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terça-feira, 2 de janeiro de 2024

Cupidez desregulada

 

A notícia surpreendeu-me, pela enormidade dos números, surrealistas, e pela desvergonha. Mas também pela ausência de qualquer regulador institucional que ponha bom senso nos escândalos, e que não deixam de ser um resultado quase directo da lei das rendas, promulgada em 2012, durante o mandato ministerial da senhorita Assunção Cristas (1974), angolana de nascimento. Mas também originado pela cupidez gananciosa de muitos senhorios lisboetas.
Aqui vão dois dos factos mais recentes: o bem conhecido e icónico restaurante Bota Alta (onde amesendava, muitas vezes, António Variações), no Bairro Alto, fechou quando lhe anunciaram o aumento de renda de 1.300 para 11.000 euros! Entretanto, a Academia de Amadores de Música, mais do que centenária, corre o mesmo risco, pois o senhorio resolveu passar-lhe a renda, harmoniosa, de 500 para 3.700 euros!
Será que ninguém põe termo a isto?!

sábado, 26 de novembro de 2022

Sobe e desce


Quem sonharia, aqui há cem anos atrás, na frondosidade galopante do número e carreira de informáticos? 
Entretanto, hoje, há um notório défice na arte dos canalizadores, dos picheleiros e electricistas; embora vá de vento em popa o progresso activo do número dos nutricionistas, dos arrumadores de automóveis e dos psicólogos, estes últimos sobretudo a nível dos estabelecimentos de ensino. 
Haja saúde!