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domingo, 5 de setembro de 2021

Por entre as brumas,

 


hoje, ao acordar, foi assim.

sexta-feira, 23 de julho de 2021

Mercearias Finas 171

A princípio era a sopa... E até foi por isso que alguns restaurantes franceses se celebrizaram ( a última Electra dixit), no antigamente.



A nossa horta doméstica, na sua delegação da varanda a leste, às vezes e por alturas do Verão, parece gostar de nos fazer uma boa surpresa e, num dos vasos maiores, põe-se a produzir beldroegas. E tantas foram, desta vez, que seria um desperdício não as usar. Comprou-se, assim, um queijinho fresco, escalfaram-se dois ovos, usaram-se umas tantas cabeças de alho, bom azeite, cebola... e a sopa ficou uma delícia de sabor.
Acompanhou um branco de Pias (Arinto e Fernão Pires), também alentejano, como a origem da sopa de beldroegas.

sexta-feira, 6 de setembro de 2019

Inventário da safra


A hortelã vai bem, folhas verdinhas e cheirosas. Numa teimosa existência, por entre a secura de um Agosto um pouco pardo, o pequeno pé de salsa resistente conseguiu sobreviver e já vai em três caules fininhos progredindo em direcção à luz solar.
As rústicas e espontâneas beldroegas vão na sua segunda produção, vigorosa e alargada. Estão aqui, estão a dar para uma segunda sopa, este Verão. Vão dar é trabalho a depenicar os ramos, mas compensa bem a minuciosa tarefa.
No limoeiro da varanda a leste, o serôdio broto bejamim do fim de Junho, atrasado embora, lá vai crescendo e recuperando, a acompanhar os irmãos verdes, mais velhos. E vão cinco limões, com o prematuro e último.
Da oliveira, na varanda a sul, já se colheram os frutos - 56. Exactamente igual a 2018 ( mas que grande coincidência!), mas muito inferior à safra de 2017, que produziu 119. Mas, ao menos, as azeitonas são bem rechonchudas e parecem suculentas. E já se puseram a curtir...


sábado, 23 de março de 2019

Mercearias Finas 144


Pão de Rala, Encharcada, Sericaia, Rançoso de Mourão. Estes nomes enchem-me de doçura a memória gustativa, não preciso de ir ao estrangeiro para me babar de sobremesas finas. E são todas originais do Alentejo, terra que sempre pensámos pobre e amarga.
Doçaria conventual, convenhamos, que não era do povo, que labutava de sol a sol. Esse fazia uso inteligente até das ervinhas que cresciam nos campos, como as beldroegas, para a sua essencial e parca alimentação de todos os dias difíceis.
Perguntarão porque falo, hoje e aqui, destas sobremesas tão finas.
É simples a resposta: porque, na passada Quinta-feira (21/3/2019), provei, num modesto e improvável restaurante de Évora, a melhor Encharcada de toda a minha vida.
Juro!

domingo, 13 de agosto de 2017

Mercearias Finas 125


Quase todos anos, espontâneas, por Agosto, florescem as beldroegas, na floreira das sardinheiras da varanda a Leste. Oferenda generosa da Natureza ou, mais realisticamente, fruto, trazido pelo vento, ou por algum pardalito que, em aflição, ali se tivesse aliviado, deixando algumas sementes, que vieram a germinar na terra desocupada e limpa de vegetação.
Sopa de pobres, enriquecida, por quem pode, de alguns primores que lhe dão mais gosto: queijinhos frescos daqueles rústicos e bons, ovos amarelíssimos na gema de galinhas de campo criadas à solta, e uma cabeça inteira daqueles alhos pequenos, terrunhos e nacionais. Cebolas e batata, cortadas em rodelas finas. As fatias de pão, para acompanhar, convém que sejam do melhor. Assim se faz uma sopa substancial e saborosa.
De nome científico, a planta: Portulaca aleracea, assim mesmo.
Ora, para este caldinho rústico, o único trabalho estrénuo é ter que separar as folhas tenras dos talos suculentos das beldroegas. E isto demora o seu tempo, se for feito como deve ser. Mas a debulha compensa.



Em nome da simplicidade, abriu-se um Dão branco Monástico 2016, da UCB, com 12º e sem pretensões de maior. Não fora, talvez, um ligeiro excesso de Malvasia-Fina no lote, que o adamou demasiado, e teria sido o acompanhante perfeito. Mesmo assim, não desmereceu. Isto, de escolher o vinho certo e ajustado a uma refeição, tem muito que se lhe diga...



Após cerca 25 minutos de cozedura da sopa de beldroegas, e cortado o pão escuro de centeio, a refeição estava pronta. De tão substancial, que era, dispensámos a sobremesa. Para o ano há mais, se a Natureza quiser fazer-nos o obséquio...

segunda-feira, 4 de julho de 2016

Apontamento 81: Venturas e desventuras de uma hortelã citadina


Ora, como bem se lembram, estávamos à espera de um valente aboboral, transformando até o meu escadote em suporte para as ditas abóboras à medida que iam crescendo. Iam, bem dito, porque até ao momento não se safou nenhuma !



No entanto, ficou-nos o belo espectáculo das flores que ainda vão abrindo. Ao fim do dia murcham e passados dois dias caem. Ao que parece, são masculinas e não dão fruto. São segredos da natureza que não sei resolver.

Como este ano tem sido pródigo, também ficámos com uma boa colheita de beldroegas no vaso da roseira que, infelizmente, morreu. Ora vejam !



O tamanho das beldroegas inspirou a gula e lá fomos nós consultar, novamente, a receita da sopa. Tudo comprado e tudo preparado foi, então, hoje o dia em que o almoço servido veio, na substância, da nossa horta caseira.



 Post de HMJ