Mostrar mensagens com a etiqueta Augusto Santo. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Augusto Santo. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 19 de fevereiro de 2019

Relógios biológicos?


Sabermos, exacta e previamente, a data da nossa morte seria decerto uma tragédia prática, embora talvez pudesse ser útil para arrumarmos a nossa vida de forma conveniente. E para nos despedirmos e acertarmos contas definitivas com todos aqueles que merecessem a nossa estima e afecto. Por outro lado, essa previsão do fim iria perturbar, profundamente, a nossa forma natural de viver esses últimos dias. E introduzir um desespero e ansiedade acrescida na nossa rotina de vida.
Surpreendo-me, muitas vezes, extraordinariamente por ver a enorme herança que alguns artistas deixaram apesar da sua curta vida. Mozart, Schubert, Rimbaud, Van Gogh, são bons exemplos dessa afirmação. Portugueses, Nobre e Cesário, Soares dos Reis e Henrique Pousão, certificam de qualidade maior esse exercício notável de viver.
Como se todos eles possuíssem, íntimo, interior, um relógio biológico inconsciente que os obrigasse e apressasse a dizer ou fazer, nesses exíguos anos de vida, tudo aquilo que, de melhor, tinham para escrever, fazer ou pintar se, porventura, viessem a ter uma longa vida ou, pelo menos, de duração média e normal.

segunda-feira, 7 de novembro de 2016

A queda do anjo


Um desastrado turista brasileiro, em busca de um melhor ângulo fotográfico, no MNAA, ontem, ao recuar fez cair uma preciosa escultura do séc. XVIII, representando S. Miguel. Sendo de madeira, policromada, embora bastante danificada pode vir a ser recuperada, mediante um restauro competente.
Assisti a uma situação parecida, era criança, no Museu Soares dos Reis (Porto), pelos anos cinquenta do século passado. Um rapaz turbulento e buliçoso, em correria desenfreada, deitou abaixo, partindo, o braço direito de Ismael, da bela escultura de  Augusto Santo (1868-1907). Felizmente, era a cópia de gesso...
Na altura, ficaram com o nome dos pais da criança, que não sei se vieram a pagar o restauro. Seria moralizador e um bom exemplo, que o adulto brasuca viesse a pagar o estrago que causou, para aprender a saber andar pelos museus, com mais atenção...