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terça-feira, 2 de junho de 2026

Estado da natura 15

 

O aspecto das oliveirinhas das varandas a leste e a sul pressagiam safras generosas. Quem sabe se a ultrapassar recordes passados?
A ver vamos lá mais para o fim do ano.

quarta-feira, 15 de outubro de 2025

Estado da natura 6

 

Algumas já tintadas, outras ainda verdes, as azeitonas da nossa oliveirinha da varanda a sul deram boa conta de si produzindo o número redondo de 60 frutos bem criados e quase todos rechonchudos. O que constitui a 4ª maior safra de sempre, desde 2012. Irão agora ser curtidas em água, que não da torneira, orégãos e sal durante dias, para, mais tarde, virem a ser consumidas por nós.

quarta-feira, 11 de setembro de 2024

As incertezas da agricultura

 

Acabámos de colher, já tintadas, a segunda pior safra de azeitonas, deste ano de 2024, que consistiu em apenas 4 frutos, que não justificava sequer curtir, para uso doméstico. Comparada com o ano de 2023, com 162 azeitonas (o recorde de sempre, desde 2012), a presente "colheita" é de uma pobreza franciscana... Oxalá o próximo ano nos compense!

terça-feira, 28 de novembro de 2023

Das colheitas amadoras

 
Acabo de voltar da varanda a sul, aonde fui ver o estado evolutivo do único limão sobrevivente da terceira floração deste ano do renitente limoeiro que, produzindo inúmeras e belas flores, parece teimoso e apostado em abortar de frutos. O limão solitário vai bem, mas pouco tem desenvolvido nos últimos dias. Mas como lá diz, sabiamente, o provérbio: " A azeitona e a fortuna, umas vezes muita, outras nenhuma."



No ano passado (2022), nem a oliveira nem o limoeiro produziram o que quer que fosse, mas este ano a oliveira da varanda a sul foi um fartote e recorde, produzindo 162 azeitonas (1,284 kg.) que já foram curtidas e provadas. Enormes, estão óptimas. Aproveito para aqui deixar exarado o inventário das safras dos anos anteriores, desde o início da produção:

2012 -  5 azeitonas
2013 - 49      "
2014 - 56      "
2015 - 28      "
2016 - 49      "
2017 - 115    "
2018 - 56      "
2019 - 54      "
2020 - 57      "
2021 - 62      "
2022 - 0        "
2023 - 162 azeitonas.

Entretanto, uma nova oliveirinha, que comprámos no início deste ano, já deu boas novas na varanda a leste. A promissora safra presenteou-nos com 56 azeitonas médias que estão a curtir, também.

quarta-feira, 14 de junho de 2023

Uma adivinha, para variar


A perspectiva, este ano, é muito optimista, porque as nossas duas oliveirinhas de varanda prometem uma safra generosa e memorável pela amostra, e se não houver algum cataclismo atmosférico. Darei conta oportunamente dos resultados finais.



Entretanto lembrei-me de uma adivinha curiosa referida por José Daniel Rodrigues da Costa (1757-1832) num dos seus folhetos. Assim:

Tenho uma vida de escrava,
com cativeiro tão mau,
que, sem eu fazer delito,
me mandam correr a pau.

Pelos tratos que me fazem,
nunca velha venho a ser:
Meu senhor se alegra muito
de ver meu sangue correr.

Acabo martirizada,
mas em boa opinião;
meu sangue é útil, e às vezes
tem muita veneração.

Escusado seria dizer que a solução da adivinha é a azeitona.

sexta-feira, 21 de abril de 2023

Da provável safra



As perspectivas prometem: lá fora e na varanda a Sul. Quanto a azeitonas e, provavelmente, azeite. Que hão-de vir abundantes, pela amostra.

quarta-feira, 27 de outubro de 2021

Balanço da safra de 21


 
Não terá sido um ano agrícola clássico, antes atípico ou estranho, tal como o entendemos, este de 2021. Se o limoeiro a leste produziu bem, registando um recorde de 11 limões (o máximo anterior  era de apenas 7), que lá vão crescendo lenta mas consolidadamente, a pequena oliveira a sul teve fases complicadas aparentando azeitonas enrugadas, que pareciam acusar um stress hídrico que, na verdade, nunca existiu. Os pequenos frutos apresentavam, na altura da colheita, cores e maturações muito diversas. (As azeitonas estão a curtir, presentemente.) Ainda assim a oliveira produziu 62 azeitonas, longe de máximos anteriores, mas correspondendo a um ano de média produtividade.



domingo, 27 de setembro de 2020

Azeitonas de 2020

 


Não é em simultâneo que as azeitonas amadurecem. E se algumas já estavam escuras e outras ainda verdes, começavam outras, na arvorezita, a ficarem já enrugadas na pele. Resolvemos, por isso, proceder à  colheita, ontem. A safra totalizou 57 pequenos frutos, menos 3 do que no ano passado de 2019.

