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quinta-feira, 26 de setembro de 2024

Decadência

 
Houve um tempo, no passado, em que várias instituições ou editoras eram uma garantia de qualidade de tudo aquilo que produziam ou publicavam. A Portugália, Sá da Costa, Assírio & Alvim, por exemplo, eram nomes de prestígio no universo editorial português. Os conselhos de leitura dessas empresas, o rigor da crítica e a exigência dos leitores a isso obrigavam também, evitando os equívocos e desmandos de hoje.
Custa-me por isso a perceber que a última das editoras referidas tenha publicado uma pretensa biografia de Alexandre O´Neill (registada num poste recente do Arpose) tão mal enjorcada e desarrumada.

quinta-feira, 9 de setembro de 2021

Memória 139



É a lei do mais forte. E assim como o tubarão engole imensos peixes miúdos, também hoje as grandes editoras vão engolindo outras mais pequenas. Perderam-se deste modo editoras com personalidade própria (outras, é certo, que ainda mais minúsculas, vão surgindo...), com requisitos e tendências de qualidade especiais. A  Assírio & Alvim era uma delas, mas foi engolida pela Porto Editora. Talvez tudo tenha começado com a transferência espectacular (a exemplo dos futebolistas) de Herberto Helder para esta empresa portuense, ainda em vida... 
(Já agora, alguém ouviu falar no Poeta, ultimamente?)
A Assírio & Alvim publicava até um curioso encarte (A Phala) bissexto (grátis?) de que, aqui e em imagem, reproduzimos o nº 11. Que, por coincidência, abre com o poeta madeirense que ainda publicava em Lisboa, nessa altura, os seus livros.

para H. N. agradecendo a amiga remessa.