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quarta-feira, 30 de abril de 2014

Historinhas


Era uma vez, aqui há muitos anos atrás, em que uma carcaça, honesta e bem cozida, custava,  numa padaria modesta, Esc. $50, enquanto uma acção, na Bolsa de Lisboa, de uma companhia, que se prezasse de o ser, custava, no mínimo, Esc. 1.000$00.
Era essa a proporção divina e economicamente saudável entre o mercado alimentar e o mercado financeiro. Hoje, uma carcaça custa, em padarias (que continuam a ser) honestas, entre 0,11 e 0,12 Cêntimos (do Euro), mas uma acção, por exemplo, do Banif, na Bolsa de Lisboa, pode ser adquirida por 0,01 cêntimo (do Euro). Não seria meritório que estes papéis desamparassem a Bolsa (ou PSI-20), para sempre? Bem como outros que tais...

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Nota breve


Sendo um assunto muito específico, nem toda a gente dará por ele. Mas é, no mínimo, paradoxal que, enquanto as populações europeias, sobretudo as do Sul, entram numa espiral de empobrecimento, que não se sabe onde irá parar, as Bolsas da Europa, neste início de 2013, batam todos os recordes, em alta.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Em jeito críptico de metáfora


As arquitecturas frágeis ressentem-se e sofrem com a humidade, que lhes deixa manchas pardas, indeléveis, na porosidade das paredes, por onde há-de alastrar o bolor, esfarelando, pouco a pouco, o interior. No entanto, o seu prumo vertical permanece, embora uma atenção viva possa detectar uma ligeira curvatura ou inclinação.
No "Eclipse", de Antonioni, o homem que perdeu tudo na Bolsa, parece inexpressivo e indiferente ao desastre pessoal. Sai do edifício, e dirige-se para a esplanada, onde se senta. Pede um café e um copo de água, e toma uma pastilha (aspirina?). Escreve qualquer coisa num pequeno papel e, pouco depois, abandona a mesa, dirigindo-se, a passos lentos, em determinada direcção - continua a viver.
Monica Vitti, que tudo observou, curiosa, vai até à mesa, e pega no papel que o homem lá deixou. Encontra apenas os traços pueris de umas pequenas flores que o homem desenhou, e abandonou. Tudo a preto e branco.