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quinta-feira, 16 de fevereiro de 2023

Uma fotografia, de vez em quando... (168)



Sobrevivente do genocídio arménio (1915-1923) perpetrado pelo governo otomano da época, Yousuf Karsh (1908-2002) veio a refugiar-se no Canadá para onde emigrou ainda jovem, com parte da família.





É considerado um dos grandes retratistas do século XX, sendo raro o político, artista ou celebridade que não foi fixado pela sua câmara atenta. Mas bastaria o icónico retrato de Churchill, sobejamente conhecido e reproduzido, de 1941, para lhe dar perene notoriedade.




Quando se reformou, em 1992, a revista Life dedicou-lhe um dossiê que incluía 20 das suas mais famosas fotografias. Merecidamente, aliás.


segunda-feira, 1 de outubro de 2018

Aznavour



Não, não é este Que c'est triste Venise, ou La Bohème, nem muito menos La Mamma, para mim a canção mais emblemática de Charles Aznavour (1924-2018), que faleceu, hoje, em França. Creio ser, entre tantas de que gosto do seu repertório, o Il faut savoir, por várias razões pessoais de juventude.
Foi por Agosto de 1964 que eu soube que o seu apelido de infância era, na verdade, Aznavourian  que, como quase todos os apelidos arménios, terminava em ian. Os progroms turcos sobre os arménios provocaram um êxodo maciço do povo, sobretudo para França. Foi o caso dos seus pais. Como, também, dos pais de quem me contou a história, nessa altura.
Depois, há nomes e figuras que, colados à nossa adolescência, quando desaparecem de cena vão corroendo, inevitavelmente, a nossa fantasiosa crença e utopia inconsciente sobre a imortalidade humana, própria. Charles Aznavour, para mim, era um desses nomes. Feito de boas memórias.