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terça-feira, 23 de setembro de 2025

Memória 155

 

Por onde passámos, vagas recordações nos ficam, quando ficam. Outras vezes, permanece o sabor de um ambiente, positivo ou negativo da atmosfera que ali, então, respirámos.
Recentemente, em sonho, veio-me à tona o Museu de Ixelles (Bélgica) que, há muito, descobrimos por feliz acaso nas nossas deambulações pedestres por Bruxelas.



Ficou-me a memória de que o museu da comuna de Ixelles, não sendo excessivamente grande, o que foi bom, continha resumidamente uma selecção original e singular englobando arte ocidental que ia dos séculos XVI ao XX, com obras de Dürer a Magritte, passando por Toulouse-Lautrec.



terça-feira, 12 de dezembro de 2023

Retro (117)



Produzidos em Gande (Gand/Gent - Bélgica), estes dois postais faziam parte de uma colecção que recuperava, com maior qualidade iconográica, outros bastante mais antigos, mas muito originais nos seus motivos. 

quinta-feira, 2 de junho de 2022

Correspondência



As nossas caixas de correio já foram mais frequentadas... Alturas em que raros eram os dias em que não havia correspondência. Agora são mais as facturas e/ou a publicidade.
Mas é uma surpresa bem agradável receber um belo postal como (acima) este com grafismo elegante do checo Alfons Mucha (1860-1939), alto expoente da arte nova, publicitando cerveja. Veio da Bélgica.

sexta-feira, 7 de janeiro de 2022

Memória 141



A correspondência antiga na sua forma clássica  e formal é, muitas vezes, uma fonte inesgotável de informação e pormenores ligados à realidade. Presente e futuro, pelas circunstâncias conhecidas, não prometem grandes correspondências...
O postal (em imagens), datado de 12/7/1933, foi enviado de Bruxelas pelo diplomata e poeta Alberto d'Oliveira (1873-1940) para a sua filha, Maria d'Oliveira Reis, em Lisboa (rua da Escola Politécnica 195), tendo sido reexpedido (13/7/1933) para o Estoril (Hotel Palácio), onde porventura a dita Senhora passava férias de praia, nessa altura do Verão.
Adquiri o bilhete postal, nos anos 80, na rua do Alecrim, porque na época ia a meio de um pequeno trabalho sobre o poeta António Nobre (1867-1900), de quem Alberto d'Oliveira fora grande amigo. E ambos tinham habitado, enquanto estudantes da universidade de Coimbra, a conhecida Torre de Anto, que Oliveira conservou alugada até 1939. A Torre vem impressa, em jeito de ex-libris, no verso do postal. Na caligrafia, algo críptica de Oliveira, consegui descortinar uma referência ao escritor Carlos Malheiro Dias (1875-1941).


terça-feira, 23 de janeiro de 2018

Pequena história (48)


Leopoldo I (1790-1865), primeiro rei dos belgas, tinha fama de grande casamenteiro. Foi certeiro no apadrinhamento do matrimónio da sobrinha, Victoria, com Alberto, mas com o filho, que lhe veio a suceder, no trono da Bélgica, já não foi tão bem sucedido. Leopoldo II (1835-1909) foi, desde cedo, taciturno, austero e egoista, enquanto Marie-Henriette (1836-1902), embora maria-rapaz, era sensível e expansiva.



A senhora Pauline von Metternich (1836-1921), socialite da altura, de língua viperina e frases assassinas, classificou o par de forma mordaz, desta maneira:
" É um casamento de um palafraneiro e de uma religiosa." Acrescentando: " Entenda-se que a religiosa, é o Duque de Brabante..."


quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

Lembranças de Antuérpia


A Bélgica é um país pequeno, mas tem edifícios enormes a atestar, de forma inequívoca talvez, um passado imperial (Congo, Ruanda...), ainda que muito breve, em tempo de seu exercício...
A estação ferroviária de Antuérpia, construída entre 1895 e 1905, é um bom exemplo dessa desmesura, embora hoje razoavelmente aproveitada nas suas três plataformas de vias para comboios de vários destinos europeus.



Ponto turístico de consenso geral, como para mim é, do ponto de vista particular, a livraria De Slegte, à beira da casa(-museu) de Rubens, pintor que eu já não frequento por devoção artística, também pela sua desmesura de celulites, tão bem expressa no Rapto das Filhas de Leucipo (hoje, em Munique), que colhia as minhas preferências juvenis, em detrimento dos retratos da também nutrida Hélène de Fourment.



A De Slegte, comedidamente distribuída por três andares, dedica um deles aos livros usados, a bom preço normalmente. De lá trouxe, há uns anos, uma abada de livros de Simenon que me faltavam, sem esportular muitos euros. Desta vez, tive menos sorte. Mas ficaram-me os olhos num Le Marteau sans Maître, de René Char, na sua edição original (500 exemplares), autografada, acompanhada de uma carta do poeta francês, justificando a oferta. Pediam 600 euros pelo lote, mas eu não estava preparado para tanto...



