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quarta-feira, 9 de julho de 2025

Memória 153

 

Desta última exposição de Pedro Chorão (1945), na galeria Sá da Costa, em Maio de 2025, ficou-nos este magnífico catálogo ilustrado, com o título homónimo da mostra - Diálogos Sensíveis.
Pena que o original acervo fotográfico sobre o Alentejo, nas mãos do Pintor, que esteve para ser publicado pela IN-CM, não o tenha sido por vicissitudes várias, alheias ao artista.

segunda-feira, 30 de junho de 2025

Teixeira Gomes

 


Em imagem, são duas das obras fundamentais na bibliografia de Manuel Teixeira Gomes (1860-1941), para melhor compreensão da vida e obra do escritor algarvio. A primeira, que tem como autor o jornalista Norberto Lopes (1900-1989), a segunda de Urbano Rodrigues (1888-1971), cujo filho, Urbano Tavares Rodrigues (1923-2013), reincidiu familiarmente com pelo menos 4 estudos sobre o mesmo prosador. Circunstância feliz, semelhante ao que aconteceu com os Prado Coelho no estudo continuado de Camilo Castelo Branco.
(Até parece que há gostos que se transmitem nos genes.)

quarta-feira, 9 de agosto de 2023

Um poeta menor, bem tratado

 

Comprei há pouco tempo, e não muito barato, num alfarrabista, um volume desencadernado de Poezias - Parte I, impresso em Lisboa, no ano de 1793 e na Officina de Filippe José de França e Liz. (sic). O seu autor José Maximo Pinto da Fonseca Rangel foi um poeta menor, mas na carreira militar atingiu o posto de major, tendo sido governador do Castelo de S. João da Foz, no Porto. O vate terá nascido, por volta de 1773, em Santa Marinha do Zêzere (Baião), vindo a falecer no ano de 1832, em Lisboa.
Publicou vários livros, quase todos eles raros hoje, nomeadamente o volume de poesias referido acima; terá sido maçom, partidário e implicado na chamada conspiração de Gomes Freire de Andrade, em 1817, esteve preso por isso, e ainda foi ministro da Guerra, por breves dias, no ano de 1823.




Como poeta, alguns dos seus sonetos prenunciam sinais do pré-romantismo e alguma vivência bucólica.
Em tempos, o alfarrabista Richard C. Ramer tinha um volume igual ao meu, à venda por 217,86 euros.
Para melhor o proteger, HMJ deu-lhe um tratamento próprio em invólucro (capa) preto adequado.



segunda-feira, 11 de julho de 2022

Bibliofilia 199



A mata, a batalha, o convento e o palace seriam motivos mais do que suficientes para que o Buçaco merecesse um interesse monográfico. O meu primeiro contacto com a zona terá sido numa visita escolar, por volta dos 14 ou 15 anos, de que me restam testemunhos fotográficos pitorescos.
Há pouco saiu dos prelos da FFMS um Ama o Precipício (Maio de 2022) sobre o tema que, embora forneça muita informação sobre o assunto, me parece mal arrumado...



Prefiro-lhe, de longe, o clássico Guia Histórico do Viajante no Bussaco, de Augusto Mendes Simões de Castro (1845-1932), cuja segunda edição (1883) me custou, há uns bons anos, uns módicos Esc. 120$00. Acresce que o meu exemplar está valorizado com uma dedicatória do autor para o conhecido bibliófilo Fernando Palha. Vi, recentemente, anunciada uma obra semelhante ao preço de 60 euros, na Livraria Alfarrabista.



Se porém quisermos uma monografia mais pragmática e sucinta sobre o tema, para uma visita capaz, eu aconselharia, do mesmo publicista, arquitecto e arqueólogo, o Elucidário do Viajante no Bussaco (Coimbra, 1921), que a Livraria Manuel Ferreira (Porto) tinha à venda, encadernado, por 30 euros.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2022