Que nesta altura, e durante uma semana, ficarão a curtir, com mudança diária de água (não da torneira!).

sexta-feira, 1 de novembro de 2019

Adagiário CCCII


Azeitona com pão alvo é comida de fidalgo.

sexta-feira, 6 de setembro de 2019

Inventário da safra


A hortelã vai bem, folhas verdinhas e cheirosas. Numa teimosa existência, por entre a secura de um Agosto um pouco pardo, o pequeno pé de salsa resistente conseguiu sobreviver e já vai em três caules fininhos progredindo em direcção à luz solar.
As rústicas e espontâneas beldroegas vão na sua segunda produção, vigorosa e alargada. Estão aqui, estão a dar para uma segunda sopa, este Verão. Vão dar é trabalho a depenicar os ramos, mas compensa bem a minuciosa tarefa.
No limoeiro da varanda a leste, o serôdio broto bejamim do fim de Junho, atrasado embora, lá vai crescendo e recuperando, a acompanhar os irmãos verdes, mais velhos. E vão cinco limões, com o prematuro e último.
Da oliveira, na varanda a sul, já se colheram os frutos - 56. Exactamente igual a 2018 ( mas que grande coincidência!), mas muito inferior à safra de 2017, que produziu 119. Mas, ao menos, as azeitonas são bem rechonchudas e parecem suculentas. E já se puseram a curtir...


terça-feira, 16 de outubro de 2018

Safra de 2018


Já estão a curtir...
Menor do que a colheita de 2017, em que a oliveirinha da varanda a Sul bateu o seu recorde, produzindo 115 azeitonas, este ano de 2018, talvez pela muita chuva e pouco sol, só nos deu 56, mas bem anafadas. E de amadurecimento irregular, como se pode ver pelas cores: verdes e pretas.
Assim, dá para imaginar as incertezas e agruras da agricultura a sério e real. Mas nós ficámos satisfeitos e contentes com a nossa safra doméstica e outrabandista.
E aqui deixo o registo das colheitas de anos passados:
2015 - 28 azeitonas.
2016 - 49 azeitonas.

quinta-feira, 26 de julho de 2018

Transições (4)


Uma das primeiras coisas que eu fazia, quando pelas férias regressava a casa, na juventude, e depois de pousar as malas que trouxera, era descer ao pequeno quintal minhoto e ver como estavam as rosas e o estado do limoeiro. Dava pouca atenção aos jarros, se os havia, que cresciam abundantes e brancos, na sua insólita sugestão fálica, encostados à parede mais húmida da casa. Normalmente, cortava uma rosa madura e levava-a para dentro, para pôr numa jarra da sala de jantar. Hoje, tenho que me contentar com as varandas da casa, onde não crescem rosas. Na altura própria e breve, colhemos frésias amarelas, que trazem consigo um aroma fresco e lavado, e dão cor e perfume à mesa da cozinha.
Este ano, tirando as cerejas que mantiveram o seu sabor de ácida doçura, quer os morangos, quer os pêssegos me pareceram deslavados ao gosto. Veremos as uvas como se vão portar... Porque até os figos me pareceram mais aguados e desinteressantes. Por outro lado, o limoeiro,  mais velho, na varanda a leste, só tem a crescer 4 limões, quando, no ano passado, nos presenteara com 5. A falta de sol terá sido fatal para as safras. E a pródiga oliveirinha que, em 2017, nos brindara com 115 rechonchudas azeitonas, neste ano da graça de 2018, não chegará decerto às 50. Até as hortênsias deram um sinal inequívoco, ao resumirem-se, avaras, a dois míseros bouquets, esbranquiçados e anémicos na sua pequenez.
Bem posso eu, vulgar campesino transplantado, com esta infelicidade, mas que dirão os pobres dos agricultores olhando os seus campos e árvores, minguados...

terça-feira, 24 de outubro de 2017

Estão a curtir!...


A seca e as condições climáticas adversas deste ano de 2017 tiveram, como todos sabemos, consequências trágicas sociais em Portugal.
Bem como na agricultura, mas de diversa índole. Na região do Dão, por causa dos fogos monstruosos, perdeu-se grande parte da produção vinícola. Mas, por outro lado, no Alentejo e, sobretudo, no Douro, embora a colheita, nas vindimas, tenha sido antecipada e inferior à média, anunciam-se vinhos de grande qualidade, e prevêem-se algumas declarações de vintage no Vinho do Porto.
No plano doméstico, cá por casa, não podemos queixar-nos. O limoeiro da varanda a Sul, que perdeu, sem produzir frutos, todas as flores do Inverno, resolveu florescer pela segunda vez do ano, no início deste mês de Outubro, talvez pelas condições climáticas, e parece poder vir a dar 4 ou 5 limões, se tudo correr bem.
Mas o caso mais extravagante é que a pequena oliveira, da mesma varanda a Sul, mais do que duplicou a sua produção recorde, que estava em 49 azeitonas, no ano passado. No presente ano de 2017, a safra foi de 115 azeitonas rechonchudas e bonitas. Que (como se pode ver na foto) já estão a curtir!...