Tive de me contentar com a versão francesa de An der Zeitmauer, de Ernst Jünger, em muito bom estado e por abrir, que me custou apenas 10 euros, e que tenho vindo a ler, com agrado e proveito.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Liliane Wouters (Bélgica, 1930-2016)



Para viver, há que plantar uma árvore,
ter um filho, construir uma casa.

Eu unicamente olhei a água
que corre dizendo-nos que tudo flui.

Somente procurei o fogo que arde
e nos vai dizendo que tudo se apaga.

Apenas persegui o vento que foge
e nos vai dizendo que tudo se perde.

E acabei por nada semear na terra
que aguarda e murmura: cá vos espero.

segunda-feira, 17 de outubro de 2016

Pinacoteca Pessoal 117


Nascido em Gand, a 2 de Agosto de 1881, o pintor flamengo Gustave van de Woestijne veio a falecer em Abril de 1947, também na Bélgica. A sua obra é como que uma ponte entre o simbolismo e o expressionismo europeu. Mas são raras as suas obras que excluem a figura humana. A sua pintura, que não deixa de incorporar reminiscências dos antigos mestres flamengos, terá influenciado Delvaux e Magritte, segundo alguns críticos de Arte.

terça-feira, 24 de maio de 2016

Pinacoteca Pessoal 113


Da antiga Pintura Flamenga, que pontificou antes do predomínio da Renascença italiana, ninguém por certo diminuirá a excelência. Menos conhecida, no entanto, é a que se foi praticando ao longo do século XX, quer na Bélgica, quer na Holanda. Já por aqui falei de Eugène Laermans (1864-1940), um excelente pintor belga, que descobri há uns bons anos, num museu de Antuérpia, afortunadamente. Mas nunca tinha ouvido falar de Gust(ave) De Smet (1877-1943), não fora um postal bonito, que recebi de Antuérpia, anteontem. Nascido em Gand (Gent), De Smet é considerado o grande iniciador da moderna pintura belga. Começou impressionista, atravessou o expressionismo, para desembocar no cubismo de algumas das suas últimas obras.
A tela "La bonne maison", em imagem, é de 1926; Meditatie foi pintada em 1931, e faz-me lembrar alguma coisa de Gauguin. O relógio de parede parado nas 5 horas, é que me deixa na dúvida. Seriam da tarde, ou da madrugada? Talvez a segunda hipótese seja mais viável...


domingo, 7 de fevereiro de 2016

Fé, café e música


16.000 igrejas abandonadas ou encerradas, no Reino Unido, segundo refere George Steiner, em entrevista concedida a Laure Adler, em 2015. A escassez ou ausência total de fiéis assim o justificou.
Em Antuérpia, ainda não há muitos anos, na paróquia de Sint-Norbertuskerk, na Dageraadsplaats, o padre da paróquia, em emergência, convocou os fregueses católicos para lhes dar conta que a igreja poderia vir a ser transformada em mesquita. Perante a fraquíssima afluência de fiéis, a autarquia ponderava a decisão, a pedido da comunidade islamita da zona, de a entregar para readaptação a mesquita. A reunião da comunidade católica decorreu com alguma preocupação e dramatismo, mas foram tomadas medidas, ajustadas à questão, para debelar o problema candente.
Ainda hoje, Domingo, depois da missa das 11h00, foram servidos bolinhos e café, aos fiéis que quisessem retemperar forças e também aos que se encontrassem em jejum, por causa da comunhão. A música passou também a ter lugar cativo (Cantatas de Bach, hoje) durante os ofícios divinos. A assistência de fiéis e frequência recompôs-se satisfatoriamente, nos últimos tempos...

segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

A outra versão...


Para quem já ouviu falar neerlandês, ao vivo, há-de concordar comigo que o flamengo é uma língua mais dura e mais áspera do que o francês. Mas tem também outra força...
É o que se pode confirmar no cotejo das duas versões (Le plat pays / Mijn vlakke land) de Jacques Brel.

terça-feira, 9 de junho de 2015

Curiosidades 43


A experiência lateral, qualquer de nós já a teve, com certeza. Mas ver de frente o infinito ou o vazio, com ou sem nuvens a marcar o espaço, só do cockpit se poderá ter a imagem. Mas as coisas ou impressões podem ser afinal bem prosaicas. E até os próprios países, vistos do alto, podem ter contornos mensuráveis, da parte de um piloto de aviões. E serem meramente caracterizados pelo tempo que demoram a ser percorridos, em voo.
Mark Vanhoenacker, piloto de Boeing 747, no seu livro Skyfaring, regista: "Russia seven hour country and France a one-hour country; Belgium with a healthy tailwind, can be crossed in fifteen minutes flat..."

quarta-feira, 20 de maio de 2015

sábado, 18 de abril de 2015

Impromptu (15)


Era um casal discreto. O rei Balduino (1930-1993), da Bélgica, talvez ainda mais do que a esposa, Fabíola (1928-2014), de origem espanhola. Por isso causa alguma surpresa, o seu desejo que, no funeral, cantasse El Coro Rociero de Vilvoorde, constituido por emigrantes andaluzes da provincia de Córdova que, com a sua alacridade, deram uma nota singular, e castelhana no seu melhor, às régias exéquias, em 12/12/2014.

com os melhores agradecimentos a AVP.

