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terça-feira, 10 de dezembro de 2024

Recomendado : cento e cinco

 


Um estudo de 2023 informa-me que, desde a invenção da imprensa, se editaram no mundo cerca de 160 milhões de livros. E este, com a capa em imagem, é apenas um que eu gostaria de destacar, nesta época.
Pedagógico e graficamente apelativo, este livro de Luísa Ducla Soares (1939), poderá ser um presente natalício para crianças e jovens que gostem de História, e não saibam apenas dar pontapés na bola e grunhir.

domingo, 23 de maio de 2010

Biblioteca Infanto-juvenil XVI: Colecção Era uma vez...



Os Serões do Avôzinho, sendo o nº 21 desta Colecção Era uma vez..., de 127 x 95 mm, é também o único sobrevivente no acervo de APS. Os Serões eram contados por J. Fontana da Silveira, com ilustrações de Dinis Tâmega de Sousa. O volume, editado pela Livraria Progredior, do Porto, acabou "de se imprimir aos 19 de Maio de 1949". Não tendo indicação do preço de venda de então, constatou-se que, a 2.4.2010, se encontrava um exemplar à venda, na internet, pelo preço de 12,00 Euros.
Mas, para terminar esta secção de livros infantis, vamos ouvir a oportuna lição do avozinho ao seu neto Alvarinho:
"Uma história? - exclamou o Alvarinho, satisfeito, aproximando-se do ancião. - Vamos a ouvi-la. Então, escuta: «Era uma vez um livro que falou com um menino que acabava de o receber. Merece a pena repetir as suas palavras. Foram estas: Não me pegues com as mãos sujas, porque envergonharias a minha classe quando eu fosse parar às mãos de outro menino. Não me deixes apanhar chuva porque os livros também se constipam como as crianças. Não desenhes sobre mim nem me sujes com lápis ou tinta porque tirarás muito valor à minha aparência. (...)"
Continua o livro a falar, terminando desta maneira:
"Trata-me, pois, com amor para que, ao cabo de pouco tempo, te não admires de me ver velho e sujo; ajuda a conservar-me limpo, e, em paga, farei o possível para que sejas feliz e estejas sempre satisfeito."

E com esta boa lição me despeço dos leitores, especialmente de MR.

Post de HMJ

sábado, 15 de maio de 2010

Biblioteca Infanto-juvenil XV: Colecção Manecas


A Livraria Romano Torres editou, na Colecção Manecas, alguns dos contos infantis mais conhecidos, contados "ás crianças" por autores diversos. Os ilustradores também variam e, assim, a qualidade dos desenhos.
Dos títulos registados na imagem sobreviveram apenas sete volumes no "baú" de APS. Os livros, com uma dimensão de 190 x 135 mm, vendiam-se ao preço de 3$50.
Nas Novas Aventuras de Pinóquio, compostas e impressas na Gráfica Santelmo, em 1955, encontramos, infelizmente, gralhas. Assim, logo no início, aparece um "boneco de modeira" [sic] e, na página 5, "Pinóquio desejou ir dar um passeio ao campo ... creto [sic] domingo."
O preço de venda exigia maior atenção na composição e as crianças mereciam uma revisão final cuidada.

Para MR quando se aproxima o fim deste "baú" de livros infantis

Post de HMJ

sábado, 8 de maio de 2010

Biblioteca Infanto-juvenil XIV: Colecção Fantoche



A Colecção Fantoche (120 x 90 mm) foi editada pela Empresa Editorial Édipo, Lda., com sede na Travessa do Noronha, 28, Lisboa.
No acervo de APS conserva-se, apenas, o volume nove, dos idos de 1951, e que se vendia a 3$50. Como diz na contracapa, o menino leitor ainda se habilitava a um sorteio de uma bicicleta, embora não conste que o nº de senha tenha dado a sorte de receber um velocípede.
O livrinho, de Suzanne Cernaz, e de que se reproduz também a capa, contém três historietas. Para além de "Os Ratinhos Endiabrados", aconselha-se a leitura de "Os dois Pardais" e, por fim, de "A Burra e o seu Burrinho".
Para recordar o mês de Março, segue uma pequena conversa de pardalecos:
"Andam inquietos os nossos dois pardais; vêm, falam sem cessar, volteiam-se em mil passeios durante o dia todo, e não reentram uma única vez sem trazerem no bico alguns fios de lã ou alguma peninha. (...)"

