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sexta-feira, 10 de abril de 2026

quinta-feira, 26 de junho de 2025

Sacrilégio

 
Em zapping ocasional, na RTP Memória, ouvi, há pouco e por acaso, a voz de Alfredo Marceneiro (1891-1982) a cantar um fado ("Amor é água que corre..."). E, inesperadamente, lembrei-me de Bob Dylan.
Será por serem vozes a cair da tripeça?

quinta-feira, 21 de novembro de 2024

Revivalismo Ligeiro CCCXXXV


Esta voz de cana rachada, à moda de Marceneiro (salvo seja!), numa canção talvez menos conhecida...

domingo, 1 de setembro de 2024

segunda-feira, 30 de abril de 2018

Revivalismo Ligeiro CCLXXIX

Agora, e no ano em que a Academia Sueca encara a hipótese de não atribuir o Nobel da Literatura, numa espécie de purismo, rigor e retrocesso arrependido, façamos as pazes com o Zimmerman...

quarta-feira, 18 de outubro de 2017

Não há 2 sem 3


Com a velha e soberana ironia inglesa, o último TLS (nº 5976) afirma que, hoje em dia, é mais difícil um escritor ganhar um Grammy, do que um letrista ser premiado com o Nobel da Literatura.
Em apoio desta conclusão fascinante, refere Patrick Modiano que escreveu cantigas para Françoise Hardy e Lucy Hope, e o cantautor Dylan que também escreveu para meio mundo e para si próprio. O último Nobel da Literatura, Kazuo Ishiguro quase conseguiu um Grammy com as 4 canções que compôs para o álbum de Stacey Kent (Breakfast on the Morning Tram), mas não chegou lá...
Mas não falhou o Nobel da Literatura, este ano.
Que Jacques Brel e Leonard Cohen lhes perdoem!

sexta-feira, 1 de setembro de 2017

Revivalismo Ligeiro CCLXXI

Esquecidas as peripécias caprichosas da atribuição do Nobel e de menino mimado que se fez caro, na melhor esteira de uma Ópera bufa de terceira qualidade, será tempo de recordar Dylan, naquilo que ele tem de melhor: como um grande cantautor judeu e norte-americano, apesar da sua voz a cair da tripeça, que tem em Marceneiro um precursor luso e notável.

terça-feira, 15 de novembro de 2016

Miscelânea bibliográfica e poético-canora


Quando, em Dezembro de 1963, a Portugália fez sair, na sua prestigiada colecção Poetas de Hoje, os Poemas de Edmundo de Bettencourt (1889-1973), o poeta madeirense não seria conhecido de muitos leitores portugueses. O seu nome, um pouco a exemplo recente de Bob Dylan, era mais reconhecido como cantor, nesse particular, de fados de Coimbra. As Saudades de Coimbra, de sua autoria, e Samaritana eram gravações de êxitos que lhe estavam associados.
Mas o elogioso prefácio (Relance sobre a poesia de Edmundo de Bettencourt), de Herberto Helder, com um apologético apoio e explicação dos singulares Poemas Surdos, contribuiram para que o livro fosse procurado e se esgotasse. A insularidade de ambos os poetas talvez explique esta aproximação, à partida, pouco provável.


Afora poesias avulsas, esparsas e intermédias publicadas em revistas, Edmundo de Bettencourt fora colaborador (e, depois dissidente, com Torga e Branquinho da Fonseca) da revista Presença e publicara apenas e sob a  chancela deste movimento, 33 anos antes, um único livro de poemas intitulado O Momento e a Legenda (1930). O meu exemplar, adquirido não há muito tempo num alfarrabista de Lisboa, fora dedicado a Mário Coutinho (1899?-1984) e incluia, solto, também um poema passado à máquina, assinado, que teria sido publicado na Revista de Portugal, segundo indicação manuscrita de Edmundo de Bettencourt.


