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sexta-feira, 20 de novembro de 2020

Osmose 118

Se há alguma coisa em que me sinto bem é sentado frente a uma boa série genuína televisiva britânica da BBC, por exemplo. Talvez este bem estar tenha começado em 1971, com Elizabeth R, interpretada primorosamente por Glenda Jackson (1936). Uns anos mais tarde, foi Derek Jacobi (1938) que me conquistou pela sua interpretação de I, Claudius (1976), série baseada na obra de Robert Graves (1895-1985).
Como é que os ingleses conseguem ser tão bons actores? Talvez dos muito séculos a representar William Shakespeare. Porque conseguem evitar sempre as estridências tropicais das telenovelas brasileiras ou o empolado das vozes "gargantas do Império" dos actores das nossas séries pobrezinhas, com representações abaixo de cão, normalmente...
Pois, há dias, apanhei por acaso, na RTP 2, de manhã, a série Last Tango in Halifax, com o magnífico Derek Jacobi, entre outros bons actores britânicos. Talvez venha a ficar freguês...

quinta-feira, 11 de outubro de 2018

Produtos Nacionais 24


Sobre as excelências da Arquitectura portuguesa, os Pritzker falam por si (Siza Vieira, em 1992, Souto Moura, em 2011).
E até a BBC o reconheceu ao dar destaque, em The World's Most Extraordinary Homes, à Casa da Gateira, da  Camarim Arquitectos (Porto).
A notícia colhi-a em Le Monde, na sua edição de 21/9/2018. Que a imprensa portuguesa anda mais ocupada com as frioleiras do costume...


sexta-feira, 18 de setembro de 2015

terça-feira, 29 de abril de 2014

domingo, 20 de outubro de 2013

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Para que conste


Quem vê este ex-homem-dourado Sachs, em 2010, nesta entrevista à BBC, e o vê agora, que entrou pela porta de lado ou de serviço do Governo, pode comprovar, pela sua magreza, que seguiu o conselho de Catroga: perdeu as "gorduras do estado", fisicamente. Estará doente, fragilizado, diminuído? Se for o caso, ainda será mais perigoso para o nosso País. Porém, continua de cabelo oxigenado e não será por falta de comida que emagreceu, porque "senta-se à mesa" de Soares dos Santos (Pingo Doce), e deve ter uma dose bem reforçada.
P. S. : já agora, o que serão sophisticated investers?

sábado, 20 de novembro de 2010

Música e Poesia XXVII : Dennis Potter

A música é escassa, e a poesia (se existe. Creio que sim), muito agreste, neste poste. Dennis Potter (1935-1994), inglês, conhecido, sobretudo, pelos argumentos para televisão, de "Singing Detective", "Karaoke", "Cold Lazarus" (dois deles com Albert Finney), é uma figura emblemática, para mim, e um argumentista notável. As suas obras mescladas de referências autobiográficas com imaginação, são orientadas por uma grande lucidez, e projectam uma antecipação científica do Homem post- moderno.

A intervenção de Dennis Potter, neste vídeo, dá-se, quando o escritor já se encontra muito fragilizado por um cancro do pâncreas, que também lhe afecta as articulações. Terá tido origem, diz-se, nos medicamentos que tomou, desde criança, para controlar uma psoríase intensa. Nestas condições difíceis continua, estoicamente, a escrever e a tentar fazer uma vida normal. Mas não só. Tratará e velará pela mulher, também vítima de cancro, acabando por morrer, apenas 9 dias depois dela.

P.S.: para ms.

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Memória 32 : Ingmar Bergman


Homem prolífico quer em filmes (mais de 60), quer em filhos (9), Ingmar Bergman nasceu na Suécia, a 14 de Julho de 1918, e veio a morrer, em 30 de Julho de 2007, nas Ilhas Faröe, para onde se tinha retirado. Dividiu a sua vida activa pelo teatro e pelo cinema que diferenciou de forma pragmática e humorística, assim: "O teatro é como uma esposa fiel. O cinema, uma grande aventura - uma dispendiosa amante." Era um entusiasta de gostos alargados que iam de Antonioni a Spielberg. E Woody Allen é um dos fãs mais fiéis dos seus filmes. Os temas de Ingmar Bergman têm a ver, essencialmente, com a condição humana, o desespero e a angústia, a solidão e a morte. Filho de um padre (pastor) também abordou, muitas vezes o tema da fé e a religião, tendo dito uma vez: "Espero não chegar a velho, senão ainda me torno religioso." É redundante dizer que Ingmar Bergman é um dos meus realizadores preferidos.

quarta-feira, 17 de março de 2010

O leão, a águia, o galo de Barcelos, e a cabra (ou vaca de Míron)





Antes de mais, uma declaração de interesses: sempre fui mais anglófilo do que germanófilo, desde que comecei a pensar, politicamente. Em 1973, quando pela primeira vez fui a Inglaterra, um discurso de Harold Wilson, de cerca de 5/7 minutos, que vi e ouvi na BBC, convenceu-me de como em política se pode ser breve, lógico, verdadeiro e, racionalmente, conclusivo. Infelizmente, Blair com o seu virtuosismo "palhaciano" abalou-me, profundamente, nas minhas convicções pró-britânicas. Esperei muito de Brown, mas tem-me sido uma grande desilusão...
Por outro lado, Kohl ( aquela mão dada com Mittérrand, não me sai da memória!) e, agora, a Sra. Merkel, não sendo do meu quadrante político, têm-me convencido da sua "bondade" pragmática: realismo, solidariedade e razoabilidade de princípios.
Hoje, no "Público", Teresa de Sousa, jornalista que leio sempre com atenção e que, francamente, admiro a tratar as questões europeias, faz a pergunta : "O que quer a Alemanha da Europa?" No que escreve, estou em profundo desacordo, e acho que é a primeira vez em que tal acontece. Então a Alemanha é que tem de pagar os dislates, incontinência, gastos e consumo perdulários de alguns outros países europeus? Será que temos de ter sempre um "paizinho" protector e um guarda-chuva emergente e providencial para a nossa inconsciência e erros?