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domingo, 30 de junho de 2024

Memória 149

 

Por mero acaso e num zapping saudoso, demorei-me talvez um pouco mais na tv, atento, na visão do filme Doutor Jivago (1965) de David Lean (1908-1991), baseado no romance homónimo de Boris Pasternak (1890-1960). O escritor russo obtivera o prémio Nobel em 1957, polémico, numa altura em que o galardão nórdico tinha ainda uma certa credibilidade e era garantia de qualidade, embora nem sempre de isenção política. O poeta não fora sequer autorizado a sair da URSS, para receber o prémio.
Editado pela Bertrand (1965) o romance, traduzido da versão italiana por Augusto Abelaira, tinha um prefácio de Aquilino Ribeiro e uma antologia poética, no final, em versão de David Mourão-Ferreira - foi um sucesso de venda, na altura, naturalmente. Consumi a minha Mãe para comprar o livro, que não era barato, mas acabei por nunca o ler todo. O filme é que me ficou na memória. O elenco era imponente: Julie Christie, Omar Sharif, Geraldine Chaplin, Rod Steiger, Alec Guiness, Ralph Richardson...
Não esquecendo a banda sonora de Maurice Jarre.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2019

Estéticas de outros tempos


Grande parte das capas dos livros, hoje em dia, são de um mau gosto horroroso. As editoras recorrem a bancos de dados de fotografias, na maioria dos casos, mas as escolhas concretas demonstram, à evidência, a falta de sentido estético dos seleccionadores gráficos (?). A menos que a exuberância berrante das cores e a infantilidade das imagens se destine a atrair a comunidade alargada e mais inculta da população - que, por aí, também anda muita gente mal vestida, embora, muitas vezes, bem adornada...


De 1957 a 1973, pelo Natal, a Estúdios Cor editava uns livrinhos para oferta. De grande apuro gráfico, as obrinhas (17, no seu total) são hoje muito procuradas. Com textos (contos, habitualmente) de escritores conhecidos, os pequenos livros foram ilustradas, nas capas e interior, com desenhos de alguns dos mais importantes artistas portugueses, da época: Maria Keil, Pomar, Sá Nogueira, Lima de Freitas, Cipriano Dourado, Carlos Amado...
No meu alfarrabista de referência, os 17 voluminhos estavam à venda, há dias, por 75 euros. Soube hoje que foram vendidos a uma senhora estrangeira, por certo conquistada pela beleza deles.
Por curiosidade bibliófila, posso informar que a BestNet tinha à venda a colecção completa, ao preço de 80 euros. Enquanto que a Frenesi, que normalmente se destaca nestes casos, os vendia por 280 euros.

endereçado a H. N., com estima.