[Civilidade, i.e. conjunto de formalidades,
observadas pelos cidadãos entre si, quando bem educados]
A ausência de regras mínimas de
respeito e educação tem obrigado, infelizmente, a soluções legais
questionáveis. O gesto, de respeito básico civilizado, de pedir licença, deixar
passar a quem mais precisa, parece já da esfera do Código do Procedimento
Administrativo, quando a instrução básica falha.
Tentar atribuir a
responsabilidade deste predomínio dos “feios, porcos e maus” sobre uma
convivência civilizada, assente num respeito mútuo, matizado pela idade, pelo
interesse cultural, social e vivencial, a uma falha do sistema educativo já não
me parece razoável, há muito tempo.
Os ventos contrários da chamada
educação formal, organizaram-se, há muito, e cada vez se impõem com mais força.
Só não percebe aquele que não quer ver a intenção final.
O caos, em qualquer país,
provocado por uns “bites jornalísticos de momento”, interessa sobretudo àqueles
que não estimam a Humanidade nem o pensamento autónomo.
[E, para bom entendedor, não digo
mais sobre “cidadões”, vizinhos, turistas, hordas futebolistas completamente
desprovidos de noções mínimas de civilidade.]
Post de HMJ