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quinta-feira, 30 de maio de 2019

Últimas aquisições (14)


Como o tempo passa e as coisas saem de moda, ou se esquecem!...
Nos meus tempos juvenis de aprendizagem, Benedetto Croce (1866-1962) era uma figura cimeira, sempre citada em questões de teoria literária. Um dos papas e mestres nas lições de Costa Pimpão, em Coimbra. Mas também em Lisboa tinha um lugar imprescindível, nas bibliografias das Letras.
Quanto ao livro sobre Florença, de Piero Bargellini (1897-1980), que adquiri por abrir, recentemente, sei que estive várias vezes para o comprar, mas não me lembro por que razão nunca o fiz.
Arrisco dizer que são dois autores esquecidos e, hoje, talvez pouco procurados.
Assim se explica que tenha dado pelos livros, usados, apenas 7 euros.

sexta-feira, 5 de outubro de 2018

Divagações 135


Com o tempo, qualquer moeda se deprecia para os nacionais que a usam. E, normalmente, um imóvel terá tendência para se valorizar, ao menos, consoante os índices de inflação. No presente, e em Portugal, as subidas de preço no imobiliário, especulativas de algum modo, só se explicam, não pelo valor real das casas, mas pela intensa procura personificada por estrangeiros e pelos artíficios criados pelos mercados que se dedicam à habitação.
Ando a ler, com atenção mas intermitantemente, Problemática da História Literária (Ática, 1961), de Jacinto do Prado Coelho (1920-1984). Foi com enorme surpresa que me deparei com o nome de Benedetto Croce, crítico e teorizador literário, que é muitas vezes citado. Na altura, era um ensaísta muito frequentado, tal como Harold Bloom, aqui há 20 ou 30 anos. Quem saberá hoje de, ou lerá, Croce, nesta fugacidade e efemeridade dos tempos?
Celebra-se hoje a implantação da República, com sentimentos amortecidos em relação à data, embora com o valor simbólico de um acontecimento patriótico que marcou a História de Portugal. Daqui a 108 anos, como se irá celebrar o 25 de Abril?
Porque uma coisa são as efemérides, e outra são as efemeridades...