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segunda-feira, 20 de novembro de 2017

Mais um Fado

Este fado, algo insólito e heterodoxo pelo tema, com letra de Gabriel de Oliveira sob mote e versos de Augusto Gil (1873-1929) e música de Frederico de Brito, dá pelo nome de Maria Madalena. É, de algum modo, o contraponto lisboeta do Samaritana, fado de Coimbra (com letra de Álvaro Cabral) que, até 1974, estava proscrito das serenatas públicas na cidade do Mondego. Só se podia ouvir no recato das Repúblicas conimbricenses - onde a Censura não entrava - como de facto o ouvi por duas vezes, pelo menos. Por ser um dos meus poucos fados-fetiche, arquivei-o no Arpose, em poste de 12 de Agosto de 2010.
É tempo, no meu entender, de dar voz a Lucília do Carmo (1919-1998), nesta belíssima interpretação de Maria Madalena, incluindo-a no Blogue.

domingo, 27 de agosto de 2017

Ao anoitecer


Nos últimos dias, inesperadamente, tivemos na varanda a Leste uma invasão de formigas gigantes, ao contrário das habituais, que costumam ser minúsculas e pouco frequentes. Talvez a falta de água tenha provocado esta insólita migração. Uma  desceu, há pouco, do limeiro, e parecia com pressa...
Todo o horizonte está, porém, quieto, e apenas alguns cães, ao longe, com os seus latidos perturbam a vontade silenciosa do entardecer.
Já se recolheram as poucas aves da tarde, e uma aragem suave se levantou, talvez do Norte, para agitar, ao de leve, as folhas tenras da oliveira, na varanda.
Luzes vão despontando para a sua obrigação nocturna, aqui e ali. Como dantes, mais bruxuleantes, apareciam pela colina descendente de S. Roque, perto da Penha.
De súbito na rua (?) ouço uma voz rouca de mulher, praguejando.
Será chuva? Será vento?
É altura de eu recolher ao interior. Arrumo as coisas e apago a luz, na varanda a Leste, que a minha vocação é de paz - pelo menos, por hoje.

sábado, 20 de julho de 2013

O regresso do Irmanzão


Quase fiquei comovido. Estava eu a petiscar umas coisitas, que o meu jantar é frugal, e eis que chego ao Arpose, deparando-me com 8 visitas do Irmanzão NSA que, silenciosa e discretamente (decerto para não incomodar a minha refeição), marcou a sua presença indelével. Parecia o pai Natal, descendo sigilosamente pela chaminé... Até me lembrei de Augusto Gil:

...Há quanto tempo o não via
e que saudades, Deus meu!...

Creio saber a razão: um amigo meu mandou-me, via email, umas informações sobre a NSA e, algum menino de deus, lá de Bluffdale (Utah), interceptou a mensagem. Não dormem estes rapazitos paranóicos... mai-lo seu obeso chefe Keith Alexander, Gen..

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Salão de Recusados XVIII : Crianças



1. - ...Mas as crianças, Senhor
porque lhes dais tanta dor?
porque padecem assim?...

Augusto Gil (1873-1929).

2. - É tão bom ser pequenino,
ter mãe, ter pai, ter avós,
ter esperança no destino
e ter quem goste de nós. ...

João Linhares Barbosa (1893-1965)

3. - Varech

Eu estimo sobretudo os teus olhos incolores
as tuas mãos inúteis, a tua boca verde
Eu falo somente dos relógios caídos, dos autocarros
Eu falo somente dos pés vermelhos
Eu falo... eu falo... eu falo...
No vigésimo século as nuvens são árvores
e os pássaros mais pequenos grandes paquidermes

Sim, é verdade, os cabelos loiros
Então, meia noite!
Senhora, se me dá licença, este dia acabou
por este dia simplesmente

A criança é porca, é inútil
Muito obrigado...

António Maria Lisboa (1928-1953).

sábado, 9 de janeiro de 2010

Para quem se queixa do frio...





"...Fui ver: a neve caía
do azul cinzento do céu..."
Augusto Gil (1873-1929)
P.S.: as fotografias foram tiradas em Coblença-Alemanha. Numa delas, vê-se o rio Reno .
Foram tiradas por M. J. Gschossmann.