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

A oliveira da varanda a Sul


Estão assim, já ligeiramente gorduchas para a idade e altura do ano... Lá para Outubro, hão-de ser curtidas com domésticos cuidados.
São cerca de 70, as azeitonas, difíceis de contar, por entre o emaranhado das folhas verdes, na varanda a Sul. E, provavelmente, 2017 será um ano recorde, na produção, porque o máximo da safra tinha sido de 49, no ano passado. 

terça-feira, 22 de setembro de 2015

A safra


Dê-se conta da colheita : 28 azeitonas bem nutridas. Que estão a ser curtidas, agora e durante uma semana, com mudança diária de água do Luso. Safra muito inferior a 2013, que teve a produção recorde de 49, embora muito mais pequenas em tamanho. Estas, já dão gosto pelo tamanho e aparência; veremos, mais tarde, o sabor. Mas há que dar graças à oliveirinha da varanda a sul, que tem cumprido o seu dever...

sábado, 11 de outubro de 2014

Apontamento 55: Curtir azeitonas



Para além dos limoeiros, gosto das nossas duas oliveiras, sobretudo das folhas e das pequenas flores de que nascem, em ano bom, várias azeitonas.

A oliveira, outrabandista, é a mais velha e desde que transitou, definitivamente, para o seu poiso actual já nos ofereceu 49 azeitonas, num ano excepcional. Este ano apanhámos apenas três, mas parece que concentraram toda a força da árvore, porque eram tão grandes que, ontem ao jantar, encheram, literalmente, a nossa boca.

Mais uma vez tive a ajuda de uma pessoa amiga para as curtir, manter, durante vários dias, em água – do Luso! para não amolecerem – e só depois é que se deita sal e orégãos. Souberam-nos, lindamente, embora a pouco !

A oliveirinha, citadina, tem poucos anos, mas encheu-se de brios e de 57 azeitonas. Ficaram 56, porque uma caiu – APS dixit. Ontem procedeu-se à apanha e, à noite, começou o processo de curtir: dar uns golpes e iniciar o período de demolhar e mudar a água todos os dias. Os frutos da oliveirinha são pequenos e muito clarinhos, como se vê pela imagem acima, e fizerem-se acompanhar de dois pequenos morcões, prontamente eliminados !


Aguardemos, então, pelo desenvolvimento e o sabor final, dentro de dias.

Post de HMJ

domingo, 21 de setembro de 2014

Produtos nacionais 18


Não sei se, hoje em dia, nas cervejarias ao servir um Fino (no Norte) ou uma Imperial (no Sul), ainda fornecem, gratuitamente, um pratinho de tremoços. Julgo que não e é pena porque, dizem, ajudam a combater a diabetes.
Nestes últimos anos, por circunstâncias fortuitas, mas também de gosto nosso, temos comido, com muita frequência, azeitonas. Soube, há pouco tempo, que reforçam o colesterol bom.
Uns e outras são entradas modestas ou acompanhamentos baratos, mas saudáveis de uma gastronomia que, na mesa do povo, sempre foi exígua. Na planura alentejana, pão e azeitonas foram, muitas vezes, única sustância dos ganhões e outras gentes do campo.
É já um pouco tarde, na minha vida, para me vir a ilustrar e conhecer profundamente as diversas castas de azeitonas portuguesas - e elas são muitas. Quanto aos tremoços, também de origem mediterrânica, e da família das favas, a variedade é menor.
Seja como for, a forma de os curtir, nacional, é que lhes dá o seu bom sabor característico e português.

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

A safra de 2013



Apresenta-se a nossa safra de azeitonas de 2013. Não se poderá falar em abundância, mas, considerando o facto de as azeitonas terem sido criadas numa varanda outrabandista, elas desenvolveram-se bem em tamanho. Seguimos os preceitos de pessoas conhecidas para as banhar - em água de mesa - durante uns dias, antes de as temperar.
Aqui estão, para mais uma prova virtual.
Bom proveito !

Post de HMJ

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Mercearias Finas 77


De fritas, não reza a história. Porque a História é feita, habitualmente, de grandes acontecimentos, de duques, reis e condes, omitindo os pequenos artífices, como a borboleta que, na China, batendo as asas, inocentemente, vai provocar, por um milagre gradual, um vendaval devastador, no outro lado do mundo.
As fritas são, como as azeitonas, um acompanhamento ou entrada, modesto, e, como não conseguiram, por rusticidade ou timidez, integrar-se na nouvelle cuisine, não é de bom tom falar delas. Mas, se tivessem ambição, quase poderiam ser crepes. Infelizmente, não foram estudadas para tanto, e são muito mais estaladiças.
Pois, aos anos que eu não como fritas, como se faziam em minha casa!... Que me lembre, levavam apenas farinha, sal e água mas, se bem frigidas, em lume lento e brando, ficavam deliciosas e tostadas com pequenas manchas mosqueadas de castanho claro. E, tirando as batatas fritas, eram para mim o melhor acompanhamento de um bife de alcatra ou de vazia.

Obs.: um agradecimento especial à Monika, em cujo acervo iconográfico encontrei a única imagem de fritas. Ou, pelo menos, parecida.