Não ficaria de bem comigo se não juntasse, a este poste, uma das gravações, antigas, do poeta-cantor de Coimbra, pese embora a deficiente gravação do fado conimbricense que, para mim, é um dos mais bonitos que conheço. Talvez valha a pena informar que o fado "Samaritana", em causa, no período do Estado Novo, era proibido, pelo tema provavelmente beliscar a moral católica. Pude, no entanto, ouvi-lo, na República Baco, clandestinamente e entre amigos, no início dos anos 60, em Coimbra. E aqui fica ele, pela voz de Edmundo de Bettencourt. Que era também poeta. Como o Bob Dylan.



sábado, 5 de novembro de 2016

Do que fui lendo por aí... (2)


A pergunta "O que é a arte?" é um tipo de cliché muitas vezes referido sem esperança de uma resposta, e que na maioria dos casos seria preferível nem sequer ser perguntado de todo. Esta edição do TLS centraliza-se na contribuição de artistas diversos que vão do reconhecidamente moderno J. M. W. Turner, John Piper e Pauline Boty, até ao pré-moderno Jan Gossart e aos anónimos artistas da América Central (...) O tema fez-se actual por causa de uma pergunta com  ele relacionada, que se pôs, "O que é a literatura?", a propósito do ingresso de Bob Dylan no panteão dos vencedores do Nobel. Daniel Karlin fornece uma firme contribuição, nestas páginas, para o caso: "o elemento que falta na forma como avaliamos um artista como Dylan não é tanto o facto de ele cantar as suas criações, mas o facto de estas exibições terem sido preservadas e se terem orientado, através do tempo, como de textos literários se tratassem" (...) E o prémio (tão arbitrário; tão inexplicável) ter falhado canonicamente tantos grandes escritores. Será importante que Bob Dylan, com a sua voz de falsete e os seus clamorosos insucessos dos anos 80, tenha atingido as alturas que foram negadas a Vladimir Nabokov ou a Marcel Proust? (...)

Stig Abell, no editorial do TLS (nº 5925).

sábado, 10 de setembro de 2016

Impromptu (28)


Um clássico de Dylan. Que, na minha perspectiva, e na interpretação de Peter, Paul & Mary, nada fica a dever à versão do seu talentoso criador...

segunda-feira, 6 de junho de 2016

terça-feira, 15 de dezembro de 2015

quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

quarta-feira, 10 de junho de 2015

Branco é, galinha o põe


Creio que foi Bob Dylan que disse, um dia, sobre a Arábia Saudita, qualquer coisa como isto: lá, o dinheiro não fala, transpira.
Hoje, surpreendido, ouvi, na SIC, a notícia de que a revista Sábado teria tido acesso à gravação do último e recente interrogatório de um (ex-)político, feito por dois meritíssimos juízes, agentes da justiça à portuguesa.
Acho que me vou queixar à impoluta senhora Joana Marques Vidal, ciente de que, na sua isenta e justa caridade cristã, a senhora não deixará de ordenar o competente inquérito de averiguações, sobre os factos que transpiraram do segredo (altíssimo) de justiça. À portuguesa.

quarta-feira, 6 de maio de 2015

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Dylan revisita os clássicos


No seu recente e último álbum, Bob Dylan (1941) interpreta, no seu modo inconfundível, alguns êxitos, menos conhecidos, de Frank Sinatra (1915-1998).
Aqui fica uma das minhas canções predilectas, em jeito de geminação cordial, com MR, no seu Prosimetron.

terça-feira, 11 de novembro de 2014

Para terminar o dia


A canção "Sad-Eyed Lady of the Lowlands", de Bob Dylan, é uma das minhas preferidas e acho-a, melódica e liricamente, muito bonita. Acresce que, nesta versão longa (cerca de 11 minutos), a dicção límpida de Joan Baez, em contraste com a do autor, é uma mais valia importante, para mim.

terça-feira, 14 de janeiro de 2014