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sábado, 2 de março de 2019

Para as europeias, marchar, marchar...



Viva o Pyrex
-cêdêesse,
mais a boneca
de celulóide!

quinta-feira, 24 de agosto de 2017

Apontamento 105: A História da Boneca



Aqui está ela, de novo lavadinha e com o casaquinho pelos ombros, já que o tempo ainda não pede lãs.



Como se pode ver pela marca nas costas, é uma boneca SCHILDKRÖTE [i.e. tartaruga], muito em voga na minha infância. O catálogo actual da marca ainda vende esta “colecção clássica”, como lhe chamam, dando um nome específico a cada criatura.

A minha boneca sobrevivente, T 40, i.e. de 40 cm. de altura e de nome Ursel, terá surgido pelo final da década de cinquenta do século passado. A data até condiz com a altura em que julgo ter-me sido oferecida.

De muitos banhos que lhe dei, porque os cuidados diários faziam parte das brincadeiras, ficou com as pernas um pouco bambas e a cabeça menos firme do que gostava que tivesse. Assim, resolvi, há algum tempo, perguntar o que se poderia fazer às maleitas da boneca no Hospital das Bonecas, na Praça da Figueira, em Lisboa.

Confesso que não gostei do atendimento. Comprei apenas umas cuecas novas – produto fraco e caríssimo. Os vestidos, que ainda apreciei, eram e são muito pouco airosos, muito antiquados, caríssimos. Parecem de feira, sem gosto, nada do que fala a Paula Lima, roupinha feita com dedicação, estilo e saber.

Assim, sentei-me um dia e fiz eu a roupinha. [ver “posts”: Da janela do aposento 16 e Os trabalhos e os dias (5)].

O casaquinho comprei-o numa loja que, por vezes, frequento, com porta aberta para o Largo de S. Carlos.

Post de HMJ, dedicado às minhas leitoras do "post" anterior

domingo, 16 de julho de 2017

Politicamente correcta


Aparecida, nos E. U. A., e fabricada nos anos de 1935 a 1940, esta Topsy-Turvy foi uma boneca muito popular, e prontamente imitada por outras empresas de brinquedos. Anunciava uma futura época do politicamente correcto. Hoje, e se fosse produzida pela Benetton, a conhecida marca acrescentar-lhe-ia, talvez, mais dois segmentos: uma criancinha oriental, do lado direito, e um pele-vermelha, do lado esquerdo, em jeito de gémeos duplos siameses. E seria preciso ter em conta, também, os géneros, não fosse o diabo tecê-las...

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Da janela do aposento 16: "Os Trabalhos e os Dias"




Julgo que cada leitor terá títulos de livros que fazem parte da sua memória. Ou porque gostou particularmente de um livro, ou simplesmente porque se encantou com um determinado conjunto de palavras que servem para associações diversas, como é o caso. Sempre gostei do título em epígrafe – em tradução portuguesa – de um livro de Hesíodo, sobretudo pelo facto de se debruçar, numa das partes, sobre os trabalhos agrícolas, dando conselhos sobre a agricultura.
Com efeito, acontece que, com alguma frequência, me lembro da obra de Hesíodo, nomeadamente quando me começo a dedicar a tarefas um pouco fora do comum, sem explicação aparente para determinada inclinação momentânea. Hoje, com o dia “de capacete”, resolvi dedicar-me a uma tarefa há muito adiada, i.e., a costura. Com os dias que correm, convém não perder a prática de ensinamentos do passado, apostando na independência e auto-suficiência. Por outro lado, um caso recente de pirataria de uma imagem do ARPOSE para capa de um disco publicitado no Youtube, fez-me lembrar de uma tarefa adiada.
De facto, a boneca retratada no “post” do ARPOSE de 18.9.2012 apresenta-se com uma vestido que, embora o tivesse comprado, nunca me convenceu do ponto de vista estético, achava-o rústico demais para os traços delgados do objecto. Manias! Na altura da compra do vestido, decidi-me pelo preço, já que os vestidos “de marca” da boneca custam entre 30,00 a 40,00 euros, decisão autoritária que muitos pais rejeitam relativamente aos filhos. Opções de vida e fonte de endividamentos!
Portanto, “os dias” cinzentos, a convidar a ficar em casa, levou a “trabalhos” de feitura, entre outros, de um vestido para a boneca, tomando como modelo uma saia comprada, há anos, na parte antiga da cidade de Coblença. Do modelo ao resultado final, levei várias horas:


De permeio, recorri aos ensinamentos antigos de costura, recebidos na escola e em casa que, em tempos adversos, dão jeito para além de levantarem a “auto-estima” (!) perante o resultado final. A boneca ficou, de acordo com o meu gosto, sóbria, de cores adequadas ao seu perfil. Gostei da experiência, porque nunca tinha feito um vestido de boneca. No passado ensinaram-me, e bem, a costura de “roupa de casa, branca”, saias e blusas para gente crescida, porque a “bonecada” é do domínio do supérfluo.


Cá está a boneca, de novo, com autoria (= copyright) na vestimenta e na imagem (!)

 Post de HMJ, lembrando A.W. e L.J.