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quinta-feira, 22 de outubro de 2015

As honrosas visitas


Nascido e crescido na província, não deixo de ficar pasmado e honrado com algumas visitas ao Arpose.
Hoje, por exemplo e logo de manhã, o Blogue teve uma visita do Município de Beja - deviam estar no intervalo do pequeno almoço... Não sei, porém, ao que veio. Mas logo, pouco depois, de Berlim e da Stiftung Preussischer Kulturbesitz ( qualquer coisa como: Fundação para a Cultura Prussiana), às 12h47, alguém veio colher elementos, ao Arpose, no velhíssimo poste "Heresias Literárias", de 26/2/2010. E, cerca de duas horas antes, o blogue tinha tido um visitante de Praga que me encheu de júbilo, pela sua proveniência. Nada menos que o Ministério dos Negócios Estrangeiros da República Checa (Ministerstvo Zahrainicnich Veci Ceska Rep.) que aterrou directo em 10/3/2013, no poste Lembrar Sequeira

domingo, 30 de janeiro de 2011

Al Mu' tamid (1040-1095)


Tudo tem o termo p'ra que corre,
Como os seres a própria morte morre.
O destino tem a cor de um camaleão
Que é variável de seu próprio estado,
Somos jogo de xadrez em sua mão:
Perde-se, talvez, o rei por causa do peão.
A terra fica erma, o homem enterrado.
Este mundo vil nunca responde
Ao enigma do Além: Agmat o esconde.

Al-Mu'tamid

Nota: Al-Mu'tamid nasceu em Beja (1040), veio a governar Silves, e Sevilha. Derrotado e exilado, acabou por morrer em Marrocos (Agmat), em 1095, onde escreveu sentidas elegias e o seu próprio epitáfio. A tradução do poema deve-se a Adalberto Alves, e está incluido na antologia "O meu coração é Árabe" (Assírio e Alvim, 1987).