Boas leituras, especialmente para MR

Post de HMJ

domingo, 2 de maio de 2010

Biblioteca Infanto-juvenil XIII: Colecção Bébé


Da Colecção Bébé - 120 x 90 mm - salvaram-se apenas dois volumes, i.e., os números 2 e 5 correspondentes às imagens reproduzidas. Aliás, as reproduções acusam o intenso uso, as repetidas leituras, em voz alta, antes de adormecer.
A editora, a Emprêsa Literária Universal, funcionava na Rua da Hera, 15-17, em Lisboa, e, como se diz na contracapa, "Cada obrazinha custa 3$00", referindo também os dez títulos até então publicados [1948 ?].
Da autora, Salomé de Almeida, encontram-se uma centena de entradas no catálogo da BNP, mas em vão se procurou a Colecção Bébé.
A Vingança do Capuchinho Vermelho foi dedicado pela autora "Ás minhas alunas da Escola João de Barros". O Saco dos Pesadêlos, que parece ter estimulado bastante o imaginário do menino de então, termina em bem, porque "Quinzito ainda meio atordoado levantou-se, vestiu-se e compreendeu a lição do seu horrível pesadêlo."
Post de HMJ

domingo, 25 de abril de 2010

Biblioteca Infanto-juvenil XII: Colecção Aprender é Saber



Continuando com os livros, escritos e desenhados, por Gabriel Ferrão, apresenta-se, hoje, o único título sobrevivo da Colecção Aprender é Saber. As Viagens do B-A-Bá no País da Sabedoria custavam 7$00 e o volume mede 220 x 160 mm.
O exemplar de APS conserva, ainda, em extratexto um quadro com todas as letras do alfabeto, em romano.
Retiramos, do conteúdo, a seguinte citação:
B-A-Bá, sentado, estava, "Olhando tristemente para as páginas dos seus livros ... pois não compreendia nada do que eles tinham escrito. Certo dia, porém, em que o garoto, já completamente desanimado de poder vir um dia a ler sozinho os seus livritos, se lamentava amargamente da sua triste sorte, viu aparecer um engraçado anãozito de compridas barbas brancas, que, todo sorridente, lhe falou desta maneira: - Não estejas triste, B-A-Bá. Se hoje te sentes desgraçado por não compreenderes as pequeninas Letras que são, por assim dizer, a chave das lindas Histórias, dentro em pouco estarás encantado da vida, porque resolvi vir em teu auxílio para te ensinar a ler."

PS: Dedicado a todos que partilham connosco o gosto pelas letras, pela leitura e pelo saber

Post de HMJ

domingo, 18 de abril de 2010

Biblioteca Infanto-juvenil XI: Colecção Pequeno Detective


A Colecção Pequeno Detective, na sequência das anteriores publicadas pela Editorial Infantil Majora, mantém o mesmo formato (185 x 125 mm), assim como o preço de 3$50. Desta Colecção conservaram-se, no acervo de APS, os primeiros quinze números. Sabe-se lá o motivo !
Apesar de o Pequeno Detective caminhar com uma arma em punho, ressalva-se a inocência dos textos quando comparados com a agressividade iconográfica de certas imagens virtuais recentes.
Não resitimos, por motivos óbvios, a reproduzir a capa d'Os Gorilas.