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Retro (53)


A Guerra tem destas coisas. Faz despertar a impiedade dos homens, mas também os sentimentos de solidariedade, entre eles. A fotografia do cartaz, um pouco mais do que centenário (29/7/1914), anunciava o leilão de um pequeno burro, na Irlanda do Norte. Os resultados financeiros da almoeda destinavam-se a um fundo de ajuda e solidariedade para com a Bélgica, recentemente invadida pelos exércitos alemães, no início da I Grande Guerra. Desconhece-se o montante alcançado...

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Filumenismo (4)


É no que dá, arrumarem-se gavetas e armários... Coisas de que já não nos lembrávamos, vêm à tona. E acabamos por as apreciarmos, como se as víssemos pela primeira vez.
Os fósforos, que começaram a ser comercializados na primeira metade do século XIX, terão sido, no início e para os primeiros utilizadores, como que objectos mágicos, mas muito úteis. E houve quem, pouco depois, começasse a coleccionar as suas caixas e rótulos.
Cheguei, também, a juntar caixas de fósforos mas, verdadeiramente, nunca as coleccionei. Estes rótulos, belgas, dos anos 50/60, vieram junto com uma colecção de selos, que adquiri, há cerca de um ano. De engenhoso traço gráfico, e muito variados nos motivos, sendo bonitos, aqui ficam para partilha visual.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Filatelia LIX : temática cavalos


O poste de HMJ, sobre os negócios sujos do comércio da carne para consumo alimentar, leva-me a que, por associação coloque, em seguida, e nesta rubrica, a temática cavalos - animais de que gosto, por vários motivos, nomeadamente, os estéticos.
Escolhi selos de dois dos países envolvidos: a Roménia e a Alemanha. Ficou de fora a Holanda, donde é natural o escroque, e a Bélgica onde reside (Antuérpia). Muito embora os dois países também tenham selos com o motivo - cavalos.
Em imagem, a primeira série, da Roménia, emitida em 1970. A segunda emissão, composta por 4 selos, da ex-RFA (Alemanha), que entraram em circulação a 6 de Fevereiro de 1969. Muito diferentes, entre si, são duas séries que considero muito bonitas.

domingo, 16 de dezembro de 2012

Música e Ambientes


Das leituras antigas costumam ficar "fiapos" do enredo e, eventualmente, recordações do tempo em que se adquiriu um determinado livro. A música, pelo contrário, tem o poder superior de nos "re-colocar" em ambientes que a melodia evoca - ou sugeriu no passado.
Vem tudo isto a propósito do "Revivalismo Ligeiro LXXXIII" e do cantor Adamo. Sem saber o motivo, sucede que a voz de Adamo recolocou, na mente, um ambiente muito singular, reproduzido acima. A canção trouxe as recordações das descidas, com caiaques, do rio Semois, nas Ardenas belgas nos anos sessenta do século passado. 
À noite, porventura próximo de um lugarejo chamado Poupehan, os caiaque e as tendas ficavam na relva junto ao rio. Depois de um dia ao ar livre, deslizando no meio da natureza ao ritmo dos braços, entrava-se para um bar do campismo. Foi lá que ouvi a voz de Adamo e vi, pela primeira vez, uma enorme figura com capa preta e chapéu, com o nome de Sandeman.
Estava, pois, longe de pensar que o futuro a Deus e à Península Ibérica pertenciam.

Post de HMJ

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

As várias noites europeias


Achei franca e avaramente iluminadas as estradas alemãs, de noite. As vias belgas, um pouco melhor.
Mas, agora, ao ver ao longe e de noite, a colina de Palmela e o seu castelo, iluminados, parece-me ver um brasido, uma espécie de rescaldo de incêndio, com pequenos focos de luz forte que se derramam e prolongam até à beira-rio.
Nem o Ehrenbreitstein, quando rodeamos Coblença, estava assim iluminado. Uma diferença enorme, em suma, que me faz pensar que os povos iluminam as suas noites, na proporção quantitativa da luz que recebem durante o dia. Porque, realmente, a luminosidade belga e alemã, dos dias de Novembro, era muito rala e tímida. E o Sol raramente aparecia.
O pior são os custos energéticos...

sábado, 30 de junho de 2012

Turismo e história


Já por lá passei, e é um castelo bem bonito este dos Condes de Gand (ou Gent, em flamengo), bem defendido porque os ruanos da cidade eram reivindicativos e exigentes, para com os seus senhores. E, diz-me o Amigo que me mandou o postal, que Carlos V por lá nasceu, numas casas próximas e térreas de que já só há memória em gravuras antigas, porque foram deitadas abaixo.