Livrinhos 30



É raro este livrinho (12,2 x 7,5 cm.) de cem páginas, desencadernado, que foi impresso em Tânger, na Imprenta de la Misión Católica, no ano de 1901. O seu autor, Jaime de Ojeda, pertencia a uma família de diplomatas espanhóis e este relato destinava-se aos happy few de quem dele era próximo ou amigo. Da restrita tiragem de 100 exemplares, que não se destinavam a venda, coube este nº 43 à esposa do embaixador e poeta Alberto d'Oliveira (1873-1940). Hoje, integra a minha biblioteca.
Com dedicatória manuscrita do autor, o livrinho custou-me Esc. 450$00, em meados dos anos 80.



domingo, 17 de outubro de 2021

Memorabília (19)



Em tempos, que hoje me parecem imemoriais, adquiri na rua do Alecrim, nº 44, em Lisboa, ao alfarrabista sr. Tarcísio Trindade (1931-2011), um conjunto  dos 12 primeiros números da celebrada revista Seara Nova, encadernados pela própria empresa. O lote custou-me Esc. 1.200$00, modestos.




Gradualmente, e a pouco e pouco, fui comprando, creio que no mesmo local, alguns outros números soltos da revista, sempre dos mais antigos. No grupo se inseria o nº 51, de 15 de Agosto de 1925, que tem uma capa impressiva, curiosamente e quando nada o fazia prever, do escritor José Rodrigues Miguéis (1901-1980).
Este poste acaba por ser uma parceria geminada com outro poste de MR, no seu Prosimetron, que celebrou, na altura própria (15/10/2021), o centenário da famosa revista portuguesa.

quinta-feira, 17 de setembro de 2020

Centenários de publicação


Este é o ano do centenário da saída e primeira edição de alguns livros ainda hoje importantes. Destacaria, por exemplo, a nível literário, a primeira publicação de:



- This Side of Paradise, de F. Scott Fitzgerald (1896-1940).
- Main Sreet, de Sinclair Lewis (1885-1951).
- Women in Love, de D. H. Lawrence (1885-1930).


E, não menos importante, o primeiro Poirot, policial de Agatha Christie (1890-1976), The Mysterious Affair at Styles, que também foi publicado no ano de 1920, pela primeira vez.

sábado, 18 de maio de 2019

Bibliofilia 175


Gosto de ler biografias, sobretudo de figuras que me despertam alguma curiosidade pela riqueza humana das suas vidas. Ou pela sua importância no curso da História.
A recente saída de uma biografia de Sophia Andresen deu motivo a alguns artigos e uma ligeira polémica. Também se falou de que, em Portugal, há poucos livros de memórias e biografias sobre figuras ilustres. Sobre poetas, seria bom lembrar que não nos podemos inteiramente queixar. Gomes de Amorim, por exemplo, dedicou alguns anos da sua vida para depois vir a publicar Garrett : Memórias Biográficas; Júlio Castilho fez editar 7 volumes sobre a vida de seu pai - Memórias de Castilho (1926) e Vitorino Nemésio tem um bom ensaio biográfico sobre Alexandre Herculano, por exemplo.


Não temos, é certo, nenhum escritor-biógrafo com a qualidade literária e histórica do inglês Lytton Strachey (1880-1932), mas vamos remediando bem com o que temos.
Andei a namorar, aqui há tempos e no meu alfarrabista de referência, uma biografia de Metternich (1773-1859), diplomata e homem de estado austríaco que, quanto a mim, é, com o francês Talleyrand (este mais camaleónico na flexibilidade ideológica), um dos grandes artífices, no século XIX, da moderna Europa.
O livro, elegante na sua encadernação bonita, embora cansada, custou-me 20 euros, na semana passada. Lido apenas o prefácio, nada posso dizer, para já, sobre o seu conteúdo. Nem sobre Algernon Cecil (1879-1853) que o escreveu. Mas ainda estou satisfeito por o ter comprado.

domingo, 27 de janeiro de 2019

Para uma bibliografia exaustiva de Jorge de Sena


Este pequeno texto (4 páginas) de Jorge de Sena (1919-1978), escrito, tinha ele somente 24 anos, será um dos iniciais, se não o primeiro, a aparecer impresso numa publicação com alguma difusão nacional.
De Outubro de 1937 a Fevereiro de 1938, Sena integrou, como cadete da Escola Naval, a tripulação do navio-escola Sagres, que o levou a um périplo pelas (então) colónias portuguesas de África.



