Dizem-no tímido, eu prefiro chamar-lhe discreto. De que escapa, habitualmente, o terceiro decanato (Alice Vieira), de 11 a 20 de Março, que junta aos patronos Neptuno e Júpiter, o combativo Marte. Mas se eu tivesse que escolher apenas um adjectivo para caracterizar o signo astrológico dos Peixes, não hesitaria na opção: compassivo. Por alguma razão, os primitivos cristãos usaram o símbolo do peixe para sua senha e sinal.
Sensível, impressionável, muito intuitivo, quase mediúnico, por vezes, tem grande capacidade para perceber os outros. Foram nativos deste signo alguns músicos célebres, em cujas obras a extrema sensibilidade se aliou à melancolia (Chopin, Vivaldi, Händel, Ravel); e também grandes intérpretes (Caruso, Liza Minnelli, Elis Regina). Do signo dos Peixes, também, alguns poetas singulares (Auden, David Mourão-Ferreira, Ruy Belo) e escritores (Camilo, Kerouac, Updike). Pintores marcantes (Miguel Ângelo, Renoir, Mondrian).
Impassíveis, normalmente, na sua expressão ( há quem fale de um lado linfático), estão sujeitos a pequenas mazelas de pele (acne, frieiras, borbulhas), mas o seu ponto mais sensível, são os pés. Tendência para dupla personalidade, embora menos acentuada do que em Gémeos ou Sagitário. Também há quem afirme que são influenciados pela Lua. Aquando da Lua Cheia, são muito activos; na fase da Lua Nova, sentem-se fatigados.
Dos Peixes, são também alguns políticos, pioneiros ou de ruptura de ciclos, para o bem e para o mal, como o nosso rei D. João IV, George Washington, Mikhail Gorbatchov ou Osama bin Laden. Poucos artistas de cinema: Elizabeth Taylor, a dos olhos violeta. Raros cientistas: Albert Einstein. De países sob a influência do signo de Peixes, temos Portugal. Não fosse o mar a nossa marca de água.