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sexta-feira, 11 de abril de 2014

Quem tem medo dos velhos capitães de Abril?


Estou em crer que as comemorações excessivamente protocolares e oficiais, pastosamente longas, nos discursos, não ajudam a celebrar uma data e uma acção libertadora que foi juvenil na alegria, e natural na adesão geral à liberdade e à democracia.
Não sendo, à partida, uma prerrogativa inalienável dos capitães de Abril, o seu direito à voz, nas comemorações parlamentares dos 40 anos do 25 de Abril, parece-me absolutamente natural e lógico. Não terá sido igual o entendimento da actual presidente da Assembleia da República que rechaçou a vontade de intervenção oral deles, com a sua voz boçal, glauca e ultramontana, contrapondo um deselegante: "O problema é deles!..."
Nem o banho lustral de Bruxelas, uns anitos, nem a sua alegre e compensadora reforma, ainda quadragenária, terão modificado um pensamento rural cavernícola onde, geneticamente, a democracia nunca terá entrado, nem sequer a luz da diferença...

sábado, 19 de outubro de 2013

O ovo da serpente


Repare-se no cuidado de quem dá e no carinho de quem recebe.

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Apontamentos 5: Gorduras do Estado




Ao fim do dia assisti, hoje, a uma audição parlamentar ao engenheiro em epígrafe. Convém lembrar a sua ligação às Obras Públicas, entre 1990 e 1995 – sob o reinado do actual PR – para além de artífice da Ponte Vasco da Gama e actual “não-executivo” (sabe-se lá o que isso significa para o caso) da Administração da Lusoponte que explora a referida travessia do Tejo.
De facto, tanto o “curriculo” como a imagem dizem tudo sobre as gorduras do Estado. Contudo, na audição da Assembleia da República, o Ministro – num passado talvez afastado, mas presente nos encargos – parecia um “menino de coro”, inocente quanto a questões concretas, mas solícito em afirmar que a Lusoponte, para além de satisfazer os accionistas, não pretende, claro está, lesar o Estado. Que ideia !
E não é que, pouco depois, numa notícia do “Expresso” surge o desabafo do então Ministro e actual Administrador da Lusoponte  – “não-executivo” – nestes termos: “As Parcerias Público-Privadas foram um desastre” (!)
Se eu fosse mago e me chamasse Gaspar, e com esta “comédia triste” do final do dia, não teria dúvida em lavrar mais um “despacho” para arranjar o dinheiro que falta nos cofres do Estado. Parece que são "gorduras intocáveis", para além dos senhores do IGCP – que, no passado, não passavem de simples directores-gerais- e outros quejandos,  como os "CEO's" das EDP’s, cheios de obesidades dispensáveis ao bolso do cidadão comum.
E o Tribunal de Contas ? Não será altura de contribuir para um esclarecimento dos cidadãos, cansados de tanta manipulação dos dados sobre a "real situação do país".

A única emergência é a sinceridade, a seriedade e a salvação da democracia e da paz. O resto é jogo que não se coaduna com os verdadeiros Homens de Estado.

Post de HMJ

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Legendas para um retrato em família


Só a nossa Presidenta da A. R. parece estar satisfeita, na fotografia, numa ingenuidade quase juvenil. O troikista da esquerda, sentado, olha para ela de esguelha e céptico, como quem diz: "...vais ter um lindo futuro, vais!..." O do meio, tem os olhos em alvo, não se sabe de quê, muito careca e inefável. O terceiro troikista, sentado à direita, olha para a pintura da retaguarda. Muito torcido, como que a avaliar o seu valor, no caso de vir a ser penhorada. Se não cumprirmos os compromissos do empréstimo...