É, seguramente, dessa viagem marítima que o Poeta de Fidelidade veio a retirar os tópicos principais para o seu texto A Ilha que perdeu o Equador que viria a publicar mais tarde (Maio de 1944), no número 125 da revista O Mundo Português. Recordações de infância, ligeiras efabulações e a Ilha de S. Tomé constituem a base deste texto juvenil de Jorge de Sena.
E que penso não constar da bibliografia oficial e conhecida do Poeta, cujo centenário de nascimento este ano se comemora.


sábado, 8 de julho de 2017

O seu a seu dono


Eu bem sei que os actuais directores de jornais são muito diferentes dos antigos. Que tinham, normalmente, uma cultura sólida, escreviam bem e eram competentes. Hoje, estes sujeitos são muito mais ligeiros, muito voluntaristas e simpáticos, pouco lidos e, decerto, confiantes na estupidez e ignorância dos leitores. No Público, e depois de Vicente Jorge Silva, digno representante da classe de jornalistas, tem sido sempre a descer, impiedosamente...
Atribuir a Lobo Antunes, por título de crónica ou editorial (viva o luxo!), um verso de Sá de Miranda, é um dislate. Literário, mas dislate. Mesmo que seja para alardear cultura, alarvemente, e a propósito de incêndios. Até já Gastão Cruz  tinha epigrafado o verso, em itálico, num soneto, em livro de 1969 (As Aves), referindo o Autor. Porque o romance de A. Lobo Antunes, com esse título, plagiado, saíu apenas em 2001. Mas estes directores de jornais são uns neófitos ainda imberbes, quanto a literatura pátria. Lembram-se de ontem, mal e de outiva, unicamente. Resultado dos programas escolares dos últimos anos? Não sei.
Porque ainda há poucos dias, também, um provecto e reformado amador de letras pátrias proclamava, pomposamente, Adolescente (1942) como sendo o primeiro livro de Eugénio de Andrade. Não é, é Narciso (1940) que, tal como a sua terceira obra (Pureza, 1945), o Poeta viria a renegar, anos mais tarde. Por isso, quanto a jornalistas, sejam eles directores ou aposentados críticos literários, hoje, estamos conversados. E o problema é que estas asneiras deixam rasto e fazem carreira. E vão sendo repetidas pelos ignorantes e distraidos, numa ladainha servil e acarneirada. Deus nos valha!...

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

2 achegas para a bibliografia de E. de A.


Não serão obras muito frequentes em território nacional, uma vez que ambos os livros se destinaram a um público leitor estrangeiro. O primeiro voluminho (5 Poemas...), da Campo das Letras, de 1997, foi editado com o objectivo de ser distribuído na Feira do Livro de Frankfurt, e tem uma introdução breve de Arnaldo Saraiva, para apresentar a obra poética de Eugénio de Andrade (1923-2005). Nesse ano, recorde-se, Portugal foi o País-Tema, ou convidado. O segundo livro, editado em 2001, por L'Escampette, é uma tradução de Os Lugares do Lume (1998), efectuada por Michel Chandaigne. E tem um interessante prefácio de António Lobo Antunes, intitulado Bonjour, Eugénio.
Ambos os volumes foram adquiridos, ontem, no meu alfarrabista de referência, por preço módico.

sábado, 31 de março de 2012

Barbosa Machado


Cumprem-se hoje 330 anos sobre o nascimento de Diogo Barbosa Machado (1682-1772), abade de Sever, verdadeiro iniciador e pai da bibliografia portuguesa, através da sua monumental Bibliotheca Lusitana, iniciada em 1741, e composta por 4 grossos volumes. Antes dele houve, é certo, tentativas parcelares ou muito incompletas, mas que ficaram muito aquém do propósito e ambição do projecto, como por exemplo a carta 414 (Cartas Familiares, 1664) de Francisco Manuel de Melo, datada de 24 de Agosto de 1650, escrita da prisão do Castelo de S. Jorge.
Depois de Barbosa Machado, teremos o notável Dicionário bibliographico portuguez, iniciado por Inocêncio Francisco da Silva (1810-1876), que veio a atingir os 23 volumes, mas que tomou como ponto de partida o trabalho pioneiro do abade de Sever, e o desenvolveu.