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quinta-feira, 28 de outubro de 2021

Azulmente

 



domingo, 27 de outubro de 2013

Azul


Dos azúis superiores, no alto sobretudo, há que ter muita atenção a vê-los - diacrónica e sincrónica. Se não, perdemos os pormenores, os nomes específicos e o que há de melhor. E não haverá outra vez, creio...
Escolha-se o Outono português, nas suas cores melancólicas e dos poetas nostálgicos. E temos, nada menos, de pelo menos três: o azul pálido (talvez porque o Sol anda cansado), o azul bebé e o azul cinzento que se quadra bem com as elegias.
Regressa o Verão, e a gama é mais rica: o azul vibrante dos postais turísticos, o azul cobalto (muitas vezes, nas águas do Tejo), o verde azul  de alguma folhagem que nos dá sombra, e ainda o ultramar e o azul violeta. E, isto, se não recorrermos aos ingleses e alemães que, classificativos, minuciosos e atentos, registam ainda: o azul prússia, o indigo, o azul régio, o azul mirtilo...
E ressalve-se a imodéstia subjectiva de eu dar nome a um azul inconfundível: o azul-arrábida, que se pode ver, de Verão, no céu e nas águas límpidas e oceânicas do Portinho e arredores marítimos, onde já não vou há muito.