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domingo, 3 de julho de 2022

Revivalismo Ligeiro CCCVI


Esta Canção de Madrugar, com 52 anos já, ficou-me na memória. E têm sido poucas as músicas portuguesas a ocupar esta temática no Arpose. A interpretação de Hugo Maia Loureiro (1944) integrou o grupo do Festival da Canção da RTP de 1970. Estive para fazer parte do júri de Lisboa e só circunstâncias familiares o não permitiram, vindo a sê-lo em 1971, em que votei em Menina, interpretada por Tonicha, muito embora houvesse um lobby muito forte que pretendia fazer ganhar o Cavalo à Solta cantado por Fernando Tordo que, aliás, também era uma bonita canção.
Não creio que Hugo Maia Loureiro fosse um intérprete de excepção, mas as palavras de Ary dos Santos e a música de Nuno Nazareth Fernandes contribuiram muito para a beleza desta Canção de Madrugar, que aqui fica registada na rubrica do Revivalismo Ligeiro, do Arpose, para quem não se lembre dela.

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Uma homenagem a Carlos do Carmo, pela Rádio Comercial


Os pequenos prazeres de saber um português (Carlos do Carmo) distinguido, no estrangeiro, ou a Unesco reconhecer a originalidade do Cante Alentejano, compensam um pouco "a apagada e vil tristeza" em que temos vivido, nos últimos anos. Esta iniciativa da Rádio Comercial, de reunir e pôr a cantar fadistas e cantores amigos ou admiradores de Carlos do Carmo, pelo seu Grammy conquistado, foi feliz.
Pese embora algum desequilíbrio, nas prestações dos artistas, o resultado não deixa de ser uma bonita homenagem.

com agradecimentos a C. S..

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Poesia para ler e poesia para dizer


É óbvio que existe uma enorme diferença e "modo de usar" entre a poesia de Herberto Helder e os poemas de Ary dos Santos, para referir exemplos claros e extremos. Não pretendo fazer um juízo de valor e qualidade, neste caso, mas não tenho a menor dúvida que os versos de Ary dos Santos ganham uma mais valia ao serem (bem) ditos; e que os poemas de Herberto Helder devem, sobretudo, ser lidos em silêncio para melhor serem entendidos. Mas, em relação à poesia, há muita gente que tem opinião diferente da minha. Vou traduzir e dar voz a Basil Bunting (1900-1985), poeta inglês, que, em contraditório por vários aspectos, defende, num texto de 1966, o seguinte:
"A poesia, como a música, é feita para ser entendida. Ela é feita de sons, curtos ou longos, de ritmos, pesados ou ligeiros, de relações tonais entre as vogais, de relações entre as consoantes, análogas à cor instrumental da música. A poesia morre sobre a página desde que uma voz não a desperte, assim como a música que, na pauta, não representa nada senão instruções para os músicos. Um bom músico pode imaginar um som, em certa medida, e um bom leitor pode tentar entender mentalmente as palavras impressas que os seus olhos lêem: mas nem um nem outro ficarão satisfeitos antes dos seus ouvidos escutarem o som real produzido no ar. A poesia deve ser lida em voz alta. ..."

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

domingo, 5 de setembro de 2010

Revivalismo Ligeiro XXIII : Tonicha

Já contei o facto num Blogue amigo (Prosimetron). Fui, numa ínfima parte percentual, responsável pela vitória de Tonicha (Antónia de Jesus Montes Tonicha, 1946) com a canção "Menina (do Alto da Serra)", no Festival RTP da Canção 1971. Pertenci ao júri de Lisboa, com mais 4 elementos. O representante da RTP, que integrava o júri, fez "lobby" intenso pelo "Cavalo à Solta", cantado por Fernando Tordo. Mas venceu "Menina" que, em Dublim, alcançou a melhor posição de sempre, até à altura, para a representação portuguesa: 9º lugar. Do acontecimento, resta a memória e um pequeno cinzeiro de prata, com o símbolo da RTP, oferecido a cada um dos 5 elementos do júri. Que era composto por 2 Senhoras e 3 homens.