Para MR, como sempre

Post de HMJ

sábado, 10 de abril de 2010

Biblioteca Infanto-juvenil X: Colecção Salta Pocinhas




Seguindo o anúncio da Editorial Infantil Majora, na contracapa, passamos a apresentar, hoje, a Colecção Salta Pocinhas (medida: 185 x 125 mm) que se vendia ao preço de 3$50 e de que se guardam poucos exemplares na biblioteca de APS.
Aproveitamos, ainda, para informar que o exemplar acima reproduzido se encontrava à venda, a 2.4.2010, ao preço de 15,00 euros, conforme consta da página electrónica de um alfarrabista portuense.
O leitor interessado, menino ou graúdo, poderia passar, com proveito, para o outro Salta Pocinhas, i.e., a personagem criada por Aquilino Ribeiro, no seu Romance da Raposa:
E para recordar:


"Havia três dias e três noites que a Salta-Pocinhas - raposeta matreira, fagueira, lambisqueira - corria por aqueles bosques, batendo, fairando, sem conseguir deitar a unha a outra presa além duns míseros gafanhotos, nem atinar com abrigo em que pudesse dormir um soninho descansado." (...)
Boas leituras !
Post de HMJ

domingo, 4 de abril de 2010

Biblioteca Infanto-juvenil IX: Colecção Gato Preto



Da Colecção Coelhinho Branco passamos para a Colecção Gato Preto, uma vez que as medidas, o autor e ilustrador, assim como o editor são idênticos. O que difere é o preço, pois custava 4$00. E é pena que tenham sobrevivido somente os números 1, 4, 8 e 11 nas caixas infanto-juvenis.

Dedicado a JAD, por motivos óbvios.

Post de HMJ

domingo, 28 de março de 2010

Biblioteca Infanto-juvenil VIII: Colecção Coelhinho Branco



Da Colecção Coelhinho Branco, de um formato médio, um quase A 5 de 180 x 115 mm, subsistem apenas 8 volumes no acervo de APS. Para além dos títulos apelativos, são engraçadíssimas as ilustrações de Gabriel Ferrão, coloridas nas capas.
Cada volume, impresso na Editorial Infantil "Majora", Rua das Taipas, 131 - Porto, custava 3$00.
No registo de hoje, pretendemos incluir uma pequena história de leitura dos voluminhos descritos. N'A Vingança do Serigaito encontra-se, ainda, o papel de prata que não resistimos de reproduzir abaixo. Resta imaginar o menino que, durante a sua leitura, se deliciava com o "chocolate de leite" da Regina.


E, com a colaboração de APS, concluímos com um excerto da "Tabacaria" que reza assim:

(Come chocolates, pequena;
Come chocolates !
Olha que não há mais metafísica no mundo senão chocolates.
Olha que as religiões todas não ensinam mais que a confeitaria.
Come, pequena suja, come !
Pudesse eu comer chocolates com a mesma verdade com que comes !
Mas eu penso e, ao tirar o papel de prata, que é de folhas de estanho,
Deito tudo para o chão, como tenho deitado a vida.)

Post de HMJ

domingo, 21 de março de 2010

Biblioteca Infanto-juvenil VII: Colecção "O Encanto das Crianças"


Poucos volumes da colecção "O Encanto das Crianças" - com dimensões de 220 x 150 mm - se conservam no espólio de APS.
O encanto das ilustrações, designadamente do volume dedicado às Aventuras do Manecas, tornou difícil a opção da reprodução das imagens. Por fim, decidimo-nos pela imagem da capa do volume nº 5, O Papagaio Mágico, esperando ir ao encontro dos leitores.

Post de HMJ

domingo, 14 de março de 2010

Biblioteca Infanto-juvenil VI: Colecção Pequenina



Da Colecção Pequenina, com uma dimensão de 148 x 100 mm, restam poucos exemplares no acervo de APS.

Apresentamos, no entanto, o índice dos títulos até ao nº 31, em reprodução, assim como as capas mais sugestivas.

