho acompanhado com atenção gratificante os jogos do Campeonato Mundial de Snooker 2017, em Sheffield (Reino Unido), via Tv. São relaxantes, no mínimo, e têm também alguma similitude, com o xadrez, na necessária preparação e antecipação das jogadas. Na sua prática, faz-se também uso da inteligência. Bem como da nobreza do exercício. Ficou-me na memória a imagem do abraço simples, mas sincero e prolongado, que o ex-campeão Ronnie O'Sullivan deu ao seu adversário chinês Ding, mesmo depois de ter perdido, e a felicitá-lo pela vitória alcançada no frame final da partida.
Por isso, dou-me por felizardo de, por mais três dias (até 1 de Maio de 2017), poder observar as finais deste Campeonato, que vão contar com grandes exibições (certamente) de John Higgins, Barry Hawkins, Ding Junhui e do impressionante Mark Selby - por quem torço...

sexta-feira, 24 de julho de 2015

Mulheres e Filosofia


O primeiro artigo do último TLS (nº 5859) aborda, a propósito da recensão de um livro (Women in Philosophy, de Katrina Hutchison e Fiona Jenkins), o facto singular de haver tão poucas mulheres filósofas. Cumulativamente, as mulheres a ensinar filosofia são também poucas na Europa. Entre 20 a 25%, em média. 
Ocorreu-me uma das razões, pouco fundamentada é certo, para este fenómeno: ser a Mulher pouco dada a especulações, e ser mais pragmática do que a maioria dos homens. Mas não estou seguro de ser a razão maior.
De alguma forma, o artigo de David Papineau vai nesse sentido. E estabelece, ironicamente, o paralelo com o facto de tão poucas mulheres se dedicarem a jogar bilhar. Citando, em abono desse facto, Steve Davis que não negava a habilidade das mulheres para jogos, mas que considerava que elas deviam achar que jogar bilhar era uma pura perda de tempo, sem qualquer utilidade...

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

De "O Bilhar", de Nicolau Tolentino de Almeida (1740-1811)


...
Mora defronte roto guriteiro
com jogo de bilhar e carambola,
onde ao domingo o lépido caixeiro
co'a loja do patrão vai dando à sola.
Gira no liso, verde tabuleiro,
de indiano marfim lascada bola,
erguendo aos ares perigosos saltos:
chamam-lhe os mestres d'arte «truques altos».

Ali se ajunta bando de casquilhos,
a que o vulgo mordaz chama «rafados»:
alto topete, prenhe de polvilhos,
que descalço galego deu fiados;
de quebrados tafuis vadios filhos,
pelas vastas tablilhas encostados,
altercam mil questões; prontos contendem,
prontos decidem no que nada entendem.
...

Bilhar


Já não jogo bilhar há muitos anos, assim como os chamados matraquilhos, mas ainda tenho boas recordações de ambos. Jogos de interior ou Inverno, destes últimos cheguei a ser um praticante razoável e qualificado. O bilhar exige mais prática, habilidade, noção de espaço, capacidade de concentração, boa pontaria... E pode ser um jogo fascinante, para quem o sabe executar.
A jovem que aparece neste vídeo, embora simpática, era perfeitamente dispensável. Terá, no entanto, o seu papel decorativo...
Mas chega de palavras, apreciem, então, o virtuosismo de Florian "Venom" Kohler.

com agradecimentos a C. S..