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segunda-feira, 3 de março de 2025

Divagações 203

 

O facto de termos conhecido pessoas da vida real, permite-nos avaliar a autenticidade próxima da reprodução pictórica, feita por desenhadores ou pintores, dessas figuras públicas.
Ao escolher, para encimar o poste anterior sobre Eugénio de Andrade (1923-2005), um desenho do murciano José Antonio Molina Sánchez (1918-2009), fi-lo pela semelhança indiscutível com o Poeta.
Imensamente retratado, Eugénio tem reproduções que são autênticos mamarrachos, ainda que, muitas vezes, sejam de autoria de artistas consagrados. Nem todos os pintores, porém, são bons retratistas...
Da galeria dos retratos, como os melhores pela semelhança, eu distinguiria mais cinco nomes, por ordem alfabética: Angelo de Sousa, Armando Alves, Augusto Gomes, Carlos Carneiro e Dordio Gomes.

sábado, 25 de abril de 2020

25 de Abril


Felizes as gerações que têm uma data a comemorar. De pequeno, estranhava, no 5 de Outubro, as romagens dos velhos republicanos aos cemitérios para homenagear os companheiros falecidos, no entretanto da ditadura. Estranhava, até que se deu o 25 de Abril.
Tendo sido acto singular e único, como não havíamos de nos repetirmos, ano após ano, nas comemorações? Ou, pelo menos, nas palavras e na simbologia utilizada, já por aqui, no Blogue.
E se seria imperdoável não marcar ou registar a efeméride, voltámos a Pedro Chorão (1945) e  a Armando Alves (1935) pedindo ajuda, mais uma vez, em busca de iconografia adequada a um acontecimento inesquecível, para quem o viveu.


segunda-feira, 14 de outubro de 2019

Memória 133


A imagem reproduz, da Revista Vértice (nº 450/1, 1982), e do volume em homenagem ao escritor Carlos de Oliveira (1921-1981), a folha do livro de curso de licenciatura (Histórico-Filosóficas) concluída em Coimbra, no ano de 1947, e correspondente ao poeta. E em que colaboraram alguns dos seus ilustres amigos e confrades da escrita.


domingo, 8 de novembro de 2015

Lembrete 31


Artista plurifacetado, gráfico inspirado e competente que deixou a sua marca estética em grande parte das edições da Inova, Armando Alves (1935) completou recentemente 80 anos de vida. Com Angelo de Sousa, José Rodrigues e Jorge Pinheiro, integrou o grupo denominado Os Quatro Vintes, da Escola de Belas Artes do Porto. Aqui o lembro.


quinta-feira, 25 de abril de 2013

Uma louvável iniciativa (16)


Não sei se esta iniciativa se mantém, ainda. Mas, durante muitos anos, o Clube Militar Naval endereçava um convite, anualmente, a um artista português para que produzisse uma serigrafia alusiva ao 25 de Abril. Que, depois, no dia da celebração era apresentada e vendida aos sócios. Alguns civis, posteriormente, poderiam também adquiri-la, embora a tiragem não fosse grande.
Armando Alves e Pedro Chorão foram, entre muitos outros pintores e gráficos, dois dos artistas que produziram serigrafias sobre o 25 de Abril, para o Clube Militar Naval. Em imagem deixo o trabalho executado por Armando Alves.

terça-feira, 2 de abril de 2013

Dia Internacional do Livro Infanto-Juvenil


A medida tomada de fazer coincidir a data do nascimento (2 de Abril) de Hans Christian Andersen (1805-1875) com a celebração do Dia Internacional do Livro Infanto-Juvenil, parece-me uma ideia feliz, mas outros nomes (irmãos Grimm, Charles Perrault...) poderiam, também, ser dignos patronos. De um ou outro teremos recordações de agradáveis leituras, em pequenos. E muitas histórias ficaram connosco.
Para imagem do poste, escolhi a capa de livros de dois autores portugueses que, sendo poetas, também escreveram para os mais jovens: Sophia Andresen e Eugénio de Andrade. O livro de Sophia foi ilustrado por Armando Alves; o de Eugénio, por Júlio Resende.

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Um poema de E. de A., pelo 25 de Abril



Soberania



Voltar, recomeçar - com que palavras? Um bando de ganapos ri, canta na esquina da rua. Gostaria de pensar que eu e essas vozes que chafurdam na noite se ignoram até aos ossos. Mas não é assim: a vulgaridade desses sons atravessa as paredes; são, apesar dela, uma companhia. Habito um país sem memória - alguém sabe de lugar mais triste? É o tempo do tordo branco emigrar. Voltemos pois ao princípio. E o princípio são meia dúzia de palavras e uma paixão pelas coisas limpas da terra, inexoravelmente soberanas. Essas, onde a luz se refugia, melindrosa. Só elas abrem as portas aos sortilégios, e os sortilégios são diurnos, mesmo quando invocam a noite, e as águas do silêncio, e o indelével tempo sem tempo. 3.2.86, Eugénio de Andrade.



Nota pessoal: toda a grande poesia, todo o poema autêntico deflagra em várias direcções, com a força de uma arma, como uma mina defensiva e terrestre, nuclear e concentrada, que sobressalta, fere e atinge vários corpos. Por isso, este poema em prosa, "Soberania", incluído no livro Vertentes do Olhar, de Eugénio de Andrade, hoje, 25 de Abril.