Estas "Histórias para as Crianças" vendiam-se ao preço de 3$50 e, segundo consta na folha de rosto, provenientes da Secção de Edições, Ricardo Falcão, Calçada do Combro, 99, Lisboa.

O que existirá, actualmente, no nº 99 da Calçada do Combro ?


Post de HMJ

sexta-feira, 5 de março de 2010

Biblioteca Infanto-juvenil V: Colecção dos Miúdos



Da Colecção dos Miúdos - volumes de 95 x 75 mm - reproduzimos alguns títulos dos livrinhos, publicados pela Editora Educação Nacional, que se encontram incompletos na colecção particular de APS.
As imagens demonstram bem que, nos idos de 1943, se disfarçava mal a ideologia do regime.
No entanto, a História do Livro também se faz desses momentos menos felizes em que se integra a colecção em apreço, afastando-se de um conceito mais elevado de "mercadoria espiritual".

Post de HMJ

sábado, 27 de fevereiro de 2010

Biblioteca Infanto-juvenil IV: Biblioteca Mocho


Mais dirigida a um público juvenil, a Biblioteca Mocho - de 110 x 75 mm - apresenta uma grande profusão de títulos. A colecção particular de APS, sendo incompleta, regista apenas os títulos até ao volume vinte.

Os voluminhos reproduzidos sugerem, a par de uma ilustração tosca, o esforço de divulgação cultural ao preço de 2$50 por semana.

Post de HMJ

sábado, 20 de fevereiro de 2010

Biblioteca Infanto-juvenil III: Colecção Formiguinha


A Colecção Formiguinha, de tamanho ligeiramente superior à Colecção Tonecas, ou seja, 98 x 75 mm, encontra-se, felizmente, completa no acervo particular de APS.
Dos primeiros vinte números iniciais conservam-se, ainda, os estojos de cartolina para guardar os pequenos volumes números 1 a 10 e 11 a 20, conforme reprodução.
Escolhemos as capas de alguns títulos mais sugestivos. Ao Capitão Corneta apetece acrescentar:
"Ouvi perfeitamente!"

Post de HMJ

domingo, 14 de fevereiro de 2010

Biblioteca Infanto-juvenil II: Tamanhos.Colecções



A bibliografia, quando associada a uma genuína bibliofilia, encontra sempre novos desafios, são os desvios por "semideiros escusos", no caminhar pela direita estrada, que nos aproximam de novos achados bibliográficos.
Iniciaremos, pois, a passagem por atalhos da literatura infanto-juvenil, começando por colecções minimalistas, no caso presente, de medida 73 x 58 mm, ou seja, o tamanho aproximado de um maço de tabaco tradicional português.

Apresenta-se a Colecção Tonecas, desconhecida dos catálogos electrónicos da BNP e PORBASE consultados.

Conforme o registo reproduzido, a colecção completa teria, ao todo, 68 títulos, conservando-se com ligeiras falhas, nomeadamente a partir do nº 39, na colecção particular de APS.

A problemática da conservação deste tipo de impressos - como no passado as cartilhas, folhas volantes e quejandos - obriga-nos, portanto, a um registo para as gerações vindouras.
As imagens sugestivas dos "voluminhos" incluem, ainda, um desvio pela edição de textos da "história pátria". Ao todo representam um imaginário que se destinava a construir um universo vivencial orientado por uma dicotomia do bem e do mal.

Custavam entre "40 e 50 CTVS".

Boas leituras !

Post de HMJ

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Biblioteca Infanto-juvenil I : A carochinha



Em almoço de amigos, ontem, vieram à baila as nossas primeiras leituras. O primeiro livro que eu li - tinha seis anos - reproduzo-lhe a capa, para que conste. E devo confessar que me demorou 3 dias e, no final, tinha lágrimas nos olhos. Não de comoção, mas do esforço visual a que não estava habituado.

P.S.: dedicado, com afecto, a HMJ.