Nunca será demais lembrar Angelo de Sousa, e faço-o, uma vez mais com respeito e estima, reproduzindo, pela 2ª vez, uma obra sua. Vou explicar porquê.
De ontem a esta parte, cerca de 1/4 das visitas ao Arpose dirigiram-se a um poste de 16 de Fevereiro, intitulado "Esquerda e direita - a memória" que tinha, em imagem, uma obra de Angelo de Sousa, em cores vermelha e azul. Na minha intenção, o azul seria a direita, e o vermelho representaria a ideologia de esquerda. Estranhei tanta visita ao mesmo poste. Eles vinham de Lisboa, imensos do Porto, de Inglaterra, de França, de Espanha, até de Riga e da Alemanha. Pensei cá para comigo: há um súbito interesse (louvável, aliás) pela política portuguesa. Cedo me desenganei. Como Angelo de Sousa tinha falecido, grande parte das visitas vinha sugar a imagem de uma obra do Pintor, para usá-la, se calhar, noutros blogues. Que tristeza.
À guisa de alternativa e para variar esta massificação preguiçosa sugiro que, para ilustrar algum eventual epicédio, comprem ou consultem: da IN-CM, colecção arte e artistas, a monografia "Angelo de Sousa" feita por Bernardo Pinto de Almeida (1985), que não está esgotada. Mas há muito mais bibliografia sobre Angelo de Sousa. É preciso é trabalhar a procurá-la. Façam exercício, que faz bem ao corpo e à cabeça - a net não é tudo: é até muito pouco...