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sábado, 7 de julho de 2018

Desapiedadamente


Classificado e arquivado.
Era um versejador enxertado de uma pernada de Melo Neto e outra de Gedeão, no ritmo martelado. Mais uns pozinhos de Cesariny, sem a graça original de O'Neill. Mas podia ter a idade de Régio, pelos versos e motivos, datados. Alegre, assim a modos. E a verborreia infinita e inocente de Ramos Rosa.

segunda-feira, 22 de maio de 2017

Arquivos, espólios, cartas, fotografias, recortes...


Nem sempre os espólios passam de ser vivo para ser vivo. Naturalmente, a trasladação passa de pessoas desaparecidas para sobreviventes ou herdeiros, ou, noutros casos, para instituições capazes de cuidar desses papéis, de forma técnica e apropriada. Essas heranças dão-se, muitas vezes, por razões de espaço a ganhar, em casas particulares sem grandes dimensões, nem capacidade de armazenamento físico. Noutras ocasiões, os donos desses espólios, por questões práticas, resolvem doar em vida ou vender, a instituições culturais ou regionais, o excedente supérfluo para poderem conservar o essencial, em sua casa.
Passei, recentemente, cerca de 4 dias a desbastar cerca de uma centena de envelopes, que me tinham sido confiados ad eternum, por um Amigo. E, isto, porque eu próprio também estava a necessitar de espaço em minha casa. Ordenado alfabeticamente, o espólio tinha servido de suporte a uma publicação cultural que, já há largos anos, tinha deixado de existir. Nos envelopes, havia de tudo: fotocópias, cartas, recortes de jornais, revistas, fotografias, cartões de visita, C. V., bibliografias... Uma grande parte documental perdera, entretanto e completamente, a actualidade e/ou interesse do que fora, em tempos (15/30 anos, atrás), acontecimento notabilíssimo. A lei do tempo que, como disse Yourcenar, é um grande escultor.
De tudo isso conservei apenas cerca de um quinto do acervo inicial.

para A. de A. M., afectuosamente.

terça-feira, 13 de novembro de 2012

As caves do Vaticano


A notícia não foi muito difundida, mas não deixa de ser importante: o papa Bento XVI, em Junho de 2006, autorizou a consulta dos arquivos do Vaticano, até ao papado de Pio XI, ficando ainda sob reserva o acesso à documentação referente ao controverso Pio XII. Os arquivos da Igreja católica ocupam uma espécie de bunker, com 85 quilómetros de extensão e, diz o "Obs.", sendo bem diferentes dos do filme fantasista e light "Código da Vinci", são semelhantes aos corredores do KGB, nos anos 70 do século passado.
No riquíssimo acervo, o mais antigo documento data dos finais do séc. VIII e é o "Liber Diurnus Romanorum Pontificum", com a pragmática e rituais da chancelaria pontifícia. Inúmeros escritos, explicações e segredos que se abrem para o investigador encartado. Desde as actas do processo contra Giordano Bruno (1548-1600), até ao pedido de Henrique VIII, para a anulação do seu casamento com Catarina de Aragão, dirigido ao papa Clemente VII. De um manuscrito mongol do séc. XIII até uma carta de Isabel I, de Inglaterra; de Lincoln ao imperador Hirohito, de tudo isto estão os arquivos do Vaticano, bem recheados.
Os sérios historiadores, os bons escritores e, até mesmo os escrevinhadores light, tipo browns e rodrigues dos santos, aqui poderão encontrar fontes de importantes investigações ou enredos, e dos próximos best-sellers indigentes.