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terça-feira, 25 de fevereiro de 2020

Cotações no mercado


Se há escritores que não perdem, após a morte, a sua popularidade e cujas obras se vão continuando a imprimir e vender, como os livros de Simenon, por exemplo, outros há em que a crítica começa logo a questionar a qualidade da sua ficção, a seguir ao falecimento do autor, como foi o caso de John Updike. Ou mesmo em vida, como parece estar a acontecer, agora, com a avaliação que se tem feito  das últimas obras de J. M. Coetzee.
Na Inglaterra, a perda de interesse pela obra de Françoise Sagan (1935-2004) tem sido progressiva (o TLS regista-a) e raros, dos seus livros, têm sido reeditados, encontrando-se esgotados na sua maioria, talvez porque esse clima fluído e leve da ficção da escritora francesa, que lembra a atmosfera cinematográfica de um Rohmer ou de um Truffaut dos anos 60/70 ( certeiro, oTLS dixit), se tenha perdido para sempre, nos dias de hoje.