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quinta-feira, 12 de julho de 2012

Crime na Biblioteca


É conhecida a história de um escritor português, que fora também Inspector das Bibliotecas e Arquivos, e que, à data da sua morte, tinha em casa vários livros da BNP; também se sabe de um cronista reputado de gastronomia, já falecido, que terá rasgado páginas de livros raros de cozinha da BNP, para usufruir da sua posse e consulta, no remanso da sua habitação...
Mas nada que se compare à rapina organizada e criminosa de que foi objecto a Biblioteca (Girolamini) de Nápoles, que possuía um riquíssimo acervo de manuscritos e livros raros. Tudo começou com a nomeação, para director, de Marino Massimo De Caro, a 1 de Junho de 2011, italiano relacionado com Il Cavaliere.
E a pilhagem começou, sendo as câmeras de vigilância desligadas, para facilitar os roubos de milhares de livros e manuscritos raros.
Um Dante de 1502, manuscrito iluminado, uma "Jerusalem Liberata", de Tasso, impressa em Paris, no ano 1610, a "Teseida" de Boccacio e muitíssimos outros foram sendo desviados e vendidos, com a ajuda de gente de Leste, para grandes alfarrabistas, importantes casas leiloeiras e, até, ricos bibliómanos.
Não fora um investigador se ter apercebido ao querer consultar uma obra rara, desaparecida, e os roubos teriam continuado. O caso está, agora, entregue à Justiça italiana, e De Caro foi preso, segundo conta "Le Nouvel Observateur", saído hoje.