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sexta-feira, 20 de março de 2015

Divagações 83


Questão curiosa: se não aceitamos um banqueiro escroque (Oliveira Costa, por exemplo), porque é que aceitamos e temos simpatia por um cavalheiro ladrão (Arsène Lupin, neste caso)?
Grande parte da diferença de critérios reside nos planos em que ocorrem os casos: na realidade ou na ficção. Somos até capazes de, num filme, apoiarmos (intimamente) o vilão da fita, desde que tenha habilidade e classe, e seja corajoso. Mas, na vida real, condenamos, sem apelo nem agravo, o malfeitor (Ricardo Salgado, por exemplo, [não refiro Passos Coelho, porque lhe falta classe e habilidade...], no caso BES).
Talvez se possa concluir que não há somente uma ética, nem uma forma humana, única, de julgar.

sábado, 24 de dezembro de 2011

Maurice Leblanc / Arsène Lupin


Como uma voz que regressa, vinda do silêncio e do tempo esquecido, numa data festiva, e nos enche de júbilo, há, muitas vezes, ressurreições felizes. Como a de Vivaldi, feita pela sensibilidade especial de Mendelssohn, que salvou o padre ruivo do esquecimento eterno.
Embora de menor importância, o ressurgimento de Maurice Leblanc (1864-1941) e do seu Arsène Lupin, noticiada por "Le Monde", deu-me algum contentamento. Caída no domínio público, a obra de Leblanc vai ser reeditada, em 2012. Arsène Lupin é um cavalheiresco ladrão elegante, um Robin Hood actualizado e culto, como figura de ficção, muito superior ao Santo, de Leslie Charteris, protagonizado em cinema, habitualmente, por Roger Moore.
É, por isso, uma boa notícia para os apreciadores